segunda-feira, 30 de março de 2009

Biblioteca Britanica perde 9 mil obras


Obras não foram roubadas. Terão sido apenas mal arrumadas

A British Library (Biblioteca Britânica), em Londres, admitiu que não sabe o paradeiro de mais de 9 mil livros, entre os quais tratados renascentistas de teologia e alquimia, um texto de astrologia e algumas primeiras edições. A biblioteca não crê, no entanto, que todas estas valiosas obras tenham sido roubadas. Estarão, antes, extraviadas entre os 650 quilómetros de estantes. Algumas das obras não são vistas há mais de 50 anos.

Apesar de a biblioteca não ter divulgado o valor global das obras desaparecidas, sabe-se que entre estes livros estarão alguns volumes valiosos. Entre os títulos desaparecidos está um exemplar da primeira edição de O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde, publicado em 1891 e avaliado em 1300 libras (1411 euros). Este livro está desaparecido desde 1961.

Extraviados também estão, por exemplo, uma primeira edição de Canzoni, de Ezra Pound, de 1911; uma edição ilustrada de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol, de 1876; uma Carta Astrológica do filósofo judeu Maimónides, de 1555; e até um exemplar de Da Usura Legal e Ilegal dos Cristãos, do teólogo alemão Wolfgang Musculus, de 1556 (que está avaliado em 21 700 euros).

Os responsáveis foram dando pela falta das obras à medida que estas eram requisitadas mas não se encontravam no seu lugar. A biblioteca atende cerca de 3,5 milhões de requisições todos os dias e é difícil voltar a colocar tudo no lugar. Outros desaparecimentos foram detectados nas várias audições à enorme colecção.

Há muitas razões que explicam o facto de os livros não estarem arrumados nos seus lugares, disse ao The Guardian Jennifer Perkins: podem ter sido mal arrumados, a etiqueta do livro pode ter-se deteriorado ou caído e o livro foi recatalogado e arrumado noutro lugar, e o catálogo pode não ter sido actualizado com estas alterações. Por exemplo, muitos dos livros desapareceram em 1998, quando a colecção foi transladada do Museu Britânico para um edifício moderno perto da estação de St. Pancreas.

Keith Rathmill, do departamento de segurança, mostrou-se surpreendido por o número de obras desaparecidas não ser ainda mais elevado. "É uma colecção muito grande e o edifício não é seguro.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Edição Fake do Financial Times é distribuida

Uma versão falsa do jornal inglês "Financial Times" foi distribuída hoje pela manhã em Londres. Os exemplares incluem matérias inventadas sobre os efeitos prejudiciais do capitalismo ao meio ambiente e anúncios falsos. 

Um press release foi divulgado pelos autores informando que o dinheiro utilizado no projeto foi arrecadado por meio da internet e dizia que milhares de cópias do jornal "fake" foram impressas. Segundo eles, o número é quase igual as vendas diárias do Financial Times.

O jornal falso apresenta, além da versão impressa, um site com vídeos e uma versão em pdf (http://ft2020.com/FT2020.pdf). Em novembro de 2008, o New York Times também foi alvo de ação semelhante, com a participação de vários grupos.

Redação Adnews

 


Fonte: http://www.adnews.com.br/midia.php?id=86075

segunda-feira, 23 de março de 2009

Livros antigos


Um livro antigo, uma página, um cheiro, um poema, um verso, um ator preferido..... gostando tanto deste universo quis fazer parte de um também!


domingo, 25 de janeiro de 2009


Imagens de livros em prateleiras são projetadas nas paredes da Torre de David, em Jerusalém como parte de um show chamado “Ou Shalem, Jerusalém Luzes da Noite”, encenado por um grupo chamado Skertzò, em 7 de outubro de 2008. A Torre de David é uma enorme vila que, ao longo dos séculos serviu como uma fortaleza, abrigando quartéis militares e canhões. Hoje em dia a Torre serve como um ponto turístico popular. (AP Photo / Bernat Armangue)


terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Juízo Final

Juízo Final
Composição: Élcio Soares / Nelson Cavaquinho

O sol....há de brilhar mais uma vez
A luz....há de chegar aos corações
Do mal....será queimada a semente
O amor...será eterno novamente
É o Juízo Final, a história do bem e do mal
Quero ter olhos pra ver, a maldade desaparecer
O amor...será eterno novamente

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

O homem que inventou a internet

Enquanto o Brasil, um quê envergonhado, parou na última semana para lembrar o Ato Institucional de número 5, imposto pela Ditadura Militar, o Vale do Silício celebrava outro aniversário. Na mesma semana do AI-5, em 9 dedezembro de 1968, um cientista de 43 anos chamado Douglas Engelbart apresentou ao mundo, de uma só tacada, o mouse e a internet.Aquela apresentação, apelidada de 'a mãe de todas as apresentações', foi realizada na Universidade de Stanford para uma platéia de engenheiros dacomputação estupefatos. A ArpaNet, que viria a se transformar na internet, só seria inaugurada alguns meses depois e cientistas de todos os EUA estavam empolgados com a novidade. Aproveitando-se desta animação, Engelbart sepropôs a demonstrar os possíveis usos de uma rede de computadores comoaquela.O trabalho que ele apresentou não foi organizado de uma hora para outra. Ele e sua equipe de Stanford vinham pesquisando, com verbas da NASA e do Pentágono, desde 1963. O mouse é apenas uma das ferramentas que eles criaram e demonstraram em 68. ("Como esse instrumento lembra um ratinho", disse Engelbart naquele palco, "alguns de nós começamos a chamá-lo de mouse; talvez o nome cole".)A festa destes 40 anos se deu em Stanford, no mesmo palco em que a revolução teve início. Durante 4 horas, na tarde do último dia 9, a platéia pôde assistir ao vídeo da apresentação, a um debate com os sobreviventes da equipe de Engelbart, e a palestras.O filme é qualquer coisa de espetacular. O velho cientista tinha um telão às suas costas de maneira que o público podia ver o que ele fazia na tela.Alguns risos de fascínio podem ser entreouvidos quando ele apresenta o mouse. Seu monitor estava ligado em rede a um computador no outro lado dacidade. (Não custa lembrar: computadores contavam-se às dezenas no mundo.Vários monitores podiam ser ligados a um só computador, mil vezes menospoderoso do que um iPhone.) Após apresentar o mouse, como uma versão mais antiga de Steve Jobs apresentando seus novos produtos, o velho cientista pôs-se a navegar na tela clicando em links. Que ele chamou de links. E, a cada link, uma nova página era aberta com novos textos e novos links. A web foi criada apenas em 1989,mas já estava esboçada.Dotado de um rádio transmissor, enquanto apresentava as possibilidadesdaquela rede que estava para nascer, o cientista conversava com sua equipe,no laboratório, que a tudo acompanhava. Em um momento, ele faz mágica: faz aparecer uma janela no monitor e lá está o rosto, em movimento, de um de seus engenheiros. Eles começam a conversar: videoconferência. Skype em preto e branco no ano de 1968. Aquilo foi trapaça: embora o vídeo estivesse realmente no monitor de Engelbart, a transmissão não foi feita pela rede computacional mas sim pelo ar. Uma transmissão comum de TV. As duas novidades, ali, eram a possibilidade de digitalizar a transmissão de vídeo para que ele aparecesseno computador, e a demonstração de que, com mais banda e algum poder maior nos computadores, conversas por vídeo seriam possíveis.A tecnologia de digitalização que eles desenvolveram foi aproveitada alguns meses depois, pela NASA, para transmitir ao vivo, pelo mundo, a chegada do homem à Lua. O mais impressionante da mãe de todas as apresentações, não é isso. Naquela platéia, na festa de 40 anos, acompanhando o vídeo, depois os debates e palestras, estavam jovens cientistas da computação fascinados. Engelbart não possibilitou apenas uma transmissão ao vivo da Lua ou apresentou o mouse ao mundo. Fez muito mais do que isso: imaginou a internet e, ao imaginar, guiou por décadas o seu desenvolvimento.O velhinho se levantou, a um dado momento. Está com 83 anos. O auditório inteiro se pôs de pé para aplaudi-lo por alguns minutos. Uma ovação de reconhecimento que encheu-lhe os olhos de lágrimas. Muito pouca gente ouviu falar do nome de Doug Engelbart. Nestes 40 anos de sua cria, é hora de mudar isso.
Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 15/12/2008

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Especialista pede a morte do Google



John C. Dvorak, editor e colunista da revista americana de tecnologia PC Magazine, enumerou razões pelas quais o Google deve "morrer".


Em
artigo polêmico intitulado "O Google tem que morrer", o especialista classifica a companhia como "porcaria" e cita a "inabilidade" de buscadores para identificar corretamente os sites e o "excesso de informação insuficiente" disponível nas buscas.
A sugestão de Dvorak é "repensar a organização básica da própria internet"


Leia o texto de Dvorak na íntegra:"Chama-se SEO (Otimização para Sistema de Buscas, na sigla em inglês) e é basicamente o único assunto que o pessoal que trabalha em sites da internet se dispõe a discutir atualmente. Você pode achar que se trata de achar maneiras de enganar os sites de busca (o Google, principalmente), fazendo-os atribuir rankings mais altos do que o normal para determinados sites. No entanto, a discussão aqui gira em torno da idéia de que o Google é uma porcaria tão grande que as companhias acham que precisam usar a SEO para garantir os resultados que elas supostamente merecem.Ao reverter os processos de operação do Google, os especialistas em SEO podem ver como as buscas funcionam. Da perspectiva do usuário, tão logo você descobre como o Google faz o que faz, é um verdadeiro milagre que consigamos obter os resultados corretos. E, falando por experiência própria, os resultados corretos são, sob muitas circunstâncias, praticamente impossíveis de serem obtidos – e talvez nunca sejam num futuro bem próximo.Vamos dar uma olhada nos problemas que foram surgindo ao longo dos últimos anos.Inabilidade para identificar corretamente os sites. Todos os sites de busca têm esse mau hábito, mas às vezes ele se torna visível. É de se esperar que, se eu estiver procurando por algo relacionado a Art Jenkins, e Art Jenkins tiver um site chamado Artjenkins.com, ele seja o primeiro a ser listado pelos sites de busca, certo? Normalmente, porém, essa página não é listada em lugar nenhum.Muito comércio, informação insuficiente. Parece haver uma crença, no Google principalmente, de que você se conecta à internet exclusivamente porque quer comprar alguma coisa. Pessoas procurando somente informações são uma inconveniência. Isso fica bastante claro toda vez que você tenta encontrar alguma informação sobre produtos populares: tudo que se encontra são sites tentando vender o tal produto. Lanço aqui um desafio: peça ao Google que ache um site que compare honestamente os planos das operadoras de telefonia celular e que te diga claramente qual deles é o mais vantajoso. Tente! Aparecerão centenas de sites com comparações fajutas promovendo apenas o plano que eles estão vendendo. O que é particularmente ruim nisso tudo é que os poucos sites honestos que oferecem informações sem lançar mão do SEO e de todos os outros truques necessários para se chamar a atenção vão aos poucos sendo obrigados a fechar. Ninguém consegue encontrá-los! O usuário deveria ser sempre direcionado ao melhor site, não a um site popular, mas medíocre. Essa é a pior falha do sistema de rankings.Sites “estacionados”. Já aconteceu de você estar procurando alguma coisa e de repente achar o que parecia ser o site perfeito, ali nos primeiros resultados do Google? Aí, feliz da vida, você clique no link, mas é direcionado para algum daqueles sites fajutos, “estacionados”, cujo nome de domínio foi adquirido por alguém que o entupiu de links para outros sites, na esperança de atrair alguns acessos aleatórios pelos quais será pago 10 centavos cada? Como é possível que o sistema de rankings – se é que ele funciona – garante a sites deste tipo uma boa colocação nos resultados?Resultados da busca que não se repetem. Já fez uma busca e, uma semana depois, a fez novamente e os resultados foram completamente diferentes? No fim, teve que usar o histórico de buscas na esperança de encontrar aqueles primeiros resultados? Será possível que as coisas mudem tão drasticamente de um dia para o outro que os resultados possam variar de forma tão extrema semanalmente? A ocorrência de resultados estranhos se agrava ainda mais quando você faz as buscas logado ao Google. Eles são customizados pra você de alguma forma? De quê forma?Os resultados das buscas são absurdamente diferentes quando você está logado ao Google, mas sem que haja qualquer benefício aparente. Não é difícil duas pessoas estarem ao telefone, discutindo sobre qualquer assunto, e de repente tentem achar alguma coisa online. A conversa pode ser mais ou menos assim: “Veja, achei. Digite no campo de buscas ‘ABCD Fix’ e estará lá no quarto resultado entre os listados.” “Não estou vendo. O quarto na verdade se refere a uma empresa que vende comprimidos.” “Você digitou ‘ABCD Fix’, certo?” “Sim, claro.” A conversa dura ainda alguns minutos, até que um dos interlocutores descobre que está logado ao Google.A solução para toda essa bagunça, que aos poucos vai se tornando pior e pior, é “refinar” os resultados das buscas, ainda que sem inviabilizá-las. O Yahoo! oferecia uma idéia legal na época que o seu sistema de buscas era, na realidade, um diretório com segmentos “controlados” por comunidades de experts.


Essas pessoas eram responsáveis por isolar os melhores sites de cada categoria, coisa que o Google nunca foi capaz de fazer. A base da política de rankings do Google foi colocar no mesmo nível de importância a popularidade e a qualidade dos sites, mas quando os experts em SEO começaram a agir, a estratégia mostrou que não poderia mesmo funcionar.Teremos que continuar sofrendo enquanto nada melhor surja na rede, mas há pelo menos uma ferramenta crucial que poderia ser facilmente implementada: as notificações de usuário. Os sites “estacionados”, por exemplo, poderiam ser notificados, da mesma forma que você notifica spams num fórum de mensagens ou posts descontextualizados numa lista de discussão.


O risco aqui é que hordas de anormais tentando fechar um determinado site comecem a inundar o Google com notificações falsas – e, nesse caso, manter um mínimo de integridade acabaria sendo difícil. Pessoas com interesses escusos infelizmente já se infiltraram em outros ambientes mais ou menos controlados, como a Wikipedia. Por sinal, um grupo promovendo a urgência de políticas contra o aquecimento global infestou de tal maneira a Wikipedia que qualquer postagem com dados ou opiniões contrárias a ela simplesmente não é publicada, não importando qual seu teor ou relevância.Uma sugestão que tem aparecido por aí envolve a rede semântica, que, inclusive, antecipa alguns potenciais truques da SEO – mas que, por outro lado, exige um determinado nível de honestidade que jamais poderia ser mantido. Eu sugiro repensar a organização básica da própria internet, usando o mesmo conceito do Google News. Em outras palavras: compartimentar completamente a rede, “rotulando” os diversos sites. Assim, seríamos capazes de empreender buscas limitadas a determinados segmentos e também optar por eliminar sites comerciais que carreguem informações tendenciosas.Por falar em opções, houve inúmeras tentativas ao longo dos anos de se criar um mecanismo avançado de busca que avaliasse as opções do usuário através de uma rede de perguntas e respostas operada por Inteligência Artificial. É de se imaginar que tal idéia pudesse ter ido muito mais longe do que de fato foi. De qualquer maneira, devemos torcer para que alguém surja com alguma coisa que funcione melhor do que o que temos hoje à nossa disposição. Pois a situação está se deteriorando rápido demais."


Fonte: Adnews

sábado, 22 de novembro de 2008

Europeana - Alexandria?

Biblioteca digital européia fecha 24 horas depois de inaugurada
A biblioteca digital "Europeana", saturada por consultas dos internautas, foi fechada menos de 24 horas depois de seu lançamento, e talvez deva retornar em meados de dezembro.
Uma mensagem no site
www.europeana.eu indica nesta sexta-feira que a biblioteca está "temporariamente inacessível por causa do grande interesse" do público."Faremos todo o possível para reabrir a 'Europeana' em uma versão mais robusta o quanto antes", acrescenta o texto, prometendo voltar em meados de dezembro.Os idealizadores do projeto previam cerca de cinco milhões de consultas diárias, mas o número superou em muito as expectativas e acabou saturando o sistema.Com conteúdos inteiros de livros raros e antigos ou cujas edições se esgotaram, pinturas, músicas, manuscritos, mapas, o projeto "Europeana" tem como objetivo tornar acessível em apenas um site o imenso patrimônio cultural das bibliotecas nacionais do Velho Continente.Esta era a idéia do portal multilíngue www.europeana.eu, que pretende armazenar não apenas livros, mas também outras obras digitalizadas em mãos de centros e instituições culturais européias."A 'Europeana' representa uma aliança inédita entre as novas tecnologias e o mundo da cultura. Estou convencida de que modificará de maneira profunda a forma que cada um terá acesso a partir de agora ao patrimônio cultural europeu", afirmou a comissária européia da Sociedade de Informação, Viviane Reding.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Discurso - Barak Obama - 27/10/2008

Sim, o governo deve liderar o caminho da independência energética, mas cada um de nós deve fazer nossa parte para tornar as nossas casas e as nossas empresas mais eficientes. Sim, temos de dar mais chances de êxito aos jovens que caiam na vida do crime e desespero. Mas todos nós temos de fazer nossa parte como pais, para desligar a TV e ler para nossos filhos e sermos responsáveis pelo fornecimento de amor e da orientação que necessitam.
Sim, podemos discutir e debater as nossas posições apaixonadamente, mas neste momento de definição, todos nós devemos convocar a força e a graça para superar as nossas diferenças e unir esforços comuns – preto, branco, Latino, asiáticos, Nativo Americano; democrata e republicano, jovens e velhos, ricos e pobres, gays e heteros, deficientes ou não. Todos nós temos de nos juntar.
Ohio, nesta eleição não podemos permitir os mesmos jogos políticos e táticas que são utilizadas pra colocar um contra o outro e fazer nós termos medo um do outro. O desafio é demasiado elevado para nos dividir em classes e regiões e antecedentes; pelo que nós somos ou pelo que acreditamos. Porque, apesar do que os nossos adversários possam dizer, não há partes verdadeiras ou falsas neste país. Não há qualquer cidade ou região que seja mais pro-América do que em qualquer outro lugar – somos uma nação, todos nós orgulhosos, todos nós patriotas.
Existem aqueles patriotas que apoiaram a guerra no Iraque e patriotas que se opuseram à mesma; patriotas que acreditam em políticas democráticas e aqueles que acreditam em políticas republicanas. Os homens e mulheres que servem em nossos campos de batalha, alguns podem ser democratas, republicanos e Independentes, mas eles lutaram juntos e sangraram juntos, e alguns morreram juntos sob a mesma e orgulhosa bandeira. Eles não serviram a uma América vermelha ou América azul - eles serviram aos Estados Unidos da América.
Não vai ser fácil, Ohio. Nem vai ser rápido. Mas vocês e eu sabemos que é tempo para se unir e mudar este país. Alguns dos senhores podem ser cínicos e irritados com a política. Muitos de vocês podem estar desapontados e mesmo furiosos com seus líderes. Vocês têm todo o direito de estar. Mas, apesar de tudo isto, eu lhes peço o que foi pedido aos americanos em toda a nossa história. Peço a todos que acreditem – não apenas nas minhas habilidades de trazer mudanças, mas na sua habilidade. Eu sei que é possível uma mudança. Porque eu a tenho visto nos últimos 21 meses. Porque na campanha tenho tido o privilégio de testemunhar o melhor da América.
Eu a tenho visto nas filas de eleitores em torno das escolas e igrejas; nos jovens que lançam seu voto pela primeira vez, e os não tão jovens que se envolveram novamente após um longo tempo. Tenho visto nos trabalhadores que preferem a redução das suas horas a ver os seus amigos perderem o emprego; Vejo nos vizinhos que abrigam um estranho quando as inundações chegam; Nos soldados que se realistam após perderem um membro. Eu tenho visto no rosto dos homens e mulheres que eu tenho encontrado em inúmeros comícios e câmaras municipais em todo o país, homens e mulheres que falam de suas lutas mas também das suas esperanças e sonhos.
Ainda me lembro do email que uma mulher chamada Robyn me enviou depois de encontrá-la em Fort Lauderdale, Florida. Alguns dias depois do evento seu filho quase entrou na parada cardíaca, e foi diagnosticado com um problema de coração que só poderia ser tratado com um procedimento que custa dezenas de milhares de dólares. A companhia de seguros se recusou a pagar, e sua família simplesmente não têm esse tanto de dinheiro.
Em seu email, Robyn escreveu,"Só peço isto de você – nos dias em que se sinta tão cansado que não pode nem pensar em dizer uma palavra para o povo, pense em nós. Quando todos aqueles que se opõem a você o deixarem pra baixo, alcance seu mais profundo e volte com tudo".
Ohio, é isso que é Esperança – a coisa interior que insiste, apesar de todos os elementos que provem o contrário, que algo melhor está à espera na próxima curva; que insiste que existem dias melhores à frente. Se estivermos dispostos a trabalhar para isso. Se estivermos dispostos a deixar nossos receios e dúvidas. Se estivermos dispostos a chegar no mais profundo dentro de nós mesmos quando estivermos cansados e voltarmos lutando com tudo!
Esperança! Isso que manteve alguns de nossos pais e avós quando os tempos eram difíceis. O que os levou a dizer, "Talvez eu não possa ir ao colégio, mas se eu juntar um pouco a cada semana meu filho possa; talvez eu não consiga ter o meu próprio negócio, mas se eu trabalhar duro meu filho poderá abrir um só seu". Isso que levou os imigrantes de terras distantes a chegar a estas praias, e contra grandes adversidades esculpir uma nova vida para suas famílias na América; Foi o que levou aqueles que não puderam votar a marchar e organizar-se em defesa da liberdade; O que os levou a clamar "pode parecer escura esta noite, mas se eu mantiver a esperança, amanhã ela será mais clara."
Isso é o que é esta eleição. Essa é a escolha que enfrentamos neste momento. Não acredite nem por um segundo que a eleição está acabada. Não acredite nem por um minuto que os poderosos irão abrir mão do poder. Temos muito trabalho pela frente. Temos de trabalhar como se o nosso futuro dependesse disto nesta última semana, porque depende. Em uma semana, podemos escolher uma economia que premie trabalho e crie novos postos de trabalho e injete prosperidade de baixo para cima.
Em uma semana, poderemos escolher em investir em saúde para as nossas famílias, e em educação para as crianças, em fontes renováveis de energia para o nosso futuro. Em uma semana, podemos escolher esperança sobre o medo, a unidade sobre a divisão, a promessa de mudar o poder do status quo. Em uma semana, poderemos chegar juntos como uma nação, e um povo, e mais uma vez escolher a nossa melhor história. É isso que está em jogo. É isso pelo qual lutamos. E, se nesta última semana, você bater algumas portas por mim, fizer algumas ligações por mim e falar com os seus vizinhos, e convencer os seus amigos; se vocês se juntarem a mim, lutarem comigo, e me derem seu voto, então prometo isto – que não vamos apenas ganhar Ohio, que não vamos apenas ganhar esta eleição, mas juntos, vamos mudar este país e vamos mudar o mundo.
Muito obrigado, Deus vos abençoe, e que Deus abençoe a América. Vamos trabalhar!

domingo, 2 de novembro de 2008

Livro O Enigma Vazio - Affonso Romano de Sant'Anna

Refletir sobre a arte – particularmente a moderna e contemporânea dos séculos XX e XXI – pode se tornar um exercício tão complexo quanto os próprios objetos de análise – os artistas e suas obras. Um desafio ao qual até mesmo os críticos podem sucumbir, diante do verdadeiro mosaico de conceitos e opiniões que podem mais confundir que localizar os parâmetros do que é ou não arte e ser artista. Em O enigma vazio - Impasses da arte e da crítica o poeta, ensaísta, cronista e professor Affonso Romano de Sant´Anna coloca essa crítica no divã, analisando e, em alguns momentos, desconstruindo seus discursos e argumentos ao apontar suas contradições e exageros.

Desta vez, o poeta e ensaísta aprofunda ainda mais questões abordadas em Desconstruir Duchamp e A cegueira e o saber e passa a pente fino famosas análises de quadros e pintores feitas por Octávio Paz, Jacques Derridá, Michel Foucault, Roland Barthes, Jean Clair, Heidegger, Mayer Shapiro e Frederic Jameson. Através da lingüística e da teoria do discurso, Affonso Romano de Sant’Anna analisa os principais sofismas em que se baseia a arte conceitual e propõe uma nova episteme para reavaliação da arte do século XX.


Ao fazer isso, o autor questiona também os limites da arte contemporânea, uma arte conceitual, que, dando primazia ao pensamento, à idéia e à linguagem, deslocou o enfoque da obra para a proposta da obra. Daí a importância de se analisar o discurso dos pensadores desta arte, de se fazer a crítica da crítica.
O autor destaca que, se, na arte conceitual, o discurso e a palavra tomaram a tela o lugar da tinta, a crítica de arte fez algo semelhante e inverso: transformou seu texto em um quase-gênero artístico, numa espécie de reflexo distorcido da obra analisada, no que foi batizado de action writing, uma forma de pintar com palavras seus devaneios conceituais. Nele, a obra de arte que iniciou a escrita é logo abandonada, num olhar narcisista e deslumbrado com as próprias idéias e construções. O texto criou uma deformação, uma alucinação, uma especulação, fascinante em si, mas muito distante da obra original.


Grandes nomes como Octavio Paz e Jean Clair deixaram a isenção e a objetividade serem afetadas pela possibilidade de, por exemplo, alçar as obras do francês Marcel Duchamp (1887-1968) a um patamar que talvez o próprio artista jamais tivesse tido intenção. Um dos precursores da arte conceitual, criador – se é que assim pode ser chamado – dos ready mades – objetos do cotidiano transportados para o campo das artes sem interferência do autor -, Duchamp legou ao espectador a responsabilidade de pensar o que é arte e sua linguagem. Mesmo assim, sua obra “Grande vidro” ganhou uma interpretação místico-fantasiosa de Paz e ele foi comparado a Leonardo Da Vinci por Jean Clair. Ao invés de propor uma reflexão, tais críticas tornaram-se o que Sant´Anna chama de “crítica reflexa”, de “endosso” e de “celebração”.


Sant´Anna também contrapõe as diferentes falas de Jacques Derrida, Heidegger e Mayer Schapiro sobre uma mesma obra: Os sapatos, de Van Gogh. Também dá destaque às alucinações visuais e verbais de Roland Barthes a respeito do expressionista americano Cy Twombly. E, a partir destes discursos, Affonso Romano de Sant´Anna levanta uma questão: até onde a obra é uma criação do artista e a partir de quando passa a ser criação daqueles que pensam o criador e a criatura? E, se for assim, se grandes pensadores cometem equívocos, “o que dizer dos repetidores disseminados no sistema artístico desde que se oficializou que tudo é arte e todos são artistas e críticos?”, pergunta o autor.


O enigma vazio (Impasses da arte e da crítica) aprofunda a análise do discurso produzido pela arte e pela crítica de nosso tempo recorrendo à lingüística, à filosofia, a retórica e à análise literária. Aos poucos, o autor procura desmontar os silogismos e sofismas repetidos durante anos por artistas e críticos. Também defende a leitura interdisciplinar - antropologia, sociologia, política, marketing, filosofia, lingüística - como a única capaz de enfrentar este enigma vazio que provocou tantas obras insignificantes e tantas alucinações críticas.


Fonte: Rocco
Post Scriptum: Fui ao lançamento em Beagá, no dia 31/10, e é sempre bom ouvir o Affonso com suas inquietações e que nos deixou bastante curiosos em começar a ler o que ele conseguiu decifrar o enigma com o novo livro!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Queda dos Jornais Americanos - Versão Papel

A circulação dos grandes jornais americanos tem diminuído nos últimos meses. O Audit Bureau of Circulations divulga as estimativas do mercado. Segundo uma matéria publicada no Wall Street Journal, o declínio ocorreu por conta de algumas mudanças como aumento dos preços, diminuição dos descontos e suspensão na entrega de exemplares para leitores pouco rentáveis. Outro problema seria a migração de leitores para a web.
Ainda assim, os editores de algumas publicações disseram que muitos leitores acompanham as versões impressa e online. Eles acreditam que a dificuldade esteja nas publicidades, que custam mais caro no jornal impresso.
O Atlanta Journal-Constitution apresentou a pior queda, com uma redução de 13,4% durante a semana. O Orange County Register, Miami Herald, Houston Chronicle e do Boston Globe também estavam entre as publicações com grande queda na semana.

Notebook de bambu!

O notebook revestido de bambu da Asus deverá chegar no mercado brasileiro até o começo de 2009. Com uma definição de "equipamento verde", o Asus Série Bambu (ou Asus EcoBook) terá duas versões: a primeira virá em maior quantidade e terá tela de 12,1 polegadas e pesará 1,57 kg. A segunda será mais leve e possuirá tela menor, com 11,1 polegadas e peso de 1,25 kg. Ambos terão processador Inter Core 2 Duo.A configuração mais potente, como já anunciamos por aqui, terá 4 GB de RAM, disco rígido híbrido de 320 GB (com 256 MB de memória flash) e placa de vídeo GeForce 9300M GS de 256 MB.a Asus ressalta como principal diferencial a superioridade da bateria "Super Hybrid Engine", que promete vida útil entre 35% e 70% maior que as convencionais.As vendas do gadget começarão entre o fim deste ano e o início de 2009, quando chegam ao varejo brasileiro. O preço ainda não foi divulgado.

domingo, 26 de outubro de 2008

Soneto de Aniversário - Vinícius de Moraes


Passem-se dias, horas, meses, anos Amadureçam as ilusões da vida Prossiga ela sempre dividida Entre compensações e desenganos.

Faça-se a carne mais envilecida Diminuam os bens, cresçam os danos Vença o ideal de andar caminhos planos Melhor que levar tudo de vencida.

Queira-se antes ventura que aventura À medida que a têmpora embranquece E fica tenra a fibra que era dura.

E eu te direi: amiga minha, esquece... Que grande é este amor meu de criatura Que vê envelhecer e não envelhece.

(Rio, 1942)



Post Scriptum: No dia 14 de outubro, celebrei mais uma primavera, e o blog ficou a ver navios... Para não passar em branco vou postar um soneto do Vinícius, que também fez aniversário, quase no mesmo dia, ele completaria 95 anos no dia 19 de outubro.

Fórum das Letras


Já está confirmada a edição 2008 do Fórum das Letras de Ouro Preto. O evento vai acontecer entre os dias 5 e 9 de novembro, na antiga Vila Rica, e vai reunir alguns dos maiores expoentes da literatura contemporânea mundial. Como sempre acontece, um tema central vai guiar as ações previstas. Este ano, o foco será “O Mistério na Literatura”. Estarão presentes os brasileiros Luiz Ruffato, Moacyr Scliar e Tatiana Salem Levy. Esta última estreou há pouco tempo no cenário literário, com o elogiado A Chave da Casa. O romance arrancou grandes elogios da crítica e ficou entre os 10 finalistas do Prêmio Jabuti deste ano.E não é só de brasileiros que será feita a programação do encontro literário mineiro. Também passarão por Ouro Preto o português Francisco José Viegas, um dos mestres na literatura noir, o alemão Martin Brock e os americanos Peter Robinson e William Gordon, este casado com a grande escritora chilena Isabel Allende.


A 4ª edição do Fórum das Letras de Ouro Preto, que acontece de 5 a 9 de novembro, vai discutir o “Mistério na Literatura”, tendo de um lado, o mistério como o enigma do ser – fonte da literatura e das artes – e, de outro, a questão da interpretação – do jogo de ocultamento que mantém vivo o interesse pela leitura.


Neste ano, a organização preparou uma novidade para democratizar o acesso ao evento. Quem quiser visitar o Fórum e viajar entre a ficção e a realidade, poderá inscrever-se sem nenhum custo, pois a entrada é gratuita. Mas atenção! A inscrição é indispensável. Para fazê-la basta acessar http://www.forumdasletras.ufop.br/.

O Fórum

Promovido pela Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP e idealizado pela escritora Guiomar de Grammont, o Fórum das Letras de Ouro Preto foi concebido com a intenção de promover o diálogo entre autor e público participante, além de valorizar a importância de Ouro Preto, cidade pela qual passaram ou viveram escritores de várias escolas ao longo da sua rica história cultural.

Serviço

Evento: Fórum das Letras
Data: de 5 a 9 de novembro de 2008
Local: Ouro Preto (Centro de Artes e Convenções da UFOP – Praça da UFOP)

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Dormir no Museu?

O artista belga Carsten Höller criou uma instalação que reproduz um quarto de hotel dentro do Museu Guggenheim, em Nova York, e que abrigará hóspedes durante a noite. O Revolving Hotel Room (Quarto de Hotel Giratório, em tradução literal) traz a mobília tradicional de um quarto de hotel sobre quatro discos de vidro giratórios. Durante o dia, a obra pode ser vista como parte da exposição theanyspacewhatever e à noite, o quarto é reservado para visitantes que queiram passar a noite no museu. A oportunidade de se hospedar na instalação luxuosa de Höller e de passear pelo Guggenheim quando o museu está vazio, no entanto, não sai barato. O custo do pernoite varia entre US$260 (R$581) durante a semana e US$ 799 (R$ 1788) nos finais de semana e inclui café da manhã. Cada hóspede pode passar apenas uma noite no museu e a instalação abriga no máximo duas pessoas por noite. A exposição theanyspacewhatever, da qual a instalação Revolving Hotel Room faz parte, tem como objetivo ir além das artes visuais, aproximar a experiência artística do cotidiano e ampliar as convenções tradicionais dos museus. A artista canadense Angela Bulloch irá transformar o teto do museu em uma constelação artificial de estrelas. A francesa Domonique Gonzalez-Foerster usará uma instalação sonora para "tropicalizar" uma das rampas do museu. O britânico Liam Gillick intervirá nos serviços de sinalização do Guggenheim, para "reorientar" a experiência dos visitantes no espaço e na exposição.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

O Anarquista

Machado de Assis em homenagem ao seu centenário, tem agora a sua obra completa emformato digital. São 246 arquivos, que incluem livros como Dom Casmurro, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba e Esaú e Jacó.

Impermanências da Permanência

Eu tenho umα αlmα muito prolixα e uso poucαs pαlαvrαs. Sou irritável e firo fαcilmente. Tαmbém sou muito cαlmα e perdôo logo. Não esqueço nuncα. Mαs há poucαs coisαs de que eu me lembre. Tenho váriαs cαrαs. Umα é quαse bonitα, outrα é quαse feiα. Sou um o quê ? Um quαse tudo. E não é que vivo em eternα mutαção, com novαs αdαptαções α meu renovαdo viver e nuncα chego αo fim de cαdα um dos modos de existir. Vivo de esboços não αcαbαdos e vαcilαntes. Mαs equilibro-me como posso, entre mim e eu. Sou infinitαmente mαior que eu mesmα, e não me αlcαnço !

domingo, 5 de outubro de 2008

Tudo Que Você Podia Ser - Milton Nascimento

Com sol e chuva você sonhava
Que ia ser melhor depois
Você queria ser o grande herói das estradas
Tudo que você queria ser
Sei um segredo você tem medo
Só pensa agora em voltar
Não fala mais na bota e do anel de Zapata
Tudo que você devia ser sem medo
E não se lembra mais de mim
Você não quis deixar que eu falasse de tudo
Tudo que você podia ser na estrada
Ah! Sol e chuva na sua estrada
Mas não importa não faz mal
Você ainda pensa e é melhor do que nada
Tudo que você consegue ser ou nada

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Festival de Violão - Belo Horizonte

O violão é um instrumento típico da música brasileira. Porém, não foi criado no país. Especula-se que sua origem seja da região Oriental, levada à Península Ibérica pelos Árabes. Outra teoria é que seja originário da Grécia ou de Roma, descendendo da Lira grega. Seja qual for a esua origem, ao longo dos séculos os instrumentos prercussores do violão foram sendo gradativamente transformados, sendo muito usados na Espanha e em Portugal. A nomenclatura espanhola do violão é guitarra, assim como a inglesa (guitar). Por isso, para evitar confusões de nomes, em vários países se costuma chamar o violão de Spanish Guitar (Guitarra Espanhola), distinguindo-o da Guitarra Elétrica. O nome violão é específicamente usado no Brasil e em Portugal, sendo neste último também chamado de Viola.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Dia Nacional do Rádio

Aos 86, rádio explora era digital

Hoje se comemora o "Dia Nacional do Rádio" no Brasil. Lá se vão 86 anos desde a primeira transmissão radiofônica, realizada em 22 de setembro de 1922, para divulgar a Independência brasileira. O dia 25 de setembro foi escolhido em homenagem ao fundador do meio no país: Edgar Roquette Pinto, cujo nascimento se dá na mesma data.Do alto da maturidade de quem já viveu tantos anos, o rádio festeja aniversário em pleno ambiente digital. Longe dos parcos recursos com os quais se realizou a transmissão pioneira, a nova era traz conceitos como rádio online, digital, móvel, e podcasts (áudio transmitido pela internet).


Mas o processo de evolução não foi rápido assim. Antes do digital, o rádio teve de enfrentar previsões apocalípticas que questionavam sua capacidade de sobrevivência frente ao lançamento da TV, em 1950. O simples fato de completar 86 anos é a prova de, pelo menoos em termos de comunicação, previsões deste tipo não costumam acertar em cheio.A Web revoluciona.

Décadas seguintes, a chegada da internet concretizou o panorama digital, já antes rascunhado. Termos como "convergência de mídias", "integração" e "interatividade" preencheram o vocabulário daqueles que consomem e lidam com comunicação. E a exemplo da época em que a TV foi a grande novidade, o rádio se mostra adaptado para fisgar atenção do ouvinte cada vez mais multimídia e atarefado.

A programação por satélite é um dos exemplos. Permite variedade de conteúdo e maior alcance das estações. Mais de 100 canais podem ser sintonizados mediante pagamento de taxa mensal e o ouvinte pode se libertar de comerciais indesejados . Nos EUA, o modelo existe desde 2001 e o mercado é dominado por duas emissoras: XM Radio e Sirius."A digitalização ainda vai avançar muito no Brasil e no resto do mundo e é importante saber aproveitar a internet nesta nova fase, diz Paulo Mai, publicitário e radialista há 32 anos e apresentador do programa Jazz Masters, da rádio Eldorado.Para ele, o desafio desta nova fase é agregar cada vez mais conteúdo para o ouvinte. "Não poder apenas mais uma fonte ou um simples tocador de música. Ser humano quer ouvir ser humano e o rádio devecontinuar sendo o parceiro de sempre", declara. Nesta linha, o conteúdo personalizado tem sido uma das apostas. De três anos para cá, anunciantes têm gostado da idéia de misturar marca à programação na busca por serviço diferenciada. Oi FM, Mistubihi FM e SulAmérica Trânsito são exemplos recorrentes. "É uma rádio como outra qualquer e o conteúdo customizado é um caminho sem volta”, afirmava o sócio e vice-presidente da Africa, Luiz Fernando Vieira, ao lançar campanha para a Mitsubishi.

Entretanto, segundo Mai, os investimentos na digitalização do meio ainda são insuficientes. Ele considera que as emissoras devem se concentrar mais nas possibilidades digitais. "As rádios precisam apostar para produzir mais e melhor".

Marcelo Gripa - Adnews

Livro mais caro do Mundo

Capa de veludo tecido a mão, réplica de escultura em Mármore carrara, papel artesanal......
http://diversao.uol.com.br/ultnot/bbc/2008/09/24/ult2242u1735.jhtm

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Para digitalizar LPs

E começou a rodar no mercado europeu mais um aparelho para converter o conteúdo dos velhos bolachões em música digital. O gravador Ion LP 2 Flash permite gravar discos de vinil diretamente para formatos digitais, sem a necessidade de um computador. Aliás, ele tem uma aparência muito semelhante a um toca-discos convencional. E pode ser conectado também a toca-fitas. O conteúdo é passado para um dispositivo USB ou um cartão, a escolher. Só precisa ter a paciência de tocar todo o LP. O que pode ser um bom revival.
Ah, o aparelho está sendo vendido por US$ 228. Só na Europa, por agora.

Biblioteca Nacional da China


Prédio inaugurado esta semana tem 80 mil metros quadrados, disponibilidade para receber 2.900 leitores e capacidade para 12 milhões de livros; obra custou R$350 milhões
Uma longo retângulo suspenso de 120 metros de comprimento em aço escovado de vidro é a marca do novo prédio da Biblioteca Nacional da China. Inaugurado nesta semana, o anexo que custou o equivalente a R$ 350 milhões demonstra que obras de impacto continuam a mudar a paisagem mesmo após a Olimpíada.
A Biblioteca virou a terceira maior do mundo com a nova construção. O antigo prédio, que não pode sofrer reformas por ser patrimônio nacional, guarda os tesouros da instituição e só pode receber visitas de acadêmicos e pesquisadores.


O anexo é para o público geral - e feito para impressionar. Com 80 mil metros quadrados, tem 2.900 assentos, 460 computadores e oferece acesso à internet semfio (wi-fi). Os usuários podem usar leitores de livros digitais em palmtops para acessar os mais de 200 mil gigabytes de arquivo digital da instituição.

O teto do retângulo que abriga a Biblioteca Digital é de vidro, o que permite o uso de luz natural na maior parte do tempo. A base do prédio é em pedra -mas o revestimento interno da principal sala de leitura, de três andares, é de madeira, como nas antigas bibliotecas.
O escritório de arquitetura alemão Engel e Zimmermann, que desenhou a obra após vencer um concurso internacional, projetou um prédio para 12 milhões de livros, ainda que a biblioteca tenha sido aberta com 600 mil. "A obra tem a capacidadepara o crescimento da biblioteca nas próximas três décadas", diz o bibliotecário-chefe, Zhan Furui.


No último andar, que possui centenas de jornais e revistas para consulta, não há uma única publicação estrangeira. Também não há nenhum livro em inglês na nova biblioteca.
"Os livros em inglês ficam no velho prédio, onde o acesso é restrito. Aqui, só em chinês", diz o bibliotecário Li Bin. Apesar da modernidade, a nova biblioteca mantém a política de controle de informação cara ao Partido Comunista.
São raros os locais de Pequim onde se encontram revistas estrangeiras. Quando há alguma reportagem crítica à China, os exemplares são recolhidos.
Encomendas feitas à Amazon podem levar meses. Os pacotes são abertos pelo correio, que apreende livros sensíveis. A censura proíbe livros que falem sobrea repressão na Praça da Paz Celestial ou no Tibete, sobre a seita Falun Gong ou sobre direitos humanos. Livros que tratem de sexo e erotismo são proibidos e chamados de "poluição espiritual". São os casos de obras que narram as aventuras sexuais de jovens chinesas, como "Shanghai Baby", "Beijing Doll" ou "Candy", e que viraram best-sellers no exterior. No ano passado, a autora Zhang Yihe liderou uma campanha pela internet, semsucesso, pelo fim à censura. Seus três livros, que contam o drama dos chineses durante a Revolução Cultural, são proibidos no país. O Escritório Geral de Imprensa e Publicações é responsável pela censura. A saída é a produção e distribuição clandestina de livros - estima-se que 60% dos livros que circulam na China sejam piratas. Calcula-se que haja cerca de 4.000 editoras clandestinas.


Fonte: Por Raul Juste Lores, de Pequim. Publicado na Folha de S. Paulo

Indexação de vídeos

O Google estreou um novo recurso de busca que analisa o áudio de vídeos postados no YouTube.Apelidado de Gaudi, o Google Audio Indexing usa uma tecnologia que analisa as palavras ditas ao longo de um vídeo e as registra numa base de dados.Assim, quando o usuário faz uma busca por um termo ou uma expressão, pode encontrar os vídeos em que estes termos são ditos e em que momento da gravação são proferidos.Se o usuário deseja encontrar, por exemplo, uma declaração mais forte ao longo de um vídeo de muitos minutos, pode encontrar exatamente o momento em que tal declaração é dita, fazendo uma busca pela expressão.Atualmente, o Gaudi só lê vídeos postados no canal de política do Google e no idioma inglês. Com o tempo, o Google pretende ampliar o uso da tecnologia em sua modesta missão de organizar a informação de toda a internet.

Fonte: http://info.abril.com.br/aberto/infonews/092008/19092008-7.shl

sábado, 13 de setembro de 2008

Aforismos


"Não se pode separar uma vida da outra, assim como não se separa a brisa do vento..."
___As cinco pessoas que você encontra no Céu
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