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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

100 anos da Biblioteconomia no Brasil


Há cem anos, a Biblioteca Nacional do Brasil criava o primeiro curso de Biblioteconomia da América Latina, o terceiro em todo o mundo. Ao longo de um século, professores renomados como Cecília Meireles, Afrânio Coutinho e Sérgio Buarque de Hollanda abrilhantaram o curso que forneceu as bases para os conhecimentos da profissão. Ainda hoje, a BN é referência em inovações e tecnologias do setor, em especial sobre temas como preservação e digitalização de acervos. Esta semana, o presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, participou de sessão solene no XXIV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação - CBBD, em Alagoas, Maceió, junto do reitor da UNIRIO, instituição que há 42 anos assumiu o curso originado na BN, para celebrar os 100 anos da Biblioteconomia no país.


fonte: Boletim da BN. n. 198


terça-feira, 10 de agosto de 2010

O eterno fim do livro

Humberto Eco: "O desaparecimento do livro é uma obsessão de
jornalistas, que me perguntam isso há 15 anos. Mesmo eu tendo escrito
um artigo sobre o tema, continua o questionamento. O livro, para mim,
é como uma colher, um machado, uma tesoura, esse tipo de objeto que,
uma vez inventado, não muda jamais. Continua o mesmo e é difícil de
ser substituído. O livro ainda é o meio mais fácil de transportar
informação. Os eletrônicos chegaram, mas percebemos que sua vida útil
não passa de dez anos. Afinal, ciência significa fazer novas
experiências. Assim, quem poderia afirmar, anos atrás, que não
teríamos hoje computadores capazes de ler os antigos disquetes? E que,
ao contrário, temos livros que sobrevivem há mais de cinco séculos?
Conversei recentemente com o diretor da Biblioteca Nacional de Paris,
que me disse ter escaneado praticamente todo o seu acervo, mas manteve
o original em papel, como medida de segurança."

Veja a entrevista completa em:
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=581AZL001

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Livros para todos


Ler a qualquer hora, quando der vontade, é só pegar o seu!

sexta-feira, 12 de março de 2010

12 de março - Dia do Bibliotecário

12 RAZÕES POR QUE O MUNDO PRECISA DE BIBLIOTECÁRIOS/BIBLIOTECÁRIAS

1. Porque todo estudante precisa um guia humano inteligente.
2. Porque os pesquisadores preferem livros.
3. Porque o universo de sites Web é um campo especial para profissionais
da catalogação.
4. Porque os bibliotecários sabem prover um acesso adequadamente
organizado a todo tipo de material digital.
5. Porque os bibliotecários sabem aproveitar as vantagens das novas
tecnologias da informação.
6. Porque os bibliotecários protege nosso direito ao acesso à informação.
7. Porque os bibliotecários de referência podem prover técnicas de
pesquisa eficientes para cada usuário.
8. Porque os bibliotecários podem ajudar a desenvolver o prazer da leitura
9. Porque os bibliotecários sabem a diferença entre o Google e a coleção
de referência da biblioteca
10. Porque os bibliotecários querem atender não apenas as necessidade de
leitura mas também as necessidades sociais dos usuários
11. Porque os bibliotecários são parte do que ha de melhor na sociedade
e eles podem propor novas idéias e soluções
12. Porque na inteligência artificial ainda não existem softwares de
empatia humana.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Como justificar a sua biblioteca


- NOSSA! Quantos livros! Já leu todos?


Antes, a constatação de Eco:

No início, eu achava que esta frase só fosse pronunciada por pessoas de escassa intimidade com o livro, acostumadas a ver apenas estantezinhas com cinco livros policiais e mais uma enciclopédia infantil em fascículos. Mas a experiência me ensinou que também é pronunciada pelas pessoas mais inesperadas. Pode-se dizer que se trata quase sempre de pessoas que concebem as estantes como mero depósito de livros lidos e não a biblioteca como instrumento de trabalho, mas isto não bastaria. Estou convencido de que, quando se vê diante de muitos livros, qualquer pessoa é tomada pela angústia do conhecimento, e fatalmente resvala para a pergunta que exprime seu tormento e seus remorsos.

Portanto, seguem as possíveis respostas à pergunta. Umas são retiradas da crônica do autor italiano e outras de minha lavra:

NOSSA! QUANTOS LIVROS! JÁ LEU TODOS?

  1. Não. Não li nenhum deles. Por que eu guardaria livros que já li?
  2. Sim. Li estes e muitos mais. Estes e MUITOS mais.
  3. Não. Estes são os da semana que vem.
  4. Claro que não. Esta é minha criação particular de traças.
  5. Na verdade, pretendo usá-los em uma fogueira.
  6. Livros? Que livros?
  7. Isto? É onde anoto o meu caixa 2.
  8. Claro que li. Cinco vezes cada um.
  9. Ei! Como isso veio parar aqui?
  10. Não soube? Estou alugando este cômodo para a Biblioteca Nacional.
  11. Claro que não li. Acaso não sabe que sou analfabeto?
  12. (Jogando os livros na visita) Eu só os uso para afastar estranhos.
  13. (Fazendo malabarismos) É que pretendo entrar para o circo com um número exótico.
  14. É o que minha filha usa para treinar a postura. Você sabe… ela coloca uma pilha de uma dessas coisas na cabeça e sai andando pela casa.
  15. Ler? Não. Eu uso isso para secar flores.
  16. São meramente decorativos, meu caro. Meramente decorativos.
  17. Ah! Estas coisas todas são livros? Não foi isso que me disseram…
  18. Não sei. Eles já estavam aí quando comprei a casa.
  19. Não. Não li. Ouvi. Eles já vem com mp3 embutido.
  20. Não. Não li. Escrevi todos.
  21. Na verdade, estes são os processos a que estou respondendo atualmente.
  22. Li um, mas como não tinha figurinhas desisti dos outros.
  23. Meu amigo… com internet quem precisa ler tudo isso?
  24. Claro que não li. Apenas abri um sebo.
  25. É que estou ajudando o Google a digitalizar obras.
  26. Não estou lendo. Estou atualizando a ortografia de todos eles.
  27. Não li e não lerei. Entrei para o ramo da reciclagem e todos estes aí vão virar papel higiênico.
  28. Não li. Apenas conferi se as páginas de todos eles estavam em ordem.
  29. Isto? É o material escolar do meu filho…
  30. É que, no Natal, minhas tias só me dão essas velharias.


domingo, 6 de dezembro de 2009

Cabine telefônica Biblioteca


Olha que idéia legal, 800 moradores de Westbury-sub-Mendip, em Somerset, na Inglaterra, criaram esta biblioteca inusitada, contra o cancelamento da biblioteca móvel que ia até eles.


domingo, 6 de setembro de 2009

Aparadores Magnéticos

Magnetic Bookends Arrow Surpreendentes aparadores magnéticos de livros  arte arquitetura

Setas suspensas seguram os

livros... será?

domingo, 9 de agosto de 2009

Dicionário Fotográfico

Confira a definição de Bibllioteca.....

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Biblioteca Ecológica

Com o objetivo de dar uma inspiração mais ecológica às velhas bibliotecas, o escritório de arquitetura alemão Greeen! Architectscriou a 'biblioesfera', uma construção sustentável que une cidade e universidade. O imenso globo, projetado em uma área de 28 mil metros quadrados, apresenta uma série de iniciativas para minimizar os impactos ambientais, a exemplo de ventilação natural, máximo uso da luz solar e o uso de recursos renováveis para a geração de energia.


Vista noturna da 'biblioesfera'

O projeto deve ser implementado no campus da Univerisdade de Duisburg-Essen, na Alemanha.

Quando a 'biblioesfera' estiver completa, os idealizadores esperam obter um certificado de excelência pelobaixo consumo de energia, já que a expectativa é que o prédio utilize 50% menos energia que os edifícios comuns no país.

sábado, 18 de julho de 2009

Sociedades Científicas

A Royal Society (de 1662) é uma das instituições mais antigas da
humanidade. O primeiro periódico cientifico é publicado em 6 de março
de 1665 Philosophical Transactions

Veja os demais anos de 1665 a 1886 em

Ainda as Bibliotecas Britânicas

Acervo da biblioteca britânica disponível na internet

Plantão | Publicada em 13/07/2009 às 18h15m O Globo com informações do Jornal Hoje

RIO - A Biblioteca Britânica disponibilizou na internet (www.bl.uk/) um acervo gigante de livros, jornais, artigos. Não é à toa que o prédio, no centro de Londres, ficou conhecido como ''a catedral do conhecimento''.

A biblioteca britânica é a segunda maior do planeta só é menor do que a biblioteca do congresso americano. São nove andares num edifício do tamanho de quatro campos de futebol, três andares para cima e seis para baixo.

No subterrâneo, protegido de radiação, de umidade e de vandalismo, está guardado o tesouro que ocupa nada menos que 630 km de prateleiras, o equivalente a distância entre Salvador e Maceió.

Livros, mapas, jornais... Tudo catalogado, organizado, fácil de ser encontrado pelos bibliotecários que trabalham no acervo.

Os leitores escolhem os livros num menu, no computador. Os bibliotecários recebem o pedido na hora e enviam os livros para o andar de cima, por meio de um sistema mecânico. É a tecnologia transportando cultura.

São aproximadamente 150 milhões de fontes de informação. Imagina ter acesso a tudo isso instantaneamente e sem ter que viajar à Londres. Afinal, a segunda maior biblioteca do mundo está acessível pela internet.

De casa, do escritório, de qualquer canto do planeta, qualquer pessoa pode ler, pesquisar, aprender com esse gigantesco acervo.

Novidade é poder acessar agora também as 750 milhões de páginas dos 49 principais jornais britânicos publicados desde janeiro de 1800. Matérias, artigos, tudo o que a imprensa britânica contou nesses últimos dois séculos, na tela do computador.

Para pesquisas que dependem de download, ou seja, quando o leitor tem que baixar um arquivo ou mesmo imprimir algum documento, há um custo equivalente a R$ 25 e o acesso vale por 24 horas.

O responsável pela publicação na internet, Ed King, conta que todos os documentos foram microfilmados, assim podem ser acessados em segundos.

Por exemplo, a Independência do Brasil. A imprensa britânica publicou vários artigos em 1822. Outro assunto histórico que deu o que falar foi a abolição da escravatura, em 1888.

São apenas exemplos, diz o organizador do acervo digital. O conhecimento não tem limites e graças à internet, o acesso a esse tesouro cultural também se tornou ilimitado.

Biblioteca Britânica põe 200 anos de jornais na internet

Enquanto o fim da imprensa como a conhecemos é discutido, a Biblioteca Britânica une o analógico ao digital e inaugura na internet um acervo com 200 anos de jornais, mais de 2 milhões de páginas digitalizadas, para consulta pública. Porém, consultar esse arquivo não é gratuito.

A busca não custa nada, mas o número de 100 downloads em 24 horas custa US$ 11,40, enquanto 200 downloads por um período de sete dias valem US$ 16,30, numa espécie de "pay-per-view" dos jornais digitais.

"O serviço 'Pague o que usa' vai permitir a usuários de todo o Reino Unido que não queiram vir até nossas salas de leitura em Londres e Yorkshire um aprofundamento nesse inigualável recurso online", disse Simon Bell, da Biblioteca Britânica, ao site TechRadar UK.

O acervo, uma parceria entre a Biblioteca Britânica, Joint Information Systems e a Gale será uma fonte riquíssima e útil tanto para historiadores quanto para jornalistas e aqueles que estão à procura de seus ancestrais.

"Há um enorme interesse por um acesso mais amplo a esse tipo de recurso, que já é muito bem utilizado pela Readers na Biblioteca Britânica e por pessoas do Ensino Superior", explicou Bell ao site IT PRO.

O site "Britsh Newspapers 1800-1900" é simples, e sua abertura mostra uma caixa de busca básica, um destaque e uma linha do tempo interessante, que marca os principais momentos da história e, quando um fato é clicado, leva aos jornais da época que continham a notícia.

São dezenas de títulos diferentes, como o Examiner, o Daily News e o Birmingham Daily Post. Também é possível realizar uma busca de jornais de acordo com uma região do país.

Para acessá-lo, basta entrar no endereço newspapers.bl.uk/blcs. Os arquivos ilustrados The Graphic e The Penny são gratuitos para demonstração do serviço.

Fonte: http://tecnologia.terra.com.br

Britânico devolve livro à biblioteca com 46 anos de atraso






Um britânico que pegou um livro emprestado em uma biblioteca há 46 anos o devolveu esta semana, evitando pagar uma multa de quase R$ 8 mil.

David Hall pegou o livro Engineering Workshop Practice (Grupo de Discussões de Práticas de Engenharia, em tradução livre) para seu pai na biblioteca da cidade inglesa de Derby.

Hall tinha dez anos quando pegou o livro em 1963 e encontrou a publicação somente quando limpava o sótão da casa de seu pai, quando este morreu. "Encontrei o livro quando meu pai morreu, uns 20 anos atrás. Notei que era o mesmo que eu havia pegado para ele, há anos. Depois, fiquei sabendo da anistia e pensei que era uma excelente oportunidade", disse ele.

Multa

Hall devolveu o livro sem precisar pagar a multa pelo atraso por conta de uma anistia instituída pela prefeitura de Derby que vigora até esta quarta-feira.

Funcionários da biblioteca afirmaram que se a multa fosse aplicada, Hall teria que pagar cerca de 2,5 mil libras (cerca de R$ 7,9 mil) pelo atraso.

A prefeitura disse que arrecada em média 40 mil libras anualmente em multas por atraso, dinheiro que reinveste na biblioteca.

A anistia, no entanto, visa restabelecer laços com usuários com dívidas. "Com a anistia, eles podem voltar a usa a biblioteca sem se preocupar com a multa", disse Joe Naita, um dos responsáveis pela biblioteca.

Uma cópia do livro Engineering Workshop Practice pode ser comprada na Grã-Bretanha por cerca de 62 centavos de libra (pouco menos de R$ 2).

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Parque Municipal ganha Biblioteca Livre

Parque Municipal ganha Biblioteca Livre


O Parque Municipal Américo Renné Giannetti, no Centro da capital, inaugurou no dia 3 de julho mais uma área de entretenimento para a população: uma Biblioteca Livre, localizada no Quiosque do Galo, próximo à quadra poliesportiva. A iniciativa foi do Projeto “Caminhantes do Parque - Revolução Verde: por uma ecologia integral”, desenvolvido pela pedagoga e educadora Helena Flávia Maria de Lima, e contou com o apoio da diretoria do Parque. A biblioteca funciona das 8h às 17 h, de terça-feira a domingo.


Fonte: Estado de Minas, 03 de julho de 2009

sábado, 27 de junho de 2009

Brasiliana Diginal




Foi lançado no dia 16/06/2009, o projeto Brasiliana Digital, que disponibilizará pela internet, com acesso
livre, a coleção de cerca de 40 mil volumes da Biblioteca Guita e José Mindlin, doada à Universidade de São Paulo (USP) em 2006, além de outros acervos da USP. A versão inicial, que já está funcionando, oferece acesso a 3 mil documentos da coleção reunida por Mindlin ao longo de mais de 80 anos. O lançamento do projeto, realizado em conjunto com uma homenagem ao bibliófilo, ocorreu durante a cerimônia de abertura do seminário Livros, Leituras e Novas Tecnologias, no Museu de Arte de São Paulo (Masp),
capital paulista.

"Desde que comecei a coleção, já sabia que a biblioteca não podia ser para
sempre um patrimônio particular. Estava claro que éramos depositários e
formadores desse conjunto, mas sem o viés da propriedade. Como toda minha
família tem forte relação com a USP desde a década de 1930, quando entrei no
curso de Direito da universidade recém-inaugurada, não tive dúvidas sobre a
escolha da instituição para a qual deveria doar esse patrimônio", disse
Mindlin.

A fase piloto de implantação do projeto conta com apoio da FAPESP, por meio
da modalidade Auxílio a Pesquisa - Regular. Os recursos fornecidos pela
Fundação permitiram a compra de um sistema integrado de digitalização
robotizada de livros encadernados.

"O robô foi adquirido em janeiro e neste primeiro semestre parte da nossa
equipe foi para os Estados Unidos receber treinamento para operá-lo. Há sete
semanas estamos trabalhando com ele. O robô permite digitalizar cerca de 2,4
mil páginas por hora, o que equivale a cerca de 40 livros por dia", disse
Pedro Puntoni, professor do Departamento de História da USP e coordenador da
Brasiliana Digital, à Agência FAPESP.

A Biblioteca Guita e José Mindlin reúne diversos tipos de livros, folhetos e
manuscritos sobre assuntos brasileiros. "O acervo cobre áreas como
literatura, prosa e poesia, história, relatos de viagens, crítica literária,
ensaios, filologia, dicionários, obras de cronistas, história natural,
botânica e zoologia. Nem tudo está em português, mas tudo diz respeito ao
Brasil", explicou Puntoni.

Segundo ele, o projeto permitirá aliar a conservação das obras - muitas
delas com vários séculos de existência - e a universalização do acesso a
elas. "O governo brasileiro, em suas três esferas, tem investido muito em
inclusão digital, que deverá aumentar imensamente a parcela da população
brasileira com acesso à internet. A Brasiliana Digital dará acesso a esse
acervo riquíssimo, preservando-o ao mesmo tempo", afirmou.

O historiador explicou que ainda não há previsão do tempo necessário para a
digitalização integral do acervo doado por Mindlin. Mas, com a tecnologia de
digitalização avançada e um sistema de gestão de informação adequado, a
equipe está pronta para ampliar o ritmo do projeto.

"Como o prédio no qual o acervo será instalado ainda não está pronto, não
pudemos ainda definir a dinâmica do processo. O robô, apelidado pela equipe
de Maria Bonita, é operado por conservadores. Quando lidamos com um livro do
século 16, por exemplo, temos que diminuir o ritmo. Estamos ainda aprendendo
a lidar com o equipamento", disse.

O projeto recebeu da FAPESP até o momento cerca de US$ 980 mil, usados para
a compra do robô e apoio a 15 bolsistas. Segundo Puntoni, a equipe envolvida
com o projeto tem cerca de 30 integrantes, entre pesquisadores,
bibliotecários, analistas e programadores.

A base do projeto Brasiliana Digital, segundo Puntoni, é o projeto
Brasiliana USP, coordenado por István Jancsó, do Instituto de Estudos
Brasileiros (IEB) da USP. "A Brasiliana USP é um projeto da reitoria da USP
que permitirá o acesso para pesquisa e ensino da maior coleção de livros e
documentos de e sobre o Brasil custodiada por uma universidade em escala
mundial, tornando-a disponível na internet", explicou Puntoni.

Para abrigar o acervo doado por Mindlin e a nova sede do IEB, a Brasiliana
USP está construindo um edifício com cerca de 20 mil metros quadrados no
centro da Cidade Universitária, em São Paulo. O projeto foi desenvolvido
pelos arquitetos Eduardo de Almeida e Rodrigo Mindlin Loeb, com a assessoria
da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP.

"O contrato com a construtora prevê o prédio pronto no fim de outubro,
incluindo toda a parte estrutural, como ar-condicionado, cadeiras do
auditório, elevadores, etc. A partir daí será preciso trabalhar na
instalação de equipamentos, sistemas de segurança e no acabamento.
Acreditamos que em 2010 o novo prédio estará operacional", disse Puntoni.

A parte do prédio onde ficará o IEB, no entanto, deverá levar
aproximadamente mais dois anos para ser finalizada. "A parte da construção
voltada à coleção Mindlin foi privilegiada, para podermos trazer logo o
acervo. Precisaremos ainda levantar recursos para a finalização da outra
parte", disse.

Integração digital

Segundo Jancsó, a concepção básica do projeto Brasiliana USP parte da ideia
de criar uma estrutura de conservação de uma parcela do patrimônio cultural
da nação, que é a Biblioteca Guita e José Mindlin.

"A partir daí, poderemos investir na conservação do extraordinário acervo
documental guardado pela USP. A universidade tem, em suas bibliotecas, cerca
de 6,5 milhões de livros. Tudo isso hoje está à disposição dos interessados
quase que exclusivamente mediante acesso presencial", disse.

A ideia do projeto, segundo Jancsó, é contribuir para a conservação de todo
o acervo da USP por meio da constituição de um centro de formação de
restauradores que levará o nome de Guita Mindlin - a esposa de José Mindlin,
morta em 2006 aos 89 anos, pioneira nas ações de restauro de livros e
documentos no Brasil.

"Por outro lado, é papel da universidade pública fazer com que a visão
patrimonial seja superada e fazer com que esse acervo custodiado pela USP
possa estar ao alcance, de modo universal e irrestrito, a todos os
brasileiros interessados", afirmou.

De acordo com Jancsó, os acervos do IEB e da Biblioteca Guita e José Mindlin
são complementares e, juntos, deverão formar a principal coleção existente
de livros e documentos voltados aos estudos brasileiros. "A construção desse
prédio no centro da USP resgata a ideia de que essa universidade foi criada
para pensar o Brasil", disse.

Jancsó conta que a USP investiu R$ 15 milhões para a construção do novo
prédio e o projeto captou mais R$ 18 milhões junto a fundações e recursos
provenientes de mecanismos de renúncia fiscal. Já os recursos da Brasiliana
Digital foram integralmente fornecidos pela FAPESP. "Agora, conseguimos
autorização para captar mais R$ 11 milhoes pela lei Rouanet, para finalizar
a obra. E vamos ter que buscar mais recursos. A obra é do tamanho do
projeto", destacou.

O site Brasiliana USP reúne informações sobre o projeto, sobre a Biblioteca
Brasiliana Guita e José Mindlin e Brasiliana Digital, com destaques como o
primeiro livro impresso no Brasil (A Relação da Entrada[...], por Antonio
Isidoro da Fonseca), cenas da vida urbana de Jean-Baptiste Debret
(1768-1848) e o relato do marinheiro Hans Staden (1525-1579), de 1557.

"A edição de 1557 de Marpurg é a verdadeira primeira edição da obra de Hans
Staden. Comprei-a encadernada com mais três livros (Varthema, Federman e um
romance de cavalaria alemão), numa encadernação de 1558. A biblioteca possui
também uma edição pirata de Frankfurt, provavelmente do mesmo ano, que, não
dispondo das matrizes da primeira edição, foi ilustrada com gravuras da
viagem de Varthema ao Oriente, sem qualquer relação com o Brasil e com os
índios", disse Mindlin.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Bibliotecas pelo mundo


Belas Bibliotecas registradas e publicadas no Le Figaro
Na foto, Biblioteca Nacional da França

sábado, 16 de maio de 2009

Para ingles ver...


Livros são sinal de cultura. Ter uma casa cheia deles, então, é super culto. Mas dá trabalho, é caro, e demora a acontecer, porque você não compra 15 livros de uma vez para ler. Na verdade, demorava. O site Wonder Book agora oferece bibliotecas inteirinhas para você dar uma de intelectual. E não é caro. Como os livros são velhos e de sebos, uma prateleira inteira pode sair por menos de 20 dólares. E dá pra escolher as cores das capas, se você só quer livros bem antigos e gastos, com ou sem mofo, grandes para mesinha de centro, etc... Tem pra todos os gostos! É bem bizarro, mas vai que você, um dia, pega um deles pra ler...


domingo, 10 de maio de 2009


Exposição: LER, ESCREVER E ORAR NA IDADE MÉDIA: os livros de horas da Biblioteca Nacional.


Os Livros de Horas constituem parte importante do acervo da Biblioteca Nacional. Muitos deles procedem da Biblioteca Régia portuguesa e aqui chegaram à época da vinda de d. João VI para o Brasil.

Os livros de Horas são verdadeiros tesouros da arte miniaturista medieval. Estes códices constituem instrumento de devoção pessoal, lindamente ornados e trabalhados com esmero por grandes artistas do baixo-medievo. O material iconográfico apresentado é rico em temas do cotidiano, das sensibilidades religiosas, da organização das temporalidades e das diferentes representações dos espaços cristãos.
Compõem a mostra quatro exemplares do precioso acervo da divisão de Manuscritos. 


A exposição faz parte do Colóquio Ler, Escrever e Narrar na Idade Média, que acontecerá de 5 a 8 de maio no Campus do Gragoatá na Universidade Federal Fluminense (UFF - Niterói), integrando os eventos do Ano da França no Brasil.

A exposição será inaugurada no dia 5 de maio às 11h, no foyer da Biblioteca Nacional, e contará com a presença de medievalistas brasileiros e franceses dentre eles André Vauchez, da Academie des Inscriptions et Belles Lettres/Paris X-Nanterre e Jean-Claude Schmitt, da École des Hautes Études en Sciences Sociales.

Período da exposição: 5 a 19 de maio, das 10h às 18h.

Projeção contínua do vídeo: Arte digital na Idade Média: miniaturas em movimento, de Otoni Mesquita.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Biblioteca Digital Mundial


Imagem: Mapa geral mostrando as explorações e pesquisas da expedição, na Expedição Britânica à Antártida de 1907-09, liderada por Ernest H. Shackleto

Lançamento oficial da Biblioteca Digital Mundial - hoje, no dia do feriado de Tiradentes,  onde é possível navegar pelo excepcional acervo de livros, manuscritos e documentos visuais e sonoros procedentes de bibliotecas e arquivos do mundo todo. Reproduções das mais antigas grafias e fotografias estão entre os vários documentos raros apresentados em sete idiomas (árabe, chinês espanhol, francês, inglês, português e russo). O lançamento aconteceu na sede parisiense da Unesco. 




segunda-feira, 30 de março de 2009

Biblioteca Britanica perde 9 mil obras


Obras não foram roubadas. Terão sido apenas mal arrumadas

A British Library (Biblioteca Britânica), em Londres, admitiu que não sabe o paradeiro de mais de 9 mil livros, entre os quais tratados renascentistas de teologia e alquimia, um texto de astrologia e algumas primeiras edições. A biblioteca não crê, no entanto, que todas estas valiosas obras tenham sido roubadas. Estarão, antes, extraviadas entre os 650 quilómetros de estantes. Algumas das obras não são vistas há mais de 50 anos.

Apesar de a biblioteca não ter divulgado o valor global das obras desaparecidas, sabe-se que entre estes livros estarão alguns volumes valiosos. Entre os títulos desaparecidos está um exemplar da primeira edição de O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde, publicado em 1891 e avaliado em 1300 libras (1411 euros). Este livro está desaparecido desde 1961.

Extraviados também estão, por exemplo, uma primeira edição de Canzoni, de Ezra Pound, de 1911; uma edição ilustrada de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol, de 1876; uma Carta Astrológica do filósofo judeu Maimónides, de 1555; e até um exemplar de Da Usura Legal e Ilegal dos Cristãos, do teólogo alemão Wolfgang Musculus, de 1556 (que está avaliado em 21 700 euros).

Os responsáveis foram dando pela falta das obras à medida que estas eram requisitadas mas não se encontravam no seu lugar. A biblioteca atende cerca de 3,5 milhões de requisições todos os dias e é difícil voltar a colocar tudo no lugar. Outros desaparecimentos foram detectados nas várias audições à enorme colecção.

Há muitas razões que explicam o facto de os livros não estarem arrumados nos seus lugares, disse ao The Guardian Jennifer Perkins: podem ter sido mal arrumados, a etiqueta do livro pode ter-se deteriorado ou caído e o livro foi recatalogado e arrumado noutro lugar, e o catálogo pode não ter sido actualizado com estas alterações. Por exemplo, muitos dos livros desapareceram em 1998, quando a colecção foi transladada do Museu Britânico para um edifício moderno perto da estação de St. Pancreas.

Keith Rathmill, do departamento de segurança, mostrou-se surpreendido por o número de obras desaparecidas não ser ainda mais elevado. "É uma colecção muito grande e o edifício não é seguro.

sábado, 22 de novembro de 2008

Europeana - Alexandria?

Biblioteca digital européia fecha 24 horas depois de inaugurada
A biblioteca digital "Europeana", saturada por consultas dos internautas, foi fechada menos de 24 horas depois de seu lançamento, e talvez deva retornar em meados de dezembro.
Uma mensagem no site
www.europeana.eu indica nesta sexta-feira que a biblioteca está "temporariamente inacessível por causa do grande interesse" do público."Faremos todo o possível para reabrir a 'Europeana' em uma versão mais robusta o quanto antes", acrescenta o texto, prometendo voltar em meados de dezembro.Os idealizadores do projeto previam cerca de cinco milhões de consultas diárias, mas o número superou em muito as expectativas e acabou saturando o sistema.Com conteúdos inteiros de livros raros e antigos ou cujas edições se esgotaram, pinturas, músicas, manuscritos, mapas, o projeto "Europeana" tem como objetivo tornar acessível em apenas um site o imenso patrimônio cultural das bibliotecas nacionais do Velho Continente.Esta era a idéia do portal multilíngue www.europeana.eu, que pretende armazenar não apenas livros, mas também outras obras digitalizadas em mãos de centros e instituições culturais européias."A 'Europeana' representa uma aliança inédita entre as novas tecnologias e o mundo da cultura. Estou convencida de que modificará de maneira profunda a forma que cada um terá acesso a partir de agora ao patrimônio cultural europeu", afirmou a comissária européia da Sociedade de Informação, Viviane Reding.
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