sábado, 27 de junho de 2009

Brasiliana Diginal




Foi lançado no dia 16/06/2009, o projeto Brasiliana Digital, que disponibilizará pela internet, com acesso
livre, a coleção de cerca de 40 mil volumes da Biblioteca Guita e José Mindlin, doada à Universidade de São Paulo (USP) em 2006, além de outros acervos da USP. A versão inicial, que já está funcionando, oferece acesso a 3 mil documentos da coleção reunida por Mindlin ao longo de mais de 80 anos. O lançamento do projeto, realizado em conjunto com uma homenagem ao bibliófilo, ocorreu durante a cerimônia de abertura do seminário Livros, Leituras e Novas Tecnologias, no Museu de Arte de São Paulo (Masp),
capital paulista.

"Desde que comecei a coleção, já sabia que a biblioteca não podia ser para
sempre um patrimônio particular. Estava claro que éramos depositários e
formadores desse conjunto, mas sem o viés da propriedade. Como toda minha
família tem forte relação com a USP desde a década de 1930, quando entrei no
curso de Direito da universidade recém-inaugurada, não tive dúvidas sobre a
escolha da instituição para a qual deveria doar esse patrimônio", disse
Mindlin.

A fase piloto de implantação do projeto conta com apoio da FAPESP, por meio
da modalidade Auxílio a Pesquisa - Regular. Os recursos fornecidos pela
Fundação permitiram a compra de um sistema integrado de digitalização
robotizada de livros encadernados.

"O robô foi adquirido em janeiro e neste primeiro semestre parte da nossa
equipe foi para os Estados Unidos receber treinamento para operá-lo. Há sete
semanas estamos trabalhando com ele. O robô permite digitalizar cerca de 2,4
mil páginas por hora, o que equivale a cerca de 40 livros por dia", disse
Pedro Puntoni, professor do Departamento de História da USP e coordenador da
Brasiliana Digital, à Agência FAPESP.

A Biblioteca Guita e José Mindlin reúne diversos tipos de livros, folhetos e
manuscritos sobre assuntos brasileiros. "O acervo cobre áreas como
literatura, prosa e poesia, história, relatos de viagens, crítica literária,
ensaios, filologia, dicionários, obras de cronistas, história natural,
botânica e zoologia. Nem tudo está em português, mas tudo diz respeito ao
Brasil", explicou Puntoni.

Segundo ele, o projeto permitirá aliar a conservação das obras - muitas
delas com vários séculos de existência - e a universalização do acesso a
elas. "O governo brasileiro, em suas três esferas, tem investido muito em
inclusão digital, que deverá aumentar imensamente a parcela da população
brasileira com acesso à internet. A Brasiliana Digital dará acesso a esse
acervo riquíssimo, preservando-o ao mesmo tempo", afirmou.

O historiador explicou que ainda não há previsão do tempo necessário para a
digitalização integral do acervo doado por Mindlin. Mas, com a tecnologia de
digitalização avançada e um sistema de gestão de informação adequado, a
equipe está pronta para ampliar o ritmo do projeto.

"Como o prédio no qual o acervo será instalado ainda não está pronto, não
pudemos ainda definir a dinâmica do processo. O robô, apelidado pela equipe
de Maria Bonita, é operado por conservadores. Quando lidamos com um livro do
século 16, por exemplo, temos que diminuir o ritmo. Estamos ainda aprendendo
a lidar com o equipamento", disse.

O projeto recebeu da FAPESP até o momento cerca de US$ 980 mil, usados para
a compra do robô e apoio a 15 bolsistas. Segundo Puntoni, a equipe envolvida
com o projeto tem cerca de 30 integrantes, entre pesquisadores,
bibliotecários, analistas e programadores.

A base do projeto Brasiliana Digital, segundo Puntoni, é o projeto
Brasiliana USP, coordenado por István Jancsó, do Instituto de Estudos
Brasileiros (IEB) da USP. "A Brasiliana USP é um projeto da reitoria da USP
que permitirá o acesso para pesquisa e ensino da maior coleção de livros e
documentos de e sobre o Brasil custodiada por uma universidade em escala
mundial, tornando-a disponível na internet", explicou Puntoni.

Para abrigar o acervo doado por Mindlin e a nova sede do IEB, a Brasiliana
USP está construindo um edifício com cerca de 20 mil metros quadrados no
centro da Cidade Universitária, em São Paulo. O projeto foi desenvolvido
pelos arquitetos Eduardo de Almeida e Rodrigo Mindlin Loeb, com a assessoria
da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP.

"O contrato com a construtora prevê o prédio pronto no fim de outubro,
incluindo toda a parte estrutural, como ar-condicionado, cadeiras do
auditório, elevadores, etc. A partir daí será preciso trabalhar na
instalação de equipamentos, sistemas de segurança e no acabamento.
Acreditamos que em 2010 o novo prédio estará operacional", disse Puntoni.

A parte do prédio onde ficará o IEB, no entanto, deverá levar
aproximadamente mais dois anos para ser finalizada. "A parte da construção
voltada à coleção Mindlin foi privilegiada, para podermos trazer logo o
acervo. Precisaremos ainda levantar recursos para a finalização da outra
parte", disse.

Integração digital

Segundo Jancsó, a concepção básica do projeto Brasiliana USP parte da ideia
de criar uma estrutura de conservação de uma parcela do patrimônio cultural
da nação, que é a Biblioteca Guita e José Mindlin.

"A partir daí, poderemos investir na conservação do extraordinário acervo
documental guardado pela USP. A universidade tem, em suas bibliotecas, cerca
de 6,5 milhões de livros. Tudo isso hoje está à disposição dos interessados
quase que exclusivamente mediante acesso presencial", disse.

A ideia do projeto, segundo Jancsó, é contribuir para a conservação de todo
o acervo da USP por meio da constituição de um centro de formação de
restauradores que levará o nome de Guita Mindlin - a esposa de José Mindlin,
morta em 2006 aos 89 anos, pioneira nas ações de restauro de livros e
documentos no Brasil.

"Por outro lado, é papel da universidade pública fazer com que a visão
patrimonial seja superada e fazer com que esse acervo custodiado pela USP
possa estar ao alcance, de modo universal e irrestrito, a todos os
brasileiros interessados", afirmou.

De acordo com Jancsó, os acervos do IEB e da Biblioteca Guita e José Mindlin
são complementares e, juntos, deverão formar a principal coleção existente
de livros e documentos voltados aos estudos brasileiros. "A construção desse
prédio no centro da USP resgata a ideia de que essa universidade foi criada
para pensar o Brasil", disse.

Jancsó conta que a USP investiu R$ 15 milhões para a construção do novo
prédio e o projeto captou mais R$ 18 milhões junto a fundações e recursos
provenientes de mecanismos de renúncia fiscal. Já os recursos da Brasiliana
Digital foram integralmente fornecidos pela FAPESP. "Agora, conseguimos
autorização para captar mais R$ 11 milhoes pela lei Rouanet, para finalizar
a obra. E vamos ter que buscar mais recursos. A obra é do tamanho do
projeto", destacou.

O site Brasiliana USP reúne informações sobre o projeto, sobre a Biblioteca
Brasiliana Guita e José Mindlin e Brasiliana Digital, com destaques como o
primeiro livro impresso no Brasil (A Relação da Entrada[...], por Antonio
Isidoro da Fonseca), cenas da vida urbana de Jean-Baptiste Debret
(1768-1848) e o relato do marinheiro Hans Staden (1525-1579), de 1557.

"A edição de 1557 de Marpurg é a verdadeira primeira edição da obra de Hans
Staden. Comprei-a encadernada com mais três livros (Varthema, Federman e um
romance de cavalaria alemão), numa encadernação de 1558. A biblioteca possui
também uma edição pirata de Frankfurt, provavelmente do mesmo ano, que, não
dispondo das matrizes da primeira edição, foi ilustrada com gravuras da
viagem de Varthema ao Oriente, sem qualquer relação com o Brasil e com os
índios", disse Mindlin.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Bing - Novo buscador da Microsoft

Neste mercado competitivo de search engines, a Microsoft após comprar a Yahoo lançou um novo buscador para tentar bater o Google. Em uma rápida avaliação, ainda fico com o Google, o Bing ficou a desejar, tanto na recuperação, quanto na relevância dos seus resultados. Uma curiosidade: digite "merda" no Bing e olhe o primeiro resultado. No comments. rsrsr



Confira em: www.bing.com.br

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Bibliotecas pelo mundo


Belas Bibliotecas registradas e publicadas no Le Figaro
Na foto, Biblioteca Nacional da França

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Marcadores de Livros


Alguns itens que coleciono e ainda gostaria de colecionar, úteis, práticos e belos.

Livros por dentro

Livros por dentro, olhando assim, pensamos que são um grande atentado aos impressos antigos, mas é questao de gosto.  Mas que dá uma peninha dá.....

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Após 138 anos, jornal norte-americano finaliza edição impressa


O jornal norte-americano Tucson Citizen do Arizona, o mais antigo do estado, teve sua última edição impressa neste final de semana. Após 138 anos, o periódico será online.

A Gannett Co., proprietária da publicação, informou em janeiro, que o jornal poderia ser fechado se nenhum comprador quisesse comprá-lo. Na última edição estava escrita a seguinte manchete: "Nosso epitáfio".

Outro jornal também deixara de circular, o Ann Arbor News de Michigan, não terá mais edição impressa, em julho, após 174 anos de existência.

Com informações do 
Portal Imprensa

sábado, 16 de maio de 2009

Para ingles ver...


Livros são sinal de cultura. Ter uma casa cheia deles, então, é super culto. Mas dá trabalho, é caro, e demora a acontecer, porque você não compra 15 livros de uma vez para ler. Na verdade, demorava. O site Wonder Book agora oferece bibliotecas inteirinhas para você dar uma de intelectual. E não é caro. Como os livros são velhos e de sebos, uma prateleira inteira pode sair por menos de 20 dólares. E dá pra escolher as cores das capas, se você só quer livros bem antigos e gastos, com ou sem mofo, grandes para mesinha de centro, etc... Tem pra todos os gostos! É bem bizarro, mas vai que você, um dia, pega um deles pra ler...


Eu sei, mas não devia - Marina Colasanti



        Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma morar em apartamento de fundos e não ver outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo não se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir as cortinas. E porque não abrir as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado, a ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A deitar mais cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e ler sobre a guerra. E aceitando a guerra aceita os mortos e que haja número para os mortos. E aceitando os números, aceita a não acreditar nas negociações de paz. Não aceitando as negociações de paz, aceita a ler todos os dias sobre a guerra, dos números e da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisa tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez mais pagará mais e procurar mais trabalho, para ganhar dinheiro para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar nas ruas e ver cartazes. A abrir revistas e ler artigos. A ligar a televisão e assistir comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidades, ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. As salas fechadas de ar-condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam à luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À morte lenta dos rios. Acostuma-se a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila. Torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua o resto do corpo. Se o trabalho está duro, se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem o sono atrasado.

A gente se acostuma a não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Acostuma-se, para evitar feridas, sangramentos para esquivar-se da faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma a poupar a vida, que aos poucos se gasta e que, de tanto acostumar, se perde em si mesma.

 

Ref. Bibliográfica:

Colasanti, Marina. Eu sei, mas não devia. Jornal Estado de Minas, Belo Horizonte, 05 jun. 2000. Caderno Estado Ecológico, p. 16.

Literatura - Whitman

“... Seja você que for:

você é aquele ou aquela para quem a Terra e sólida e líquida,

você é aquele ou aquela

para quem o Sol e Lua penduraram-se no céu,

pois ninguém mais que você

é presente e o passado,

ninguém mais que você é a imortalidade” 


Walt Whitman

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Mudanças na Imprensa

"NYT" pode virar instituição sem fins lucrativos



O jornal americano "The New York Times" pode se tornar uma instituição sem fins lucrativos. Pelo menos, essa seria a vontade do bilionário David Geffen.

Segundo informações da revista Newsweek, fontes próximas ao empresário disseram que ele vê o New York Times como uma instituição que precisa ser preservada no momento em que a crise castiga a mídia impressa norte americana. Mais de 100 jornais foram fechados ou tiveram que migrar para a web para cortar gastos.

Tudo indica que o "NYT" teria uma gestão parecida com a do St. Petersburg, da Flórida, que é controlado por uma instituição acadêmica.

fonte: www.adnews.com.br

domingo, 10 de maio de 2009

Big Island - Ilha Grande







Mother's Day


Exposição: LER, ESCREVER E ORAR NA IDADE MÉDIA: os livros de horas da Biblioteca Nacional.


Os Livros de Horas constituem parte importante do acervo da Biblioteca Nacional. Muitos deles procedem da Biblioteca Régia portuguesa e aqui chegaram à época da vinda de d. João VI para o Brasil.

Os livros de Horas são verdadeiros tesouros da arte miniaturista medieval. Estes códices constituem instrumento de devoção pessoal, lindamente ornados e trabalhados com esmero por grandes artistas do baixo-medievo. O material iconográfico apresentado é rico em temas do cotidiano, das sensibilidades religiosas, da organização das temporalidades e das diferentes representações dos espaços cristãos.
Compõem a mostra quatro exemplares do precioso acervo da divisão de Manuscritos. 


A exposição faz parte do Colóquio Ler, Escrever e Narrar na Idade Média, que acontecerá de 5 a 8 de maio no Campus do Gragoatá na Universidade Federal Fluminense (UFF - Niterói), integrando os eventos do Ano da França no Brasil.

A exposição será inaugurada no dia 5 de maio às 11h, no foyer da Biblioteca Nacional, e contará com a presença de medievalistas brasileiros e franceses dentre eles André Vauchez, da Academie des Inscriptions et Belles Lettres/Paris X-Nanterre e Jean-Claude Schmitt, da École des Hautes Études en Sciences Sociales.

Período da exposição: 5 a 19 de maio, das 10h às 18h.

Projeção contínua do vídeo: Arte digital na Idade Média: miniaturas em movimento, de Otoni Mesquita.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Salve, Jorge!!!!!



Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.

Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.

Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.

Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.

São Jorge Rogai por Nós

terça-feira, 21 de abril de 2009

Homenagem de Lenine, ás mulheres da nossa MPB e musas internacionais

Todas elas juntas num só ser

lenine / Carlos rennó


Não canto mais Babete nem Domingas
Nem Xica nem Tereza, de Ben jor;

Nem Drão nem Flora, do baiano Gil;
Nem Ana nem Luiza, do maior;

Já não homenageio Januária,

Joana, Ana, Bárbara, de Chico;

Nem Yoko, a nipônica de Lennon;
Nem a cabocla, de Tinoco e de Tonico;

Nem a tigreza nem a vera gata
Nem a branquinha, de Caetano;
Nem mesmoa linda flor de Luiz Gonzaga,
Rosinha, do sertão pernambucano;
Nem Risoflora, a flor de Chico Science,
Nenhuma continua nos meus planos.
Nem Kátia Flávia, de Fausto Fawcett;

Nem Anna Júlia do Los Hermanos.

Só você,
Hoje eu canto só você;
Só você,
Que eu quero porque quero, por querer.

Não canto de Melô pérola negra;
De Brown e Hebert, uma brasileira;
De Ari, nem a baiana nem Maria,
Nem a Iaiá também, nem minha faceira;
De Dorival, nem Dora nem Marina
Nem a morena de Itapoã;
Divina garota de Ipanema,
Nem Iracema, de Adoniran.

De Jackson do Pandeiro, nem Cremilda;

De Michael Jackson, nem a Billie Jean;

De Jimi Hendrix, nem a doce Angel;
Nem Ângela nem Lígia, de Jobim;

Nem Lia, Lily Braun nem Beatriz,

Das doze deusas de Edu e Chico;
Até das trinta Leilas de Donato,
E de Layla, de Clapton, eu abdico.

Só você,
Canto e toco só você;
Só você,
Que nem você ninguém mais pode haver.

Nem a namoradinha de um amigo
E nem a amada amante de Roberto;
E nem Michelle-me-belle, do beattle Paul;
Nem Isabel - Bebel - de João Gilberto;

E nem B.B., la femme de Serge Gainsbourg;
Nem, de Totó, na malafemmená;
Nem a Iaiá de Zeca Pagodinho;
Nem a mulata mulatinha de Lalá;

E nem a carioca de Vinícius
E nem a tropicana de Alceu
E nem a escurinha de Geraldo
E nem a pastorinha de Noel
E nem a namorada de Carlinhos
E nem a superstar do Tremendão
E nem a malaguenha de Lecuona
E nem a popozuda do Tigrão

Só você,
Hoje elejo e elogio só você,
Só você,
Que nem você não há nem quem nem quê.

De Haroldo Lobo com Wilson Batista,
De Mário Lago e Ataulfo Alves,
Não canto nem Emília nem Amélia,
Nenhuma tem meus vivas! E meus salves!
E nem Angie, do stone Mick Jagger;
E nem Roxanne, de Sting, do Police;
E nem a mina do mamona Dinho
E nem as mina – pá! - do mano Xiz!

Loira de Hervê e loira do É O Tchan,
Lôra de Gabriel, o Pensador;
Laura de Mercer, Laura de Braguinha,
Laura de Daniel, o trovador;
Ana do Rei e Ana de Djavan,

Ana do outro rei, o do baião

Nenhuma delas hoje cantarei:
Só outra reina no meu coração.

Só você,
Rainha aqui é só você,
Só você,
A musa dentre as musas de A a Z.

Se um dia me surgisse uma moça
Dessas que com seus dotes e seus dons,
Inspira parte dos compositores
Na arte das palavras e dos sons,
Tal como Madallene, de Jacques Brel,
Ou como Madalena, de Martinho;
Ou Mabellene e a sixteen de Chuck Berry,
E a manequim do tímido Paulinho;

Ou como, de Caymmi, a moça prosa
E a musa inspiradora Doralice;
Se me surgisse uma moça dessas.
Confesso que eu talvez não resistisse;
Mas, veja bem, meu bem, minha querida;
Isso seria só por uma vez,
Uma vez só em toda a minha vida!
Ou talvez duas... mas não mais que três...

Só você...
Mais que tudo é só você;
Só você...
As coisas mais queridas você é:

Você pra mim é o sol da minha noite;
É como a rosa, luz de Pixinguinha;
É como a estrela pura aparecida,
A estrela a refulgir, do Poetinha;
Você, ó flor, é como a nuvem calma
No céu da alma de Luiz Vieira;
Você é como a luz do sol da vida
De Steve Wonder, ó minha parceira.

Você é pra mim e o meu amor,
Crescendo como mato em campos vastos,
Mais que a gatinha para Erasmo Carlos;
Mais que a cigana pra Ronaldo bastos;
Mais que a divina dama pra Cartola;
Que a domna pra Ventadorn, Bernart;
Que a honey baby pra Waly Salomão
E a funny valentine pra Lorenz Hart.

Só você,
Mais que tudo e todas, é só você;
Só você,
Que é todas elas juntas num só ser.

Biblioteca Digital Mundial


Imagem: Mapa geral mostrando as explorações e pesquisas da expedição, na Expedição Britânica à Antártida de 1907-09, liderada por Ernest H. Shackleto

Lançamento oficial da Biblioteca Digital Mundial - hoje, no dia do feriado de Tiradentes,  onde é possível navegar pelo excepcional acervo de livros, manuscritos e documentos visuais e sonoros procedentes de bibliotecas e arquivos do mundo todo. Reproduções das mais antigas grafias e fotografias estão entre os vários documentos raros apresentados em sete idiomas (árabe, chinês espanhol, francês, inglês, português e russo). O lançamento aconteceu na sede parisiense da Unesco. 




domingo, 19 de abril de 2009

A Ilha - Djavan


Um facho de luz
Que a tudo seduz por aqui
Estrela cadente reluzentemente
Sem fim
E um cheiro de amor
Empestado no ar a me entorpecer
Quisera viesse do mar e não de você 
Um raio que inunda de brilho
Uma noite perdida
Um estado de coisas tão puras
Que movem uma vida
E um verde profundo no olhar
A me endoidecer
Quisera estivesse no mar e não em você 

Porque seu coração é uma ilha
A centenas de milhas daqui.

Imagem: Bora-Bora

Uma Rosa para São Jorge e um Livro para Cervantes - 13 Edicao


O Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor no próximo 23 de Abril, data estabelecida pela Unesco desde 1996. A data marca o nascimento e morte de Shakespeare (1564-1616) e morte de Miguel de Cervantes (1616).

Comemorando o aniversário de morte do autor de “Dom Quixote de La Mancha”, na Catalunha (Espanha), as pessoas trocam livros por rosas. Uma rosa por São Jorge, padroeiro, e um livro por Cervantes, tradição que inspirou essa festa em Belo Horizonte. E por aqui acontece o mesmo, você doa livros e recebe rosas neste dia.


Haverá comemoração na Praça de Liberdade e na programação cultural consta: Banda Rosa Crioula, La Taberna Escuela Flamenca, Tambor Mineiro (com a presença de Maurício Tizumba), participação de Tutty Maravilha, sorteio de livros, além de uma grande surpresa na ambientação, feita pelo mestre festeiro Léo Piló.

Em sintonia com a preservação do planeta, as 100 primeiras pessoas que doarem livros vão receber, além de rosas, bolsas recicladas artesanais.

Onde: Praça da Liberdade – Belo Horizonte

Quando: Dia 23 de abril, quinta-feira, de 18h às 21h

Fonte: www.sempreumpapo.com.br


sábado, 18 de abril de 2009

domingo, 5 de abril de 2009

Arquivo da Bloch Editores vai a leilão

Escolha um fato relevante ocorrido no mundo entre 1952 e 2000, das guerras aos concursos de miss, das Copas do Mundo às manifestações contra a ditadura militar, e ele terá sido retratado pelos fotógrafos das revistas da Bloch Editores, como Manchete e Fatos e Fotos. Todo o acervo fotográfico da empresa, que abriu falência há nove anos - um total de 12 milhões de fotos, cromos e negativos - vai a leilão em abril ou maio.

Somado ao arquivo jornalístico da Bloch (alguns milhares de caixas de papelão com coleções completas das próprias revistas e também de outros veículos de comunicação, dispostas em ordem alfabética), o material é avaliado em R$ 2 milhões, e deve despertar a cobiça de empresas de comunicação, de instituições voltadas à preservação da memória e à pesquisa e de bibliotecas. Os organizadores do leilão já foram contactados por interessados (eles preferem não dizer quem são).

Em estado de conservação "regular", conforme o relatório de avaliação feito pelo escritório do leiloeiro Fernando Braga, o patrimônio se encontra abrigado desde 2006 num galpão de 1.500 metros quadrados em Água Grande, zona norte do Rio, uma área onde já funcionou uma gráfica e na qual agora a grama é alta. O funcionário da guarita ainda veste a capa de chuva com o M do logotipo da TV Manchete, mas nada ali lembra os bons anos do império construído por Adolpho Bloch.

O arquivo tem fotos publicadas na Amiga, Desfile, Sétimo Céu, Geográfica Universal e Pais & Filhos, além das sobras, que não chegaram às revistas. As mais expressivas foram publicadas na Manchete - entre registros do casamento de Ronaldo Bôscoli e Elis Regina, a guerra do Vietnã, o dia a dia da então Miss Brasil Vera Fischer, a volta de Chico Buarque e Marieta Severo do exílio na Itália, a demarcação da Amazônia, a deposição de Jango. Numa outra área, veem-se umas poucas máquinas de escrever e telefones antigos, usados há décadas pelos funcionários. 

Fonte: As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sábado, 4 de abril de 2009

Poemas - Sophia de Melo Breyner



"Sou o único homem a bordo do meu barco
Os outros são monstros que não falam,
Tigres e ursos que amarrei aos remos,
E o meu desprezo reina sobre o mar.

Gosto de uivar no vento como os mastros
E de me abrir na brisa com as velas,
E há momentos que são quase esquecimento
Numa doçura imensa de regresso.

A minha pátria é onde o vento passa,
A minha amada é onde os roseirais dão flor,
O meu desejo é o rastro que ficou das aves,
E nunca acordo desse sonho e nunca durmo".

segunda-feira, 30 de março de 2009

Biblioteca Britanica perde 9 mil obras


Obras não foram roubadas. Terão sido apenas mal arrumadas

A British Library (Biblioteca Britânica), em Londres, admitiu que não sabe o paradeiro de mais de 9 mil livros, entre os quais tratados renascentistas de teologia e alquimia, um texto de astrologia e algumas primeiras edições. A biblioteca não crê, no entanto, que todas estas valiosas obras tenham sido roubadas. Estarão, antes, extraviadas entre os 650 quilómetros de estantes. Algumas das obras não são vistas há mais de 50 anos.

Apesar de a biblioteca não ter divulgado o valor global das obras desaparecidas, sabe-se que entre estes livros estarão alguns volumes valiosos. Entre os títulos desaparecidos está um exemplar da primeira edição de O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde, publicado em 1891 e avaliado em 1300 libras (1411 euros). Este livro está desaparecido desde 1961.

Extraviados também estão, por exemplo, uma primeira edição de Canzoni, de Ezra Pound, de 1911; uma edição ilustrada de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol, de 1876; uma Carta Astrológica do filósofo judeu Maimónides, de 1555; e até um exemplar de Da Usura Legal e Ilegal dos Cristãos, do teólogo alemão Wolfgang Musculus, de 1556 (que está avaliado em 21 700 euros).

Os responsáveis foram dando pela falta das obras à medida que estas eram requisitadas mas não se encontravam no seu lugar. A biblioteca atende cerca de 3,5 milhões de requisições todos os dias e é difícil voltar a colocar tudo no lugar. Outros desaparecimentos foram detectados nas várias audições à enorme colecção.

Há muitas razões que explicam o facto de os livros não estarem arrumados nos seus lugares, disse ao The Guardian Jennifer Perkins: podem ter sido mal arrumados, a etiqueta do livro pode ter-se deteriorado ou caído e o livro foi recatalogado e arrumado noutro lugar, e o catálogo pode não ter sido actualizado com estas alterações. Por exemplo, muitos dos livros desapareceram em 1998, quando a colecção foi transladada do Museu Britânico para um edifício moderno perto da estação de St. Pancreas.

Keith Rathmill, do departamento de segurança, mostrou-se surpreendido por o número de obras desaparecidas não ser ainda mais elevado. "É uma colecção muito grande e o edifício não é seguro.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Edição Fake do Financial Times é distribuida

Uma versão falsa do jornal inglês "Financial Times" foi distribuída hoje pela manhã em Londres. Os exemplares incluem matérias inventadas sobre os efeitos prejudiciais do capitalismo ao meio ambiente e anúncios falsos. 

Um press release foi divulgado pelos autores informando que o dinheiro utilizado no projeto foi arrecadado por meio da internet e dizia que milhares de cópias do jornal "fake" foram impressas. Segundo eles, o número é quase igual as vendas diárias do Financial Times.

O jornal falso apresenta, além da versão impressa, um site com vídeos e uma versão em pdf (http://ft2020.com/FT2020.pdf). Em novembro de 2008, o New York Times também foi alvo de ação semelhante, com a participação de vários grupos.

Redação Adnews

 


Fonte: http://www.adnews.com.br/midia.php?id=86075

segunda-feira, 23 de março de 2009

Livros antigos


Um livro antigo, uma página, um cheiro, um poema, um verso, um ator preferido..... gostando tanto deste universo quis fazer parte de um também!


domingo, 25 de janeiro de 2009


Imagens de livros em prateleiras são projetadas nas paredes da Torre de David, em Jerusalém como parte de um show chamado “Ou Shalem, Jerusalém Luzes da Noite”, encenado por um grupo chamado Skertzò, em 7 de outubro de 2008. A Torre de David é uma enorme vila que, ao longo dos séculos serviu como uma fortaleza, abrigando quartéis militares e canhões. Hoje em dia a Torre serve como um ponto turístico popular. (AP Photo / Bernat Armangue)


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