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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Perfume de Livro Antigo



Adoro livros antigos, mas mesmo sendo bibliófila cheiro de livro antigo não me atrai tanto, e também sou muito alérgica. Mas.... para os que apreciam este aroma... agora ele pode ser encontrado em frascos:

http://www.cbihateperfume.com/in-the-library.html

sábado, 27 de junho de 2009

Brasiliana Diginal




Foi lançado no dia 16/06/2009, o projeto Brasiliana Digital, que disponibilizará pela internet, com acesso
livre, a coleção de cerca de 40 mil volumes da Biblioteca Guita e José Mindlin, doada à Universidade de São Paulo (USP) em 2006, além de outros acervos da USP. A versão inicial, que já está funcionando, oferece acesso a 3 mil documentos da coleção reunida por Mindlin ao longo de mais de 80 anos. O lançamento do projeto, realizado em conjunto com uma homenagem ao bibliófilo, ocorreu durante a cerimônia de abertura do seminário Livros, Leituras e Novas Tecnologias, no Museu de Arte de São Paulo (Masp),
capital paulista.

"Desde que comecei a coleção, já sabia que a biblioteca não podia ser para
sempre um patrimônio particular. Estava claro que éramos depositários e
formadores desse conjunto, mas sem o viés da propriedade. Como toda minha
família tem forte relação com a USP desde a década de 1930, quando entrei no
curso de Direito da universidade recém-inaugurada, não tive dúvidas sobre a
escolha da instituição para a qual deveria doar esse patrimônio", disse
Mindlin.

A fase piloto de implantação do projeto conta com apoio da FAPESP, por meio
da modalidade Auxílio a Pesquisa - Regular. Os recursos fornecidos pela
Fundação permitiram a compra de um sistema integrado de digitalização
robotizada de livros encadernados.

"O robô foi adquirido em janeiro e neste primeiro semestre parte da nossa
equipe foi para os Estados Unidos receber treinamento para operá-lo. Há sete
semanas estamos trabalhando com ele. O robô permite digitalizar cerca de 2,4
mil páginas por hora, o que equivale a cerca de 40 livros por dia", disse
Pedro Puntoni, professor do Departamento de História da USP e coordenador da
Brasiliana Digital, à Agência FAPESP.

A Biblioteca Guita e José Mindlin reúne diversos tipos de livros, folhetos e
manuscritos sobre assuntos brasileiros. "O acervo cobre áreas como
literatura, prosa e poesia, história, relatos de viagens, crítica literária,
ensaios, filologia, dicionários, obras de cronistas, história natural,
botânica e zoologia. Nem tudo está em português, mas tudo diz respeito ao
Brasil", explicou Puntoni.

Segundo ele, o projeto permitirá aliar a conservação das obras - muitas
delas com vários séculos de existência - e a universalização do acesso a
elas. "O governo brasileiro, em suas três esferas, tem investido muito em
inclusão digital, que deverá aumentar imensamente a parcela da população
brasileira com acesso à internet. A Brasiliana Digital dará acesso a esse
acervo riquíssimo, preservando-o ao mesmo tempo", afirmou.

O historiador explicou que ainda não há previsão do tempo necessário para a
digitalização integral do acervo doado por Mindlin. Mas, com a tecnologia de
digitalização avançada e um sistema de gestão de informação adequado, a
equipe está pronta para ampliar o ritmo do projeto.

"Como o prédio no qual o acervo será instalado ainda não está pronto, não
pudemos ainda definir a dinâmica do processo. O robô, apelidado pela equipe
de Maria Bonita, é operado por conservadores. Quando lidamos com um livro do
século 16, por exemplo, temos que diminuir o ritmo. Estamos ainda aprendendo
a lidar com o equipamento", disse.

O projeto recebeu da FAPESP até o momento cerca de US$ 980 mil, usados para
a compra do robô e apoio a 15 bolsistas. Segundo Puntoni, a equipe envolvida
com o projeto tem cerca de 30 integrantes, entre pesquisadores,
bibliotecários, analistas e programadores.

A base do projeto Brasiliana Digital, segundo Puntoni, é o projeto
Brasiliana USP, coordenado por István Jancsó, do Instituto de Estudos
Brasileiros (IEB) da USP. "A Brasiliana USP é um projeto da reitoria da USP
que permitirá o acesso para pesquisa e ensino da maior coleção de livros e
documentos de e sobre o Brasil custodiada por uma universidade em escala
mundial, tornando-a disponível na internet", explicou Puntoni.

Para abrigar o acervo doado por Mindlin e a nova sede do IEB, a Brasiliana
USP está construindo um edifício com cerca de 20 mil metros quadrados no
centro da Cidade Universitária, em São Paulo. O projeto foi desenvolvido
pelos arquitetos Eduardo de Almeida e Rodrigo Mindlin Loeb, com a assessoria
da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP.

"O contrato com a construtora prevê o prédio pronto no fim de outubro,
incluindo toda a parte estrutural, como ar-condicionado, cadeiras do
auditório, elevadores, etc. A partir daí será preciso trabalhar na
instalação de equipamentos, sistemas de segurança e no acabamento.
Acreditamos que em 2010 o novo prédio estará operacional", disse Puntoni.

A parte do prédio onde ficará o IEB, no entanto, deverá levar
aproximadamente mais dois anos para ser finalizada. "A parte da construção
voltada à coleção Mindlin foi privilegiada, para podermos trazer logo o
acervo. Precisaremos ainda levantar recursos para a finalização da outra
parte", disse.

Integração digital

Segundo Jancsó, a concepção básica do projeto Brasiliana USP parte da ideia
de criar uma estrutura de conservação de uma parcela do patrimônio cultural
da nação, que é a Biblioteca Guita e José Mindlin.

"A partir daí, poderemos investir na conservação do extraordinário acervo
documental guardado pela USP. A universidade tem, em suas bibliotecas, cerca
de 6,5 milhões de livros. Tudo isso hoje está à disposição dos interessados
quase que exclusivamente mediante acesso presencial", disse.

A ideia do projeto, segundo Jancsó, é contribuir para a conservação de todo
o acervo da USP por meio da constituição de um centro de formação de
restauradores que levará o nome de Guita Mindlin - a esposa de José Mindlin,
morta em 2006 aos 89 anos, pioneira nas ações de restauro de livros e
documentos no Brasil.

"Por outro lado, é papel da universidade pública fazer com que a visão
patrimonial seja superada e fazer com que esse acervo custodiado pela USP
possa estar ao alcance, de modo universal e irrestrito, a todos os
brasileiros interessados", afirmou.

De acordo com Jancsó, os acervos do IEB e da Biblioteca Guita e José Mindlin
são complementares e, juntos, deverão formar a principal coleção existente
de livros e documentos voltados aos estudos brasileiros. "A construção desse
prédio no centro da USP resgata a ideia de que essa universidade foi criada
para pensar o Brasil", disse.

Jancsó conta que a USP investiu R$ 15 milhões para a construção do novo
prédio e o projeto captou mais R$ 18 milhões junto a fundações e recursos
provenientes de mecanismos de renúncia fiscal. Já os recursos da Brasiliana
Digital foram integralmente fornecidos pela FAPESP. "Agora, conseguimos
autorização para captar mais R$ 11 milhoes pela lei Rouanet, para finalizar
a obra. E vamos ter que buscar mais recursos. A obra é do tamanho do
projeto", destacou.

O site Brasiliana USP reúne informações sobre o projeto, sobre a Biblioteca
Brasiliana Guita e José Mindlin e Brasiliana Digital, com destaques como o
primeiro livro impresso no Brasil (A Relação da Entrada[...], por Antonio
Isidoro da Fonseca), cenas da vida urbana de Jean-Baptiste Debret
(1768-1848) e o relato do marinheiro Hans Staden (1525-1579), de 1557.

"A edição de 1557 de Marpurg é a verdadeira primeira edição da obra de Hans
Staden. Comprei-a encadernada com mais três livros (Varthema, Federman e um
romance de cavalaria alemão), numa encadernação de 1558. A biblioteca possui
também uma edição pirata de Frankfurt, provavelmente do mesmo ano, que, não
dispondo das matrizes da primeira edição, foi ilustrada com gravuras da
viagem de Varthema ao Oriente, sem qualquer relação com o Brasil e com os
índios", disse Mindlin.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Bibliotecas pelo mundo


Belas Bibliotecas registradas e publicadas no Le Figaro
Na foto, Biblioteca Nacional da França

domingo, 10 de maio de 2009


Exposição: LER, ESCREVER E ORAR NA IDADE MÉDIA: os livros de horas da Biblioteca Nacional.


Os Livros de Horas constituem parte importante do acervo da Biblioteca Nacional. Muitos deles procedem da Biblioteca Régia portuguesa e aqui chegaram à época da vinda de d. João VI para o Brasil.

Os livros de Horas são verdadeiros tesouros da arte miniaturista medieval. Estes códices constituem instrumento de devoção pessoal, lindamente ornados e trabalhados com esmero por grandes artistas do baixo-medievo. O material iconográfico apresentado é rico em temas do cotidiano, das sensibilidades religiosas, da organização das temporalidades e das diferentes representações dos espaços cristãos.
Compõem a mostra quatro exemplares do precioso acervo da divisão de Manuscritos. 


A exposição faz parte do Colóquio Ler, Escrever e Narrar na Idade Média, que acontecerá de 5 a 8 de maio no Campus do Gragoatá na Universidade Federal Fluminense (UFF - Niterói), integrando os eventos do Ano da França no Brasil.

A exposição será inaugurada no dia 5 de maio às 11h, no foyer da Biblioteca Nacional, e contará com a presença de medievalistas brasileiros e franceses dentre eles André Vauchez, da Academie des Inscriptions et Belles Lettres/Paris X-Nanterre e Jean-Claude Schmitt, da École des Hautes Études en Sciences Sociales.

Período da exposição: 5 a 19 de maio, das 10h às 18h.

Projeção contínua do vídeo: Arte digital na Idade Média: miniaturas em movimento, de Otoni Mesquita.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Livros antigos


Um livro antigo, uma página, um cheiro, um poema, um verso, um ator preferido..... gostando tanto deste universo quis fazer parte de um também!


quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Livro mais caro do Mundo

Capa de veludo tecido a mão, réplica de escultura em Mármore carrara, papel artesanal......
http://diversao.uol.com.br/ultnot/bbc/2008/09/24/ult2242u1735.jhtm

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Real Gabinete Português de Leitura


Lindo e imponente, escondido na rua Luís de Camões, só poderia ser. Possui a maior e a mais valiosa biblioteca de obras de autores portugueses fora de Portugal. O seu acervo, inteiramente informatizado, é da ordem de 350.000 volumes. A biblioteca recebe de Portugal, pelo estatuto do "depósito legal", um exemplar das obras publicadas no país. Além de Macau, agora sob a soberania da República Popular da China, e que até há pouco tempo também era beneficiada com o "depósito legal", o Real Gabinete é a única instituição, fora do território português, que mantém aquele privilégio. Dentre as obras mais raras da biblioteca podemos citar a edição "prínceps" de " Os Lusíadas", de 1572, que pertenceu à "Companhia de Jesus"; as "Ordenações de Dom Manuel" por Jacob Cromberger, editadas em 1521; os "Capitolos de Cortes e Leys que sobre alguns delles fizeram", editados em 1539; "A verdadeira informaçam das terras do Preste Joam, segundo vio e escreveo ho padre Francisco Alvarez", de 1540.Possui ainda manuscritos autógrafos do "Amor de Perdição", de Camilo Castelo Branco e o "Dicionário da Língua Tupy, de Gonçalves Dias, além de centenas de cartas de escritores.Corremos para encontrá-lo aberto e mal sabíamos que ele só fecharia uma hora depois. O cooper valeu a pena, pois ver com os próprios olhas esta maravilha, que antes só havia visto por fotografia e televisão, compensou qualquer cansaço. Em 1900, foi transformado em biblioteca pública permitindo a todos acesso a suas paredes cheias de livros, jornais de vários lugares do mundo e belas iconografias.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Livro Ler, viver e amar em Los Angeles


Mestre do universo


Todas as melhores histórias do mundo, na realidade, nada mais são do que uma única história, a história da fuga. É a única coisa que nos interessa a todos e todo o tempo: como fugir.

Arthur Christopher Benson (1862-1925)


As mulheres fazem coisas diferentes quando estão deprimidas. Algumas fumam, outras bebem, outras ligam para o terapeuta, algumas comem. Minha mãe costumava fi car furiosa quando ela e meu pai brigavam e, depois, se embriagava durante dias sem fi m e desaparecia dentro do quarto. Minha irmã era mais do tipo frieza total; dê-lhes um gelo e, nesse meio tempo, devore um bolo gelado Sara Lee de banana. E o que eu faço - o que sempre fi z - é sumir de tudo e de todos, mergulhando em um porre literário que pode durar vários dias.


Eu caio nesse estado por diversas razões. Às vezes é depois de uma briga do tipo "Não agüento mais olhar pra sua cara". Outras vezes, é sintomático do meu estado psicológico, tédio até o último fio de cabelo, minha vida que está bagunçada, e aquele sentimento de medo sempre que me perguntam o que ando fazendo. Como alguém pode colocar todas essas coisas em ordem? Levando tudo em consideração, prefiro ler. É a fuga perfeita.


Tenho todo um ritual para meus porres literários. Primeiro de tudo, abro uma garrafa de um bom vinho tinto. Depois desligo o celular, ligo a secretária eletrônica, reúno todos os livros que tenho a intenção de ler ou reler e ainda não o fi z. Finalmente, encho a banheiracom sais de banho de 30 dólares, dobro uma toalhinha, colocando-a na extremidade da banheira de modo que sirva de apoio para a nuca e ligo a minha música. Tenho um rádio Deco antigo de plástico azul-pálido perto da banheira que comprei em uma liquidaçãode garagem em Hollywood há alguns anos. A coisa mais esquisita: o rádio só consegue captar o sinal de uma única estação AM, que toca clássicos do jazz dos anos 1940 e 50, e é perfeito para mim.


O interior das paredes do meu banheiro é um campo reservado de sonhos e sobre o qual tenho controle total, sou a mestra de meu próprio universo elegantemente delineado. O mundo exterior desaparece aqui, há somente paz e um profundo senso de bem-estar.


A maioria das pessoas em minha vida tem uma visão distorcida disso... Como você pode chamar? Monomania? Excentricidade? Minha irmã, talvez, seja a pessoa mais diplomática de todas. Nós duas sabemos que possuo a tendência de perder minha conexão com a realidade quando me fecho dessa forma. Mas depois ela faz piadas dizendo que sou simplesmente outra bibliômana chata e que o que realmente preciso é de um pouco de ar fresco. Ela sempre foi uma maga com as palavras. Ela me contou que um livro que havia lido, de autoria de Nicholas Basbanes, adequadamente chamado Sobre osgentilmente loucos, afirma que o primeiro uso documentado da palavra bibliomania ocorreu em 1750 quando o quarto conde de Chesterfield enviou uma carta a seu fi lho ilegítimo advertindo-o que seu passatempo destrutivo com os livros deveria ser evitado tal qual "a peste bubônica". Ah, tá.


Eu tiro as roupas e as jogo no chão. Ao caminhar para a banheira, olho para o enorme espelho que vai do chão ao teto cobrindo uma parede inteira. Ai, meu Deus. Espere um minuto. Sabe quando você olha no espelho e está sempre com a mesma aparência até que, de repente, você parece dez anos mais velha? É comum que se perceba isso aos 35 anos. Minha cintura está mais grossa, meus seios estão mais caídos, o início de - mas que droga, isso aí na parte de trás das minhas coxas é celulite? Por que será que você pensa que essa coisa de idade não vai acontecer com você? Ai, veja a parte de trás dos meus cotovelos! Parecem cotovelos de uma senhora idosa, enrugados e com uma protuberância óssea.


Nunca fui capaz de imaginar minha aparência. Já me disseram que chamo atenção. Mas o que isso significa? É algo que as pessoas dizem quando não conseguem fazer os elogios normais, como "você é linda". Pode ser a minha altura, que as deixa desconcertadas. Tenho cerca de 1,80 metro, o que só recentemente virou moda. Também tenho pés enormes. Calço 41 em um dia bom.


Quando eu era jovem, odiava minha silhueta, alta, magra demais, parecendo um palito, que minha mãe descrevia como graciosa. Ela argumentava que minha beleza era especial e que seria apreciada quando eu fi casse mais velha. Apenas se dê algum tempo, ela dizia. Você vai ver. Você vai superar em esplendor todas aquelas outras meninas com corpos de ampulheta. Eu me sentia como Frankie em A convidada do casamento: "Uma aberração... pernas longas demais... ombros estreitos demais... não faço parte de clube algum e não sou membro de nada neste mundo".


Não era somente a minha aparência. Eu sempre me senti esquisita, a exceção em um mundo no qual, eu imaginava, todas as outras famílias eram normais e felizes. Virginia e eu suportamos os segredos e a vergonha de um pai ausente e uma mãe alcoólatra, e os poucos amigos que eu tinha, mantinha a distância, sempre aliviada quando eles nãovinham me visitar. A questão era que eu tinha vergonha do fato de que minha mãe não conseguia lutar, e em alguns aspectos, ela passou isso para mim.


Fechei os olhos e entrei na banheira. Propositadamente deixei a água escaldante e, quando mergulhei o pé, os dedos ficaram vermelhos e começaram a doer. Quente demais. Adicionei um pouco de água fria, deixando a água correr pelos meus dedos enquanto ouvia uma versão ruim de Coltrane detonando "Love Supreme". Paul Desmond disse uma vez que ouvir jazz de fi m de noite é como tomar Martini extra-seco. Acho que ele tem razão.


Tornei a enfiar o pé na água e então relaxei o corpo na banheira. Ainda muito quente. Girei a torneira com os dedos dos pés, adicionando mais água fria. Isso. Perfeito. Escolhi O trânsito de Vênus, um romance obscuro de Shirley Hazzard, cujo livro mais recente, O grande incêndio, tornou-se um dos favoritos dos clubes de livros. A premissa é fascinante. É sobre duas lindas irmãs órfãs cujas vidas estão predestinadas como a rotação dos planetas. Tentei me concentrar. A prosa é densa e complexa; eu vivia tendo que reler parágrafos inteiros. Comecei a devanear e me perdi. Isso não está funcionando. Basicamente, ainda estou deprimida.

"LER, VIVER E AMAR EM LOS ANGELES"

Autoras: Jennifer Kaufman e Karen Mack

Editora: Casa da Palavra

Tradução: Rogéria Pereira da Silva

Preço: R$ 39,00

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Biblioteca Secreta



Uma biblioteca secreta, escondida dentro da oficial. Assim é o Inferno, acervo oculto que resguarda livros tidos como imorais, malditos, proibidos. Na Biblioteca Nacional (BN), a maior do país, o Inferno era, há muito, esparramado. Mais limbo, até: feito de livros como que invisíveis, intencionalmente de fora dos registros, escondidos em prateleiras convencionais. Pois agora, finalmente, o Inferno está virando coleção. Por lá, já estão obras como O menino do Gouveia, considerado o primeiro conto homoerótico brasileiro. E uma edição de Minha luta, o livro proibido de Adolf Hitler. Se não tivessem sido incorporados ao acervo secreto, teriam queimado no fogo da censura. O Inferno os salvou. Mas só agora, pouco a pouco, têm conseguido deixar a clandestinidade. Até o dia 22 de agosto, parte do Inferno da BN pode ser visto pelo público, na mostra "Homoerotismo: prazer entre iguais". A exposição reúne cerca de 20 livros – uma primeira amostragem do que seria o Inferno restaurado.


Obras Raras e Homoerotismo
Exposição de livros da Divisão de Obras Raras de 07 de julho a 22 de agosto de 2008
das 10 às 16 horas - Exposição de conteúdo adulto


quinta-feira, 3 de julho de 2008

Museu do Livro

A prefeitura de Lajeado, no Vale do Taquari (RS), inaugurou ontem o Museu do Livro, no pórtico de entrada do Parque Histórico Municipal.

O local funcionará como acervo histórico e disponibilizará cerca de 2 mil livros, entre eles obras datadas de 1832 e livros didáticos usados no início do século passado. Parte do material foi doado pela comunidade e por historiadores e outros são oriundos do acervo da Biblioteca Municipal.

- Pelo material encontrado no museu, as pessoas poderão realizar pesquisas - comenta a titular da Secretaria de Cultura e Turismo (Secultur), Adriana de Carvalho.
A cerimônia de inauguração ocorreu às 10h. Na ocasião, os historiadores Wolfgang Collishonn e José Alfredo Schieroldt foram nomeados padrinhos do museu.
- As obras são uma forma de analisar e resgatar antigos hábitos. Um livro que hoje não tenha muito significado pode ser de muito valor no futuro e, por isso, a importância de um local adequado e seguro para a sua preservação. Povo que preserva a história tem sensibilidade para a cultura - comenta Collishonn.


Fonte: Jornal Zero Hora

terça-feira, 15 de abril de 2008

Biblioteca - História



Vale a pena conhecer a interessante cronologia da biblioteca hospedada no endereço:
http://www.acadia.org/competition-98/sites/integrus.com/html/library/time.html


Nesta cronologia, o evento mais antigo refere-se à Biblioteca da de Tebas (1250 antes de Cristo) chegando até aos dias de hoje. Apesar de ter uma ênfase ao contexto norte-americano, é um trabalho que merece ser conhecido. Seria interessante que outros esforços similares pudessem existir para que, após algum tempo, pudéssemos ter uma visão mais universal das principais atividades da nossa área.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Iluminuras



Iluminura - do latim "illuminare", "preencher com luz ou iluminar". Uma pintura em um manuscrito que "acende" a página com cores radiantes, especialmente com o fulgor do ouro e da prata.


Antes de Gutemberg os livros eram feitos à mão, o que garantia pouquíssimas cópias, mas primorosos trabalhos de artistas que decoravam as páginas dos manuscritos com belíssimos desenhos, chamados de iluminuras. O apogeu desta arte ocorreu entre 1470 e 1560, em livros produzidos na região de Flandres, que hoje é parte da Bélgica e da França. A iluminura flamenga produziu alguns dos mais belos trabalhos de arte da Renascença, revolucionando a aparência das páginas ilustradas, com técnicas que dominavam inteiramente o uso da luz e de texturas. O Jean Paul Getty Museum, em Los Angeles, está apresentando até o dia 7 de setembro deste ano a exposição "Iluminando a Renascença", reunindo pela primeira vez os melhores trabalhos dos iluministas flamengos.

Excelentes começos de livros . . .

"Haverá, ainda, histórias possíveis?"
Dürrenmatt, A pane: uma história ainda possível

"Todas as famílias felizes são parecidas entre si, mas as infelizes são infelizes cada uma a sua maneira."
Tolstoi, Anna Karenina.

"Tudo no mundo começou com um sim."
Clarice Lispector, A hora da estrela.

"À sombra da casa, ao sol da ribeira, perto dos barcos, na penumbra do salgueiral, ao pé da figueira, criou-se Sidarta."
Hermann Hesse, Sidarta

"O verbo ler não suporta o imperativo."
Daniel Pennac, Como um romance

"Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranqüilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso."
Kafka, A metamorfose.

"Call me Ishmael"
Melville, Moby Dick"

"Me chame de Ismael e eu não atenderei. Meu nome é Estevão."
Luis Fernando Veríssimo, O Jardim do diabo.

"Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo."
Gabriel García Márquez, Cem anos de solidão.

"Se querem mesmo ouvir o que aconteceu, a primeira coisa que vão querer saber é onde eu nasci, como passei a porcaria da minha infância, o que meus pais faziam antes que eu nascesse e toda essa lenga-lenga tipo David Copperfield, mas, para dizer a verdade, não estou com vontade de falar sobre isso"
J.D. Salinger, O Apanhador no campo de centeio.

"Hoje, mamãe morreu. Ou talvez ontem, não sei bem. "
Albert Camus, O estrangeiro.

"Aos dezesseis anos matei meu professor de lógica. Invocando a legítima defesa - e qual defesa seria mais legítima? - logrei ser absolvido por 5 votos contra 2, e fui morar sob uma ponte do Sena, embora nunca tenha estado em Paris."
Campos de Carvalho, A lua vem da Ásia.

"Alice começava a enfadar-se de estar sentada no barranco junto à irmã e não ter nada que fazer: uma ou duas vezes espiara furtivamente o livro que ela estava lendo, mas não tinha figuras nem diálogos, 'e de que serve um livro' - pensou - 'sem figuras nem diálogos'?"
Lewis Carol, Alice no país das maravilhas.

"-Nonada. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não, Deus esteja. "
João Guimarães Rosa, Grande sertão, veredas.

"Queimar era um prazer. "
Ray Bradbury, Fahrenheit 451.

"No princípio era o Verbo"
Evangelho Segundo São joão.
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