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terça-feira, 10 de agosto de 2010

O eterno fim do livro

Humberto Eco: "O desaparecimento do livro é uma obsessão de
jornalistas, que me perguntam isso há 15 anos. Mesmo eu tendo escrito
um artigo sobre o tema, continua o questionamento. O livro, para mim,
é como uma colher, um machado, uma tesoura, esse tipo de objeto que,
uma vez inventado, não muda jamais. Continua o mesmo e é difícil de
ser substituído. O livro ainda é o meio mais fácil de transportar
informação. Os eletrônicos chegaram, mas percebemos que sua vida útil
não passa de dez anos. Afinal, ciência significa fazer novas
experiências. Assim, quem poderia afirmar, anos atrás, que não
teríamos hoje computadores capazes de ler os antigos disquetes? E que,
ao contrário, temos livros que sobrevivem há mais de cinco séculos?
Conversei recentemente com o diretor da Biblioteca Nacional de Paris,
que me disse ter escaneado praticamente todo o seu acervo, mas manteve
o original em papel, como medida de segurança."

Veja a entrevista completa em:
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=581AZL001

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Colocando os pingos nos is

Para se diferenciar do “u”. Segundo Duarte (Guia dos Curiosos, 2003, pág. 49), o pingo no “i” foi instituiído para diferenciar a sequência de dois “i” (o “ii”, muito frequente em latim) do “u” minúsculo, com o qual ela se confundia muito no alfabeto gótico adaptado muito em voga no final da Idade Média. Na verdade, o til, o apóstrofo e vários outros sinais foram propostos para evitar a confusão entre “ii” e “u” até que se definisse, no século XVI, pelo acréscimo de um ponto à vogal “i”. A partir de então, passamos a pôr os pingos nos “i” e a colaborar para o sucesso da Grafologia, uma técnica de reputação muito controvertida que parte do pressuposto de que há uma relação direta entre grafia e personalidade.

A ausência do pingo sobre o “i”, por exemplo, é interpretada como sinal de “distração” ou de “mente ausente” nos exames grafológicos tradicionais. Por outro lado, os que colocamos o pingo muito acima do “i” – sim, faço parte desta confraria – somos considerados “imaginativos”. E se você é daqueles que fazem o pingo como um círculo, de duas uma: ou você tem uma “personalidade artística” (seja lá o que isso signifique…), ou é muito afetado e pretensioso. Será?

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Escrever com o Google Earth

Já havia imaginado ver os edifícios do alto e visualizar letras do alfabeto?
Pois é, esta é a última novidade do Google Earth.

Confira o link: http://www.geogreeting.com/view.html?yknyBosUoCmBoFoBUmywUonspsmsyCaU
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