
Inscrições: 10 e 11 de maio pelo site www.pbh.gov.br/cultura/arquivo
O evento terá transmissão ao vivo pelo site do ConectaBH: http://conectabh.pbh.gov.br

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O cinema já retratou a vida de duas rainhas, Vitória e Elizabeth II, agora foi a vez do pai da atual rainha da Inglaterra, o rei George VI. Nunca pensou que fosse assumir o trono, pois era o segundo na linha de sucessão, mas é o que acaba acontecendo, após a abdicação do irmão, que havia se tornado rei recentemente com a morte do pai.
"Não me importa saber como você ganha a vida.
Quero saber o que mais deseja e se ousa sonhar em
satisfazer seus anseios do seu coração.
Não me interessa saber sua idade.
Quero saber se você correria o risco de parecer tolo por amor,
pelo seu sonho, pela aventura de estar vivo.
Não me interessa saber que planetas estão em quadratura com sua lua.
O que eu quero saber é se você já foi até o fundo de sua própria tristeza,
se as traições da vida o enriqueceram
ou se você se retraiu e se fechou, com medo de mais dor.
Quero saber se você consegue conviver com a dor,
a minha ou a sua, sem tentar escondê-la, disfarçá-la ou remediá-la.
Quero saber se você é capaz de conviver com a alegria,
a minha ou a sua, de dançar com total abandono
e deixar o êxtase penetrar até a ponta dos seus dedos,
sem nos advertir que sejamos cuidadosos, que sejamos realistas,
que nos lembremos das limitações da condição humana.
Não me interessa se a história que você me conta é verdadeira.
Quero saber se é capaz de desapontar o outro para se manter fiel a si mesmo.
Se é capaz de suportar uma acusação de traição e não trair sua própria alma,
ou ser infiel e, mesmo assim, ser digno de confiança.
Quero saber se você é capaz de enxergar a beleza no dia-a-dia,
ainda que ela não seja bonita,
e fazer dela a fonte da sua vida.
Quero saber se você consegue viver com o fracasso, o seu e o meu,
e ainda assim pôr-se de pé na beira do lago
e gritar para o reflexo prateado da lua cheia: "Sim!"
Não me interessa saber onde você mora ou quanto dinheiro tem.
Quero saber se, após uma noite de tristeza e desespero,
exausto e ferido até os ossos, é capaz de fazer o que precisa ser feito
para alimentar seus filhos.
Não me interessa quem você conhece ou como chegou até aqui.
Quero saber se vai permanecer no centro do fogo comigo sem recuar.
Não me interessa onde, o que ou com quem estudou.
Quero saber o que o sustenta, no seu íntimo, quando tudo mais desmorona.
Quero saber se é capaz de ficar só consigo mesmo e se
nos momentos vazios realmente gosta da sua companhia."
(Oriah Mountain Dreamer, em O Convite)

Se és capaz de manter tua calma, quando,
todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses no entanto achar uma desculpa.Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.Se és capaz de pensar – sem que a isso só te atires,
de sonhar – sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,
tratar da mesma forma a esses dois impostores.Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,
em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
e refazê-las com o bem pouco que te reste.Se és capaz de arriscar numa única parada,
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida.De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo,
resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
e, entre reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
se a todos podes ser de alguma utilidade.Se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e – o que ainda é muito mais – és um Homem, meu filho!



As regras: não demore muito para pensar sobre isso. Quinze livros que você leu e que vão sempre estar com você. Liste os primeiros quinze que você lembra em não mais do que quinze minutos. Eles não têm que estar em ordem de importância. (brincadeira do Facebook)
Puxei muitos da memória, vamos ver como ficou:
1. Olhai os lírios do campo - Érico Veríssimo
2. O tempo e o vento - Érico Veríssimo
3. Sidarta - Hesse
4. Grande sertão veredas - Guimarães Rosa
5. A nova mulher - Marina Colasanti
6. Fragatas para terras distantes - Marina Colasanti
7. Claro Enigma - Carlos Drummond de Andrade
8. O Aleph - Jorge Luis Borges
9. Que presente te dar - Affonso Romano de Sant'Anna
10. Orgulho e Preconceito - Jane Austen
11. A Tempestade - Shakespeare
12. Fábulas Italianas - Ítalo Calvino
13. Ora Bolas - Mário Quintana
14. Médico de Homens e de Almas - Caldwell
15. História da leitura - Alberto Manguel



Imagine um lugar onde as pessoas não têm roupa de sair. "Em casa ou na rua usam calças largas, camisas chinelos e bermudas. Com a mesma roupa vão para o trabalho ou para o cinema". Um país onde impera a ditadura do proletariado e não da moda. "E onde a linha é Mao e não Dior". Nas ruas um operário vestido de operário é mais respeitado que um soldado vestido de soldado.
Não existe imposto de renda, carteira de identidade, impressões digitais e nenhum documento burocrático. Não tem polícia, serviço secreto, rádio patrulha e nem ivestigadores. Todos os gastos dos estudantes são pagos pelo Estado, e os jovens têm um único objetivo: se formar intelectualmente para servir ao povo.
Nas casas, em vez de passarem horas em frente da TV, as famílias estudam obras de Marx, Lênin e Engels. E sabe quanto é a divída externa desse lugar? Nada. Não devem um centavo aos delinquentes do capital financeiro, país, banco ou o que for. Qualquer coisa que é produzida é para ser distribuída entre a população de 900 milhões de pessoas. Assim, ou 900 milhões têm ou ninguém tem.
Dentro das fábricas os operários não trabalham só mecanicamente. Eles cursam universidade, têm ainda uma biblioteca, assistência médica, dentistas, oftalmologistas e algumas possuem até centro cirúrgico. "Não se nota um traço mais significativo de qualquer cultura estrangeira. E o que tiver, foi tão mastigado que perdeu a sua origem alienígena". Não se vê nenhuma casa, nenhum edifício melhor que o outro. Logo, todos moram igual. Nada de bairros chiques ou um prédio fumê. Tudo naquela simplicidade.
Difícil de imaginar um lugar assim não é mesmo? Pois fiquem sabendo que ele já existiu. E quem constatou isso foi o cartunista, jornalista, escritor e humorista Henfil, que teve a oportunidade de visitar a China de Mao antes da invasão da Coca-Cola e do MacDonalds.
Depois dos anos mais negros do regime militar, em julho de 1977, o Brasil já estava caminhando lentamente para a abertura democrática e foi quando Henfil decidiu fazer essa viagem à China. Pensava ele que estava embarcando em uma épica aventura clandestina, cruzando fronteiras na calada da noite, se esfolando em arames farpados, de peruca, documentos frios, despistando a Interpol, a CIA e o FBI. Pois o cartunista teve a maior decepção quando soube que a China Comunista tinha embaixada no Brasil e em Brasília se tirava visto de entrada.
Com seu humor ferino que não deixa escapar nada, Henfil descreveu essas e outras experiências (como as já citadas no início da resenha) no livro "Henfil na China", lançado em 1978. O escritor relata que seu intuito principal, era encontrar um lugar que ainda não tivesse sido multicionalizado. "Por causa das multinacionais, todas as cidades do mundo têm a mesma cara. Toda gente vestida de blue-jeans, andando de Volks ou Ford. Fumando Marlboro. Morando em edifícios padrão New York. Tomando sua pepsi e comendo seu hot-dog em drugstores". Ele esperava encontrar na China um povo com personalidade própria.
E foi exatamente isso que Henfil encontrou, cerca de vinte e oito anos depois da revolução comunista liderada por Mao Tsé-Tung em 1949. Por acaso alguém já viu uma dona-de-casa brasileira discutindo os problemas do capitalismo, sua tese, sua prática? Pois na China de Mao, "todo mundo lê, relê, estuda e discute até cair duro o marxismo. Das crianças aos velhos, do camponês ao funcionário do Estado, operários, lixeiros, donas-de-casa, todos, todos lêem Marx".
Outro fato curioso descrito por Henfil, foi um abrigo atômico abaixo de Pequim. "São três andares de abrigo atômico subterrâneo por toda a China, debaixo de cada cidade. O primeiro andar está a dois metros do solo, o segundo a oito e o terceiro a vinte metros". Esse abrigo tem por finalidade resistir a guerras e à ataques atômicos. Segundo o jornalista, a maior prova por que passou o abrigo foi em julho de 1976 em um terremoto. No solo caíram milhares de casas, mas nos abrigos nem uma rachadura se viu.
Infelizmente essa sociedade extremamante cooperativa onde todos os 900 milhões de chineses tinham quarto, cama, comida, escola, medicina, trabalho, creche, luz, água, esgoto, hoje já não existe mais. Há pouco mais de quinze anos, a China escancarou de vez suas portas para a disputa canibal do sistema capitalista. O resultado disso, foi o aumento do número de pessoas que vivem abaixo da linha de miséria.
Atualmente, cerca de 29 milhões de pessoas sobrevivem com menos de US$ 77 dólares por ano na China. E, em um lugar onde quase não existiam mendigos, hoje em dia, se tornou quase impossível de não serem percebidos. Em qualquer cidade chinesa, grande ou pequena, eles estão jogados aos montes pelas ruas do país.
Henrique de Souza Filho, ou Henfil como era conhecido, nasceu a 05 de fevereiro de 1944, em Ribeirão das Neves - Minas Gerais, e cresceu na periferia de Belo Horizonte. Ele morreu no Rio de Janeiro, em 04 de janeiro de 1988, com 43 anos.
Era hemofílico e contraiu Aids através de uma transfusão de sangue, mas sempre teve uma saúde bastante delicada, assim, como seus dois irmãos (Herbert e Francisco Mário ) também hemofílicos. Além deles, Henfil tinha mais cinco irmãs.
Foi embalador de queijos, "boy" de agência de publicidade e jornalista, até especializar-se, no início da década de 60, em ilustração e produção de histórias em quadrinhos, tornando-se conhecido nacionalmente, a partir de 1969, quando passou a colaborar no "Pasquim", lançando em 1970 a revistinha "Os Fradinhos", ou apenas "Fradins". Suas tiras foram posteriormente divulgadas em vários países, do mundo sob o título "The Mad Monks", mas a experiência durou pouco, pois seus personagens foram considerados muito radicais.
Danilo Nuha
Fonte: http://66.228.120.252/resenhasdelivros/211561



