terça-feira, 21 de outubro de 2008

O Anarquista

Machado de Assis em homenagem ao seu centenário, tem agora a sua obra completa emformato digital. São 246 arquivos, que incluem livros como Dom Casmurro, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba e Esaú e Jacó.

Impermanências da Permanência

Eu tenho umα αlmα muito prolixα e uso poucαs pαlαvrαs. Sou irritável e firo fαcilmente. Tαmbém sou muito cαlmα e perdôo logo. Não esqueço nuncα. Mαs há poucαs coisαs de que eu me lembre. Tenho váriαs cαrαs. Umα é quαse bonitα, outrα é quαse feiα. Sou um o quê ? Um quαse tudo. E não é que vivo em eternα mutαção, com novαs αdαptαções α meu renovαdo viver e nuncα chego αo fim de cαdα um dos modos de existir. Vivo de esboços não αcαbαdos e vαcilαntes. Mαs equilibro-me como posso, entre mim e eu. Sou infinitαmente mαior que eu mesmα, e não me αlcαnço !

domingo, 5 de outubro de 2008

Tudo Que Você Podia Ser - Milton Nascimento

Com sol e chuva você sonhava
Que ia ser melhor depois
Você queria ser o grande herói das estradas
Tudo que você queria ser
Sei um segredo você tem medo
Só pensa agora em voltar
Não fala mais na bota e do anel de Zapata
Tudo que você devia ser sem medo
E não se lembra mais de mim
Você não quis deixar que eu falasse de tudo
Tudo que você podia ser na estrada
Ah! Sol e chuva na sua estrada
Mas não importa não faz mal
Você ainda pensa e é melhor do que nada
Tudo que você consegue ser ou nada

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Festival de Violão - Belo Horizonte

O violão é um instrumento típico da música brasileira. Porém, não foi criado no país. Especula-se que sua origem seja da região Oriental, levada à Península Ibérica pelos Árabes. Outra teoria é que seja originário da Grécia ou de Roma, descendendo da Lira grega. Seja qual for a esua origem, ao longo dos séculos os instrumentos prercussores do violão foram sendo gradativamente transformados, sendo muito usados na Espanha e em Portugal. A nomenclatura espanhola do violão é guitarra, assim como a inglesa (guitar). Por isso, para evitar confusões de nomes, em vários países se costuma chamar o violão de Spanish Guitar (Guitarra Espanhola), distinguindo-o da Guitarra Elétrica. O nome violão é específicamente usado no Brasil e em Portugal, sendo neste último também chamado de Viola.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Dia Nacional do Rádio

Aos 86, rádio explora era digital

Hoje se comemora o "Dia Nacional do Rádio" no Brasil. Lá se vão 86 anos desde a primeira transmissão radiofônica, realizada em 22 de setembro de 1922, para divulgar a Independência brasileira. O dia 25 de setembro foi escolhido em homenagem ao fundador do meio no país: Edgar Roquette Pinto, cujo nascimento se dá na mesma data.Do alto da maturidade de quem já viveu tantos anos, o rádio festeja aniversário em pleno ambiente digital. Longe dos parcos recursos com os quais se realizou a transmissão pioneira, a nova era traz conceitos como rádio online, digital, móvel, e podcasts (áudio transmitido pela internet).


Mas o processo de evolução não foi rápido assim. Antes do digital, o rádio teve de enfrentar previsões apocalípticas que questionavam sua capacidade de sobrevivência frente ao lançamento da TV, em 1950. O simples fato de completar 86 anos é a prova de, pelo menoos em termos de comunicação, previsões deste tipo não costumam acertar em cheio.A Web revoluciona.

Décadas seguintes, a chegada da internet concretizou o panorama digital, já antes rascunhado. Termos como "convergência de mídias", "integração" e "interatividade" preencheram o vocabulário daqueles que consomem e lidam com comunicação. E a exemplo da época em que a TV foi a grande novidade, o rádio se mostra adaptado para fisgar atenção do ouvinte cada vez mais multimídia e atarefado.

A programação por satélite é um dos exemplos. Permite variedade de conteúdo e maior alcance das estações. Mais de 100 canais podem ser sintonizados mediante pagamento de taxa mensal e o ouvinte pode se libertar de comerciais indesejados . Nos EUA, o modelo existe desde 2001 e o mercado é dominado por duas emissoras: XM Radio e Sirius."A digitalização ainda vai avançar muito no Brasil e no resto do mundo e é importante saber aproveitar a internet nesta nova fase, diz Paulo Mai, publicitário e radialista há 32 anos e apresentador do programa Jazz Masters, da rádio Eldorado.Para ele, o desafio desta nova fase é agregar cada vez mais conteúdo para o ouvinte. "Não poder apenas mais uma fonte ou um simples tocador de música. Ser humano quer ouvir ser humano e o rádio devecontinuar sendo o parceiro de sempre", declara. Nesta linha, o conteúdo personalizado tem sido uma das apostas. De três anos para cá, anunciantes têm gostado da idéia de misturar marca à programação na busca por serviço diferenciada. Oi FM, Mistubihi FM e SulAmérica Trânsito são exemplos recorrentes. "É uma rádio como outra qualquer e o conteúdo customizado é um caminho sem volta”, afirmava o sócio e vice-presidente da Africa, Luiz Fernando Vieira, ao lançar campanha para a Mitsubishi.

Entretanto, segundo Mai, os investimentos na digitalização do meio ainda são insuficientes. Ele considera que as emissoras devem se concentrar mais nas possibilidades digitais. "As rádios precisam apostar para produzir mais e melhor".

Marcelo Gripa - Adnews

Livro mais caro do Mundo

Capa de veludo tecido a mão, réplica de escultura em Mármore carrara, papel artesanal......
http://diversao.uol.com.br/ultnot/bbc/2008/09/24/ult2242u1735.jhtm

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Para digitalizar LPs

E começou a rodar no mercado europeu mais um aparelho para converter o conteúdo dos velhos bolachões em música digital. O gravador Ion LP 2 Flash permite gravar discos de vinil diretamente para formatos digitais, sem a necessidade de um computador. Aliás, ele tem uma aparência muito semelhante a um toca-discos convencional. E pode ser conectado também a toca-fitas. O conteúdo é passado para um dispositivo USB ou um cartão, a escolher. Só precisa ter a paciência de tocar todo o LP. O que pode ser um bom revival.
Ah, o aparelho está sendo vendido por US$ 228. Só na Europa, por agora.

Biblioteca Nacional da China


Prédio inaugurado esta semana tem 80 mil metros quadrados, disponibilidade para receber 2.900 leitores e capacidade para 12 milhões de livros; obra custou R$350 milhões
Uma longo retângulo suspenso de 120 metros de comprimento em aço escovado de vidro é a marca do novo prédio da Biblioteca Nacional da China. Inaugurado nesta semana, o anexo que custou o equivalente a R$ 350 milhões demonstra que obras de impacto continuam a mudar a paisagem mesmo após a Olimpíada.
A Biblioteca virou a terceira maior do mundo com a nova construção. O antigo prédio, que não pode sofrer reformas por ser patrimônio nacional, guarda os tesouros da instituição e só pode receber visitas de acadêmicos e pesquisadores.


O anexo é para o público geral - e feito para impressionar. Com 80 mil metros quadrados, tem 2.900 assentos, 460 computadores e oferece acesso à internet semfio (wi-fi). Os usuários podem usar leitores de livros digitais em palmtops para acessar os mais de 200 mil gigabytes de arquivo digital da instituição.

O teto do retângulo que abriga a Biblioteca Digital é de vidro, o que permite o uso de luz natural na maior parte do tempo. A base do prédio é em pedra -mas o revestimento interno da principal sala de leitura, de três andares, é de madeira, como nas antigas bibliotecas.
O escritório de arquitetura alemão Engel e Zimmermann, que desenhou a obra após vencer um concurso internacional, projetou um prédio para 12 milhões de livros, ainda que a biblioteca tenha sido aberta com 600 mil. "A obra tem a capacidadepara o crescimento da biblioteca nas próximas três décadas", diz o bibliotecário-chefe, Zhan Furui.


No último andar, que possui centenas de jornais e revistas para consulta, não há uma única publicação estrangeira. Também não há nenhum livro em inglês na nova biblioteca.
"Os livros em inglês ficam no velho prédio, onde o acesso é restrito. Aqui, só em chinês", diz o bibliotecário Li Bin. Apesar da modernidade, a nova biblioteca mantém a política de controle de informação cara ao Partido Comunista.
São raros os locais de Pequim onde se encontram revistas estrangeiras. Quando há alguma reportagem crítica à China, os exemplares são recolhidos.
Encomendas feitas à Amazon podem levar meses. Os pacotes são abertos pelo correio, que apreende livros sensíveis. A censura proíbe livros que falem sobrea repressão na Praça da Paz Celestial ou no Tibete, sobre a seita Falun Gong ou sobre direitos humanos. Livros que tratem de sexo e erotismo são proibidos e chamados de "poluição espiritual". São os casos de obras que narram as aventuras sexuais de jovens chinesas, como "Shanghai Baby", "Beijing Doll" ou "Candy", e que viraram best-sellers no exterior. No ano passado, a autora Zhang Yihe liderou uma campanha pela internet, semsucesso, pelo fim à censura. Seus três livros, que contam o drama dos chineses durante a Revolução Cultural, são proibidos no país. O Escritório Geral de Imprensa e Publicações é responsável pela censura. A saída é a produção e distribuição clandestina de livros - estima-se que 60% dos livros que circulam na China sejam piratas. Calcula-se que haja cerca de 4.000 editoras clandestinas.


Fonte: Por Raul Juste Lores, de Pequim. Publicado na Folha de S. Paulo

Indexação de vídeos

O Google estreou um novo recurso de busca que analisa o áudio de vídeos postados no YouTube.Apelidado de Gaudi, o Google Audio Indexing usa uma tecnologia que analisa as palavras ditas ao longo de um vídeo e as registra numa base de dados.Assim, quando o usuário faz uma busca por um termo ou uma expressão, pode encontrar os vídeos em que estes termos são ditos e em que momento da gravação são proferidos.Se o usuário deseja encontrar, por exemplo, uma declaração mais forte ao longo de um vídeo de muitos minutos, pode encontrar exatamente o momento em que tal declaração é dita, fazendo uma busca pela expressão.Atualmente, o Gaudi só lê vídeos postados no canal de política do Google e no idioma inglês. Com o tempo, o Google pretende ampliar o uso da tecnologia em sua modesta missão de organizar a informação de toda a internet.

Fonte: http://info.abril.com.br/aberto/infonews/092008/19092008-7.shl

sábado, 13 de setembro de 2008

Aforismos


"Não se pode separar uma vida da outra, assim como não se separa a brisa do vento..."
___As cinco pessoas que você encontra no Céu

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Tango!!!!!!

Mais um espetáculo de dança! Com os dançarinos maravilhosos Ronei e Alice!

Batalha virtual de literatura

Um grupo de Santa Catarina aliou internet, boas idéias e vontade de escrever e criou uma batalha virtual: o Duelo de Escritores. Já em sua 30ª rodada, o projeto funciona de forma simples: em cima de um tema proposto, cada participante escreve um conto, crônica ou poesia, e uma votação define qual é o vencedor e quem escolherá o próximo tema. Quem vota? Os duelistas e o público. “Quando criamos o Duelo e optamos por mantê-lo na internet, nossa primeira motivação foi poder contar com opiniões do público sobre o que estávamos escrevendo”, comenta Fábio Ricardo, um dos participantes. Já são aproximadamente 6,5 mil acessos e mais de 300 votos.Além de Fábio, que é jornalista, participam do projeto o biólogo Félix Rosumek, a estudante Marina Melz, o publicitário Rodrigo Oliveira e Thiago Floriano, também jornalista. “Apesar de atuarmos em áreas diferentes, todos gostávamos de escrever, mas não tínhamos tempo nem incentivo para produzir. Com o Duelo, temos que cumprir os prazos propostos e garantimos um conto a cada 10 dias”, conta Rodrigo, que é pós-graduando em Estudos Literários.“Temos estilos completamente diferentes de escrita, e isso se reflete nos temas de cada rodada”, comenta Félix. “Já escrevemos contos sobre temas abstratos como reflexo, idade e silêncio e também sobre temas atuais e relevantes, como a Dulplicação da BR-470”, complementa Thiago. O recorde de votos foi registrado no tema Primeira Vez, com 19 diferentes votantes.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

De volta


" É seu único lugar no mundo

Que é seu abrigo

A sua casa

Que traz a liberdade

Em clima de felicidade"
Cidade Negra - A casa

Ps> O ipê florido sempre ao lado

Do Mar Morto para a Web



A autoridade israelense de Antiguidades, que tem sob sua custódia os textos que lançam luz sobre a vida dos judeus e dos primeiros cristãos na época de Jesus Cristo, disse nesta quarta-feira que levará mais de dois anos para completar o projeto.



Os documentos foram encontrados em covas próximas ao mar Morto em 1947 por pastores beduínos e durante muitos anos só um reduzido número de estudiosos pôde vê-los.
O acesso, entretanto, depois foi ampliado e os documentos foram publicados em sua íntegra há sete anos.



Usando câmaras de precisão e focos que não emitem calor ou raios ultravioletas, os cientistas de Israel puderam decifrar capítulos e letras invisíveis ao olho humano. Os rolos de papel, em sua maioria pergaminhos, são as cópias mais antigas da Bíblia em hebraico e incluem textos laicos que datam o século 3 antes de Cristo até o primeiro século depois de Cristo.



Uma equipe de especialistas tirou 4 mil fotografias de algo como 9 mil fragmentos que compõem os documentos, que chegam ao total de 900 rolos. Uma grande parte deles está em exposição permanente no Museu de Israel."Podemos ver os papéis com um detalhe com que não se podia ver antes", disse Simon Tanner, especialista digital do King's College de Londres, encarregado da recompilação dos dados. Os cientistas esperam que a tecnologia avançada de imagem ajude também a preservar melhor os papéis ao detectar qualquer danificação causada por umidade e calor.

(Por Joseph Nasr)

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Aforismos

"Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome."
__Clarice Lispector

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Real Gabinete Português de Leitura


Lindo e imponente, escondido na rua Luís de Camões, só poderia ser. Possui a maior e a mais valiosa biblioteca de obras de autores portugueses fora de Portugal. O seu acervo, inteiramente informatizado, é da ordem de 350.000 volumes. A biblioteca recebe de Portugal, pelo estatuto do "depósito legal", um exemplar das obras publicadas no país. Além de Macau, agora sob a soberania da República Popular da China, e que até há pouco tempo também era beneficiada com o "depósito legal", o Real Gabinete é a única instituição, fora do território português, que mantém aquele privilégio. Dentre as obras mais raras da biblioteca podemos citar a edição "prínceps" de " Os Lusíadas", de 1572, que pertenceu à "Companhia de Jesus"; as "Ordenações de Dom Manuel" por Jacob Cromberger, editadas em 1521; os "Capitolos de Cortes e Leys que sobre alguns delles fizeram", editados em 1539; "A verdadeira informaçam das terras do Preste Joam, segundo vio e escreveo ho padre Francisco Alvarez", de 1540.Possui ainda manuscritos autógrafos do "Amor de Perdição", de Camilo Castelo Branco e o "Dicionário da Língua Tupy, de Gonçalves Dias, além de centenas de cartas de escritores.Corremos para encontrá-lo aberto e mal sabíamos que ele só fecharia uma hora depois. O cooper valeu a pena, pois ver com os próprios olhas esta maravilha, que antes só havia visto por fotografia e televisão, compensou qualquer cansaço. Em 1900, foi transformado em biblioteca pública permitindo a todos acesso a suas paredes cheias de livros, jornais de vários lugares do mundo e belas iconografias.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Festa da Música




Belos Horizontes


Saudades da capital.....


Imagem Artista Plástico Maneco Araújo

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Livros Proibidos

Vale a pena conhecer o site sobre os livros que, por alguma razão, foram proibidos nas escolas, livrarias e bibliotecas. Criado recentemente ele apresenta lista dos livros proibidos, eventos sobre o assunto e links relacionados.
Infos: http://bannedbooksweek.org/

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Biblioteca de Bolso


Bibliotecas entram na era do iPod - Pode ter chegado a hora de tirar da gaveta aquele velho cartão de biblioteca. Na esperança de atrair leitores, as bibliotecas expandiram imensamente suas listas de livros, música e filmes em formato digital que podem ser baixados pelos seus freqüentadores para computadores ou aparelhos de MP3.
E tudo isso a custo zero, o quedifere, por exemplo, do conteúdo baixado no iTunes, da Apple, ou naAmazon.com. Em Phoenix, por exemplo, as bibliotecas da cidade se uniram e criaram uma biblioteca digital que no momento tem cerca de 50 mil títulos delivros eletrônicos, audiobooks, música e vídeos que podem ser "retirados" de qualquer lugar. Assim que os usuários os descobrem, diz Tom Gemberling, bibliotecário de recursos eletrônicos da Biblioteca Pública de Phoenix, o programa muitas vezes se prova imensamente popular.
Não muito tempo atrás, Gemberling visitou uma área de trailers local para conversar sobre o programa com 100 idosos que regularmente viajamem seus trailers e casas móveis. "Eles estavam aplaudindo e celebrando, no final", afirmou o bibliotecário. "Estavam muito animados. Costumam viver em suas casas móveis e, por isso, podem estar na estrada em qualquer parte, e bastaque liguem o computador e se conectem ao catálogo da biblioteca pública de Phoenix para baixar um livro e ouvi-lo enquanto percorrem as estradas". Disponíveis em milhares de bibliotecas dos Estados Unidos, os programas funcionam assim: primeiro, é preciso um cartão de biblioteca e acesso à Web, e alguns softwares que podem ser baixados facilmente - Adobe Digital Editions, Mobipocket Reader ou OverDrive Media Console.Depois disso, basta visitar o site da biblioteca, selecionar alguns títulos, acrescentá-los à sacola digital de livros e apertar o botão dedownload. Caso o título não esteja disponível, o nome pode ser arquivado para futuro download. De acordo com a biblioteca e o título, o item continua no computador por entre uma e três semanas antes de desaparecer, o que significa que o usuário não tem o trabalho de devolver o livro, CD ou DVD à biblioteca.


Fonte: Estadão 08/08/2008

terça-feira, 19 de agosto de 2008

50 do curso de História da UFMG



O projeto 50 Anos de História, que comemora cinco décadas do curso de História da UFMG, promove, até sexta-feira, 22 de agosto, na Reitoria, exposição de documentos, fotos, áudios e banners. O objetivo do projeto do Departamento de História da Fafich é resgatar registros e depoimentos dispersos em muitas formas e lugares e que demonstrem a contribuição que o curso tem oferecido à sociedade e ao debate intelectual brasileiro. A mostra permanece foi aberta no último dia 11.


As comemorações tiveram início ainda em 2007, com a realização do seminário A Universidade e os Cursos de História: O Pensamento Brasileiro no Século 20, que propôs reflexão sobre a criação dos cursos a partir da segunda metade do século passado, responsável por conduzir o pensamento historiográfico a um novo patamar. Seguindo diretrizes do governo federal, a UFMG e outras universidades desdobraram seus cursos de História e Geografia no final dos anos 1950. O curso da UFMG foi criado em 1957 e começou a funcionar de forma independente a partir do primeiro semestre de 1958.


Outras informações sobre o projeto 50 Anos de História podem ser encontradas no site www.fafich.ufmg.br/historia50anos.

Eclipse parcial da Lua - 16/08/2008


quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Livro Ler, viver e amar em Los Angeles


Mestre do universo


Todas as melhores histórias do mundo, na realidade, nada mais são do que uma única história, a história da fuga. É a única coisa que nos interessa a todos e todo o tempo: como fugir.

Arthur Christopher Benson (1862-1925)


As mulheres fazem coisas diferentes quando estão deprimidas. Algumas fumam, outras bebem, outras ligam para o terapeuta, algumas comem. Minha mãe costumava fi car furiosa quando ela e meu pai brigavam e, depois, se embriagava durante dias sem fi m e desaparecia dentro do quarto. Minha irmã era mais do tipo frieza total; dê-lhes um gelo e, nesse meio tempo, devore um bolo gelado Sara Lee de banana. E o que eu faço - o que sempre fi z - é sumir de tudo e de todos, mergulhando em um porre literário que pode durar vários dias.


Eu caio nesse estado por diversas razões. Às vezes é depois de uma briga do tipo "Não agüento mais olhar pra sua cara". Outras vezes, é sintomático do meu estado psicológico, tédio até o último fio de cabelo, minha vida que está bagunçada, e aquele sentimento de medo sempre que me perguntam o que ando fazendo. Como alguém pode colocar todas essas coisas em ordem? Levando tudo em consideração, prefiro ler. É a fuga perfeita.


Tenho todo um ritual para meus porres literários. Primeiro de tudo, abro uma garrafa de um bom vinho tinto. Depois desligo o celular, ligo a secretária eletrônica, reúno todos os livros que tenho a intenção de ler ou reler e ainda não o fi z. Finalmente, encho a banheiracom sais de banho de 30 dólares, dobro uma toalhinha, colocando-a na extremidade da banheira de modo que sirva de apoio para a nuca e ligo a minha música. Tenho um rádio Deco antigo de plástico azul-pálido perto da banheira que comprei em uma liquidaçãode garagem em Hollywood há alguns anos. A coisa mais esquisita: o rádio só consegue captar o sinal de uma única estação AM, que toca clássicos do jazz dos anos 1940 e 50, e é perfeito para mim.


O interior das paredes do meu banheiro é um campo reservado de sonhos e sobre o qual tenho controle total, sou a mestra de meu próprio universo elegantemente delineado. O mundo exterior desaparece aqui, há somente paz e um profundo senso de bem-estar.


A maioria das pessoas em minha vida tem uma visão distorcida disso... Como você pode chamar? Monomania? Excentricidade? Minha irmã, talvez, seja a pessoa mais diplomática de todas. Nós duas sabemos que possuo a tendência de perder minha conexão com a realidade quando me fecho dessa forma. Mas depois ela faz piadas dizendo que sou simplesmente outra bibliômana chata e que o que realmente preciso é de um pouco de ar fresco. Ela sempre foi uma maga com as palavras. Ela me contou que um livro que havia lido, de autoria de Nicholas Basbanes, adequadamente chamado Sobre osgentilmente loucos, afirma que o primeiro uso documentado da palavra bibliomania ocorreu em 1750 quando o quarto conde de Chesterfield enviou uma carta a seu fi lho ilegítimo advertindo-o que seu passatempo destrutivo com os livros deveria ser evitado tal qual "a peste bubônica". Ah, tá.


Eu tiro as roupas e as jogo no chão. Ao caminhar para a banheira, olho para o enorme espelho que vai do chão ao teto cobrindo uma parede inteira. Ai, meu Deus. Espere um minuto. Sabe quando você olha no espelho e está sempre com a mesma aparência até que, de repente, você parece dez anos mais velha? É comum que se perceba isso aos 35 anos. Minha cintura está mais grossa, meus seios estão mais caídos, o início de - mas que droga, isso aí na parte de trás das minhas coxas é celulite? Por que será que você pensa que essa coisa de idade não vai acontecer com você? Ai, veja a parte de trás dos meus cotovelos! Parecem cotovelos de uma senhora idosa, enrugados e com uma protuberância óssea.


Nunca fui capaz de imaginar minha aparência. Já me disseram que chamo atenção. Mas o que isso significa? É algo que as pessoas dizem quando não conseguem fazer os elogios normais, como "você é linda". Pode ser a minha altura, que as deixa desconcertadas. Tenho cerca de 1,80 metro, o que só recentemente virou moda. Também tenho pés enormes. Calço 41 em um dia bom.


Quando eu era jovem, odiava minha silhueta, alta, magra demais, parecendo um palito, que minha mãe descrevia como graciosa. Ela argumentava que minha beleza era especial e que seria apreciada quando eu fi casse mais velha. Apenas se dê algum tempo, ela dizia. Você vai ver. Você vai superar em esplendor todas aquelas outras meninas com corpos de ampulheta. Eu me sentia como Frankie em A convidada do casamento: "Uma aberração... pernas longas demais... ombros estreitos demais... não faço parte de clube algum e não sou membro de nada neste mundo".


Não era somente a minha aparência. Eu sempre me senti esquisita, a exceção em um mundo no qual, eu imaginava, todas as outras famílias eram normais e felizes. Virginia e eu suportamos os segredos e a vergonha de um pai ausente e uma mãe alcoólatra, e os poucos amigos que eu tinha, mantinha a distância, sempre aliviada quando eles nãovinham me visitar. A questão era que eu tinha vergonha do fato de que minha mãe não conseguia lutar, e em alguns aspectos, ela passou isso para mim.


Fechei os olhos e entrei na banheira. Propositadamente deixei a água escaldante e, quando mergulhei o pé, os dedos ficaram vermelhos e começaram a doer. Quente demais. Adicionei um pouco de água fria, deixando a água correr pelos meus dedos enquanto ouvia uma versão ruim de Coltrane detonando "Love Supreme". Paul Desmond disse uma vez que ouvir jazz de fi m de noite é como tomar Martini extra-seco. Acho que ele tem razão.


Tornei a enfiar o pé na água e então relaxei o corpo na banheira. Ainda muito quente. Girei a torneira com os dedos dos pés, adicionando mais água fria. Isso. Perfeito. Escolhi O trânsito de Vênus, um romance obscuro de Shirley Hazzard, cujo livro mais recente, O grande incêndio, tornou-se um dos favoritos dos clubes de livros. A premissa é fascinante. É sobre duas lindas irmãs órfãs cujas vidas estão predestinadas como a rotação dos planetas. Tentei me concentrar. A prosa é densa e complexa; eu vivia tendo que reler parágrafos inteiros. Comecei a devanear e me perdi. Isso não está funcionando. Basicamente, ainda estou deprimida.

"LER, VIVER E AMAR EM LOS ANGELES"

Autoras: Jennifer Kaufman e Karen Mack

Editora: Casa da Palavra

Tradução: Rogéria Pereira da Silva

Preço: R$ 39,00

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Cordas

O que mais nos prende e estrangula,
são as laçadas que damos em torno de nós mesmos.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Informação que dá voltas - Juan Manoel Pineda

Quem disse que os bibliotecários são pessoas obscuras, ignoradas, que passam a vida em uma biblioteca, sem pena e sem glória?

Vejam que interessante este texto escrito por um bibliotecário costarriquenho chamado Alvaro Perez: Hoje me encontrei com um colega na Biblioteca Carlos Monge Alfaro. Dizia-me ele que nós, bibliotecários, podemos ganhar dinheiro, pois lidamos com a informação. Por dinheiro referia-se a uma quantidade considerável, não uns centavinhos.

Disse-lhe que escreveria sobre a vida de bibliotecário famosos, esperando assim encontrar uma relação entre a informação que manejamos e o que poderíamos ganhar como bibliotecários.Desafortunadamente, após a investigação, não apareceram como bibliotecários pessoas como Bill Gates, Nelson Rockfeller, Howard Hughes Ford, etc. É certo que trabalhamos com informação, mas no mais das vezes não a vinculamos a conhecimento.

O conhecimento, como tal, inclui o obsoleto e também aquele que faz a diferença entre uma sociedade e outra, entre uma pessoa e outra.Na realidade este tema é bastante amplo e prefiro parar aqui. Tudo é informação, mas informação que se traduza em muito dinheiro, isso é outra coisa.O que têm em comum as seguintes pessoas famosas: Casanova, J. Edgar Hoover e Mao Tsé-Tung?Se a resposta for que eles trabalharam anonimamente em algum momento de suas carreiras, estará parcialmente correta. Em algum momento de suas vidas eles trabalharam em bibliotecas. São bibliotecários famosos, ainda que não como bibliotecários.

Os bibliotecários são especialistas em localizar, adquirir e armazenar e recuperar informação, mas não é isso o que fazem todos os dias? Muita gente famosa trabalhava em biblioteca ou estava relacionada com sua implantação e desenvolvimento.Casanova atuou por 13 anos como bibliotecário no castelo do Conde Waldstein, na Boêmia, provavelmente baseado no lema de que 'os bibliotecários são apaixonados por novelas'.Hoover trabalhou como catalogador da Biblioteca do Congresso por cinco anos antes de se transferir para seu emprego mais conhecido, de diretor do FBI.Mao passou um tempo na seção de periódicos da biblioteca da Universidade de Beijing antes de ser presidente do Partido Comunista Chinês.

Os livros têm sido vistos como fontes de idéias perigosas. As longas horas que Marx passou na biblioteca do Museu Britânico são um recorde (visto em número de horas). Esse é um exemplo da influência do bibliotecário e da biblioteca na área política. Engels, colaborador de Marx, também trabalhou em bibliotecas. Antonio Panizzi, político italiano exilado na Inglaterra, chegou a ser bibliotecário-chefe da biblioteca do museu Britânico. De volta à Itália, foi senador.As bibliotecárias servem de ilustração para dizer que atrás de um grande homem há uma grande mulher.Nadezhda Krupskaia fundou o sistema bibliotecário soviético. Além disso, escreveu e fez palestras sobre a importância das bibliotecas e da leitura na sociedade socialista. Foi uma figura importante na Revolução Russa, além de esposa de Lenin.Também famosa foi Golda Meir, bibliotecária em uma biblioteca pública em Milwualkee e em seguida primeira-ministro de Israel.

O novelista inglês John Briane também foi bibliotecário em uma biblioteca pública.Jorge Luis Borges, que bem merecera o Prêmio Nobel de Literatura, trabalhou como bibliotecário até ser despedido pela ditadura Perón. Mais tarde foi nomeado diretor da biblioteca nacional de seu país (Argentina).Outras figuras importantes a citar: o novelista sueco August Strindberg, o multitalentoso Goethe e os irmãos Grimm. O compositor francês Berlioz (30 anos no Conservatório da Biblioteca de Paris) é o melhor bibliotecário artista conhecido.E o que dizer da Igreja?São Benedito foi importante no desenvolvimento de bibliotecas monásticas, começando com a de Monte Cassino. Mas ele não estava só: ao menos seis papas trabalharam em bibliotecas: Marcelo II (1555), Nicolás V (1447-55), Paulo V (1605-21), Pio II (1458-64), Pio VII (1800-23) e Pio XI (1922-39).Os filósofos Hume e Kant eram bibliotecários. Alexander Solzhenitsyn foi bibliotecário na prisão, enquanto cumpria sua sentença por criticar Stalin.



Juan Manoel Pineda, bibliotecário de referencia do Instituto Universitário de Córdoba, ArgentinaTradução de Elieser Marques
(Fonte: http://www.library.usina.edu.au/papers/famouslb.htm)
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