
terça-feira, 26 de agosto de 2008
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Livros Proibidos
Vale a pena conhecer o site sobre os livros que, por alguma razão, foram proibidos nas escolas, livrarias e bibliotecas. Criado recentemente ele apresenta lista dos livros proibidos, eventos sobre o assunto e links relacionados.
Infos: http://bannedbooksweek.org/
Infos: http://bannedbooksweek.org/
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Biblioteca de Bolso

Bibliotecas entram na era do iPod - Pode ter chegado a hora de tirar da gaveta aquele velho cartão de biblioteca. Na esperança de atrair leitores, as bibliotecas expandiram imensamente suas listas de livros, música e filmes em formato digital que podem ser baixados pelos seus freqüentadores para computadores ou aparelhos de MP3.
E tudo isso a custo zero, o quedifere, por exemplo, do conteúdo baixado no iTunes, da Apple, ou naAmazon.com. Em Phoenix, por exemplo, as bibliotecas da cidade se uniram e criaram uma biblioteca digital que no momento tem cerca de 50 mil títulos delivros eletrônicos, audiobooks, música e vídeos que podem ser "retirados" de qualquer lugar. Assim que os usuários os descobrem, diz Tom Gemberling, bibliotecário de recursos eletrônicos da Biblioteca Pública de Phoenix, o programa muitas vezes se prova imensamente popular.
Não muito tempo atrás, Gemberling visitou uma área de trailers local para conversar sobre o programa com 100 idosos que regularmente viajamem seus trailers e casas móveis. "Eles estavam aplaudindo e celebrando, no final", afirmou o bibliotecário. "Estavam muito animados. Costumam viver em suas casas móveis e, por isso, podem estar na estrada em qualquer parte, e bastaque liguem o computador e se conectem ao catálogo da biblioteca pública de Phoenix para baixar um livro e ouvi-lo enquanto percorrem as estradas". Disponíveis em milhares de bibliotecas dos Estados Unidos, os programas funcionam assim: primeiro, é preciso um cartão de biblioteca e acesso à Web, e alguns softwares que podem ser baixados facilmente - Adobe Digital Editions, Mobipocket Reader ou OverDrive Media Console.Depois disso, basta visitar o site da biblioteca, selecionar alguns títulos, acrescentá-los à sacola digital de livros e apertar o botão dedownload. Caso o título não esteja disponível, o nome pode ser arquivado para futuro download. De acordo com a biblioteca e o título, o item continua no computador por entre uma e três semanas antes de desaparecer, o que significa que o usuário não tem o trabalho de devolver o livro, CD ou DVD à biblioteca.
Fonte: Estadão 08/08/2008
terça-feira, 19 de agosto de 2008
50 do curso de História da UFMG
O projeto 50 Anos de História, que comemora cinco décadas do curso de História da UFMG, promove, até sexta-feira, 22 de agosto, na Reitoria, exposição de documentos, fotos, áudios e banners. O objetivo do projeto do Departamento de História da Fafich é resgatar registros e depoimentos dispersos em muitas formas e lugares e que demonstrem a contribuição que o curso tem oferecido à sociedade e ao debate intelectual brasileiro. A mostra permanece foi aberta no último dia 11.
As comemorações tiveram início ainda em 2007, com a realização do seminário A Universidade e os Cursos de História: O Pensamento Brasileiro no Século 20, que propôs reflexão sobre a criação dos cursos a partir da segunda metade do século passado, responsável por conduzir o pensamento historiográfico a um novo patamar. Seguindo diretrizes do governo federal, a UFMG e outras universidades desdobraram seus cursos de História e Geografia no final dos anos 1950. O curso da UFMG foi criado em 1957 e começou a funcionar de forma independente a partir do primeiro semestre de 1958.
Outras informações sobre o projeto 50 Anos de História podem ser encontradas no site www.fafich.ufmg.br/historia50anos.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Livro Ler, viver e amar em Los Angeles

Mestre do universo
Todas as melhores histórias do mundo, na realidade, nada mais são do que uma única história, a história da fuga. É a única coisa que nos interessa a todos e todo o tempo: como fugir.
Arthur Christopher Benson (1862-1925)
As mulheres fazem coisas diferentes quando estão deprimidas. Algumas fumam, outras bebem, outras ligam para o terapeuta, algumas comem. Minha mãe costumava fi car furiosa quando ela e meu pai brigavam e, depois, se embriagava durante dias sem fi m e desaparecia dentro do quarto. Minha irmã era mais do tipo frieza total; dê-lhes um gelo e, nesse meio tempo, devore um bolo gelado Sara Lee de banana. E o que eu faço - o que sempre fi z - é sumir de tudo e de todos, mergulhando em um porre literário que pode durar vários dias.
Eu caio nesse estado por diversas razões. Às vezes é depois de uma briga do tipo "Não agüento mais olhar pra sua cara". Outras vezes, é sintomático do meu estado psicológico, tédio até o último fio de cabelo, minha vida que está bagunçada, e aquele sentimento de medo sempre que me perguntam o que ando fazendo. Como alguém pode colocar todas essas coisas em ordem? Levando tudo em consideração, prefiro ler. É a fuga perfeita.
Tenho todo um ritual para meus porres literários. Primeiro de tudo, abro uma garrafa de um bom vinho tinto. Depois desligo o celular, ligo a secretária eletrônica, reúno todos os livros que tenho a intenção de ler ou reler e ainda não o fi z. Finalmente, encho a banheiracom sais de banho de 30 dólares, dobro uma toalhinha, colocando-a na extremidade da banheira de modo que sirva de apoio para a nuca e ligo a minha música. Tenho um rádio Deco antigo de plástico azul-pálido perto da banheira que comprei em uma liquidaçãode garagem em Hollywood há alguns anos. A coisa mais esquisita: o rádio só consegue captar o sinal de uma única estação AM, que toca clássicos do jazz dos anos 1940 e 50, e é perfeito para mim.
O interior das paredes do meu banheiro é um campo reservado de sonhos e sobre o qual tenho controle total, sou a mestra de meu próprio universo elegantemente delineado. O mundo exterior desaparece aqui, há somente paz e um profundo senso de bem-estar.
A maioria das pessoas em minha vida tem uma visão distorcida disso... Como você pode chamar? Monomania? Excentricidade? Minha irmã, talvez, seja a pessoa mais diplomática de todas. Nós duas sabemos que possuo a tendência de perder minha conexão com a realidade quando me fecho dessa forma. Mas depois ela faz piadas dizendo que sou simplesmente outra bibliômana chata e que o que realmente preciso é de um pouco de ar fresco. Ela sempre foi uma maga com as palavras. Ela me contou que um livro que havia lido, de autoria de Nicholas Basbanes, adequadamente chamado Sobre osgentilmente loucos, afirma que o primeiro uso documentado da palavra bibliomania ocorreu em 1750 quando o quarto conde de Chesterfield enviou uma carta a seu fi lho ilegítimo advertindo-o que seu passatempo destrutivo com os livros deveria ser evitado tal qual "a peste bubônica". Ah, tá.
Eu tiro as roupas e as jogo no chão. Ao caminhar para a banheira, olho para o enorme espelho que vai do chão ao teto cobrindo uma parede inteira. Ai, meu Deus. Espere um minuto. Sabe quando você olha no espelho e está sempre com a mesma aparência até que, de repente, você parece dez anos mais velha? É comum que se perceba isso aos 35 anos. Minha cintura está mais grossa, meus seios estão mais caídos, o início de - mas que droga, isso aí na parte de trás das minhas coxas é celulite? Por que será que você pensa que essa coisa de idade não vai acontecer com você? Ai, veja a parte de trás dos meus cotovelos! Parecem cotovelos de uma senhora idosa, enrugados e com uma protuberância óssea.
Nunca fui capaz de imaginar minha aparência. Já me disseram que chamo atenção. Mas o que isso significa? É algo que as pessoas dizem quando não conseguem fazer os elogios normais, como "você é linda". Pode ser a minha altura, que as deixa desconcertadas. Tenho cerca de 1,80 metro, o que só recentemente virou moda. Também tenho pés enormes. Calço 41 em um dia bom.
Quando eu era jovem, odiava minha silhueta, alta, magra demais, parecendo um palito, que minha mãe descrevia como graciosa. Ela argumentava que minha beleza era especial e que seria apreciada quando eu fi casse mais velha. Apenas se dê algum tempo, ela dizia. Você vai ver. Você vai superar em esplendor todas aquelas outras meninas com corpos de ampulheta. Eu me sentia como Frankie em A convidada do casamento: "Uma aberração... pernas longas demais... ombros estreitos demais... não faço parte de clube algum e não sou membro de nada neste mundo".
Não era somente a minha aparência. Eu sempre me senti esquisita, a exceção em um mundo no qual, eu imaginava, todas as outras famílias eram normais e felizes. Virginia e eu suportamos os segredos e a vergonha de um pai ausente e uma mãe alcoólatra, e os poucos amigos que eu tinha, mantinha a distância, sempre aliviada quando eles nãovinham me visitar. A questão era que eu tinha vergonha do fato de que minha mãe não conseguia lutar, e em alguns aspectos, ela passou isso para mim.
Fechei os olhos e entrei na banheira. Propositadamente deixei a água escaldante e, quando mergulhei o pé, os dedos ficaram vermelhos e começaram a doer. Quente demais. Adicionei um pouco de água fria, deixando a água correr pelos meus dedos enquanto ouvia uma versão ruim de Coltrane detonando "Love Supreme". Paul Desmond disse uma vez que ouvir jazz de fi m de noite é como tomar Martini extra-seco. Acho que ele tem razão.
Tornei a enfiar o pé na água e então relaxei o corpo na banheira. Ainda muito quente. Girei a torneira com os dedos dos pés, adicionando mais água fria. Isso. Perfeito. Escolhi O trânsito de Vênus, um romance obscuro de Shirley Hazzard, cujo livro mais recente, O grande incêndio, tornou-se um dos favoritos dos clubes de livros. A premissa é fascinante. É sobre duas lindas irmãs órfãs cujas vidas estão predestinadas como a rotação dos planetas. Tentei me concentrar. A prosa é densa e complexa; eu vivia tendo que reler parágrafos inteiros. Comecei a devanear e me perdi. Isso não está funcionando. Basicamente, ainda estou deprimida.
"LER, VIVER E AMAR EM LOS ANGELES"
"LER, VIVER E AMAR EM LOS ANGELES"
Autoras: Jennifer Kaufman e Karen Mack
Editora: Casa da Palavra
Tradução: Rogéria Pereira da Silva
Preço: R$ 39,00
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Informação que dá voltas - Juan Manoel Pineda
Quem disse que os bibliotecários são pessoas obscuras, ignoradas, que passam a vida em uma biblioteca, sem pena e sem glória?
Vejam que interessante este texto escrito por um bibliotecário costarriquenho chamado Alvaro Perez: Hoje me encontrei com um colega na Biblioteca Carlos Monge Alfaro. Dizia-me ele que nós, bibliotecários, podemos ganhar dinheiro, pois lidamos com a informação. Por dinheiro referia-se a uma quantidade considerável, não uns centavinhos.
Disse-lhe que escreveria sobre a vida de bibliotecário famosos, esperando assim encontrar uma relação entre a informação que manejamos e o que poderíamos ganhar como bibliotecários.Desafortunadamente, após a investigação, não apareceram como bibliotecários pessoas como Bill Gates, Nelson Rockfeller, Howard Hughes Ford, etc. É certo que trabalhamos com informação, mas no mais das vezes não a vinculamos a conhecimento.
O conhecimento, como tal, inclui o obsoleto e também aquele que faz a diferença entre uma sociedade e outra, entre uma pessoa e outra.Na realidade este tema é bastante amplo e prefiro parar aqui. Tudo é informação, mas informação que se traduza em muito dinheiro, isso é outra coisa.O que têm em comum as seguintes pessoas famosas: Casanova, J. Edgar Hoover e Mao Tsé-Tung?Se a resposta for que eles trabalharam anonimamente em algum momento de suas carreiras, estará parcialmente correta. Em algum momento de suas vidas eles trabalharam em bibliotecas. São bibliotecários famosos, ainda que não como bibliotecários.
Os bibliotecários são especialistas em localizar, adquirir e armazenar e recuperar informação, mas não é isso o que fazem todos os dias? Muita gente famosa trabalhava em biblioteca ou estava relacionada com sua implantação e desenvolvimento.Casanova atuou por 13 anos como bibliotecário no castelo do Conde Waldstein, na Boêmia, provavelmente baseado no lema de que 'os bibliotecários são apaixonados por novelas'.Hoover trabalhou como catalogador da Biblioteca do Congresso por cinco anos antes de se transferir para seu emprego mais conhecido, de diretor do FBI.Mao passou um tempo na seção de periódicos da biblioteca da Universidade de Beijing antes de ser presidente do Partido Comunista Chinês.
Os livros têm sido vistos como fontes de idéias perigosas. As longas horas que Marx passou na biblioteca do Museu Britânico são um recorde (visto em número de horas). Esse é um exemplo da influência do bibliotecário e da biblioteca na área política. Engels, colaborador de Marx, também trabalhou em bibliotecas. Antonio Panizzi, político italiano exilado na Inglaterra, chegou a ser bibliotecário-chefe da biblioteca do museu Britânico. De volta à Itália, foi senador.As bibliotecárias servem de ilustração para dizer que atrás de um grande homem há uma grande mulher.Nadezhda Krupskaia fundou o sistema bibliotecário soviético. Além disso, escreveu e fez palestras sobre a importância das bibliotecas e da leitura na sociedade socialista. Foi uma figura importante na Revolução Russa, além de esposa de Lenin.Também famosa foi Golda Meir, bibliotecária em uma biblioteca pública em Milwualkee e em seguida primeira-ministro de Israel.
O novelista inglês John Briane também foi bibliotecário em uma biblioteca pública.Jorge Luis Borges, que bem merecera o Prêmio Nobel de Literatura, trabalhou como bibliotecário até ser despedido pela ditadura Perón. Mais tarde foi nomeado diretor da biblioteca nacional de seu país (Argentina).Outras figuras importantes a citar: o novelista sueco August Strindberg, o multitalentoso Goethe e os irmãos Grimm. O compositor francês Berlioz (30 anos no Conservatório da Biblioteca de Paris) é o melhor bibliotecário artista conhecido.E o que dizer da Igreja?São Benedito foi importante no desenvolvimento de bibliotecas monásticas, começando com a de Monte Cassino. Mas ele não estava só: ao menos seis papas trabalharam em bibliotecas: Marcelo II (1555), Nicolás V (1447-55), Paulo V (1605-21), Pio II (1458-64), Pio VII (1800-23) e Pio XI (1922-39).Os filósofos Hume e Kant eram bibliotecários. Alexander Solzhenitsyn foi bibliotecário na prisão, enquanto cumpria sua sentença por criticar Stalin.
Juan Manoel Pineda, bibliotecário de referencia do Instituto Universitário de Córdoba, ArgentinaTradução de Elieser Marques
(Fonte: http://www.library.usina.edu.au/papers/famouslb.htm)
Vejam que interessante este texto escrito por um bibliotecário costarriquenho chamado Alvaro Perez: Hoje me encontrei com um colega na Biblioteca Carlos Monge Alfaro. Dizia-me ele que nós, bibliotecários, podemos ganhar dinheiro, pois lidamos com a informação. Por dinheiro referia-se a uma quantidade considerável, não uns centavinhos.
Disse-lhe que escreveria sobre a vida de bibliotecário famosos, esperando assim encontrar uma relação entre a informação que manejamos e o que poderíamos ganhar como bibliotecários.Desafortunadamente, após a investigação, não apareceram como bibliotecários pessoas como Bill Gates, Nelson Rockfeller, Howard Hughes Ford, etc. É certo que trabalhamos com informação, mas no mais das vezes não a vinculamos a conhecimento.
O conhecimento, como tal, inclui o obsoleto e também aquele que faz a diferença entre uma sociedade e outra, entre uma pessoa e outra.Na realidade este tema é bastante amplo e prefiro parar aqui. Tudo é informação, mas informação que se traduza em muito dinheiro, isso é outra coisa.O que têm em comum as seguintes pessoas famosas: Casanova, J. Edgar Hoover e Mao Tsé-Tung?Se a resposta for que eles trabalharam anonimamente em algum momento de suas carreiras, estará parcialmente correta. Em algum momento de suas vidas eles trabalharam em bibliotecas. São bibliotecários famosos, ainda que não como bibliotecários.
Os bibliotecários são especialistas em localizar, adquirir e armazenar e recuperar informação, mas não é isso o que fazem todos os dias? Muita gente famosa trabalhava em biblioteca ou estava relacionada com sua implantação e desenvolvimento.Casanova atuou por 13 anos como bibliotecário no castelo do Conde Waldstein, na Boêmia, provavelmente baseado no lema de que 'os bibliotecários são apaixonados por novelas'.Hoover trabalhou como catalogador da Biblioteca do Congresso por cinco anos antes de se transferir para seu emprego mais conhecido, de diretor do FBI.Mao passou um tempo na seção de periódicos da biblioteca da Universidade de Beijing antes de ser presidente do Partido Comunista Chinês.
Os livros têm sido vistos como fontes de idéias perigosas. As longas horas que Marx passou na biblioteca do Museu Britânico são um recorde (visto em número de horas). Esse é um exemplo da influência do bibliotecário e da biblioteca na área política. Engels, colaborador de Marx, também trabalhou em bibliotecas. Antonio Panizzi, político italiano exilado na Inglaterra, chegou a ser bibliotecário-chefe da biblioteca do museu Britânico. De volta à Itália, foi senador.As bibliotecárias servem de ilustração para dizer que atrás de um grande homem há uma grande mulher.Nadezhda Krupskaia fundou o sistema bibliotecário soviético. Além disso, escreveu e fez palestras sobre a importância das bibliotecas e da leitura na sociedade socialista. Foi uma figura importante na Revolução Russa, além de esposa de Lenin.Também famosa foi Golda Meir, bibliotecária em uma biblioteca pública em Milwualkee e em seguida primeira-ministro de Israel.
O novelista inglês John Briane também foi bibliotecário em uma biblioteca pública.Jorge Luis Borges, que bem merecera o Prêmio Nobel de Literatura, trabalhou como bibliotecário até ser despedido pela ditadura Perón. Mais tarde foi nomeado diretor da biblioteca nacional de seu país (Argentina).Outras figuras importantes a citar: o novelista sueco August Strindberg, o multitalentoso Goethe e os irmãos Grimm. O compositor francês Berlioz (30 anos no Conservatório da Biblioteca de Paris) é o melhor bibliotecário artista conhecido.E o que dizer da Igreja?São Benedito foi importante no desenvolvimento de bibliotecas monásticas, começando com a de Monte Cassino. Mas ele não estava só: ao menos seis papas trabalharam em bibliotecas: Marcelo II (1555), Nicolás V (1447-55), Paulo V (1605-21), Pio II (1458-64), Pio VII (1800-23) e Pio XI (1922-39).Os filósofos Hume e Kant eram bibliotecários. Alexander Solzhenitsyn foi bibliotecário na prisão, enquanto cumpria sua sentença por criticar Stalin.
Juan Manoel Pineda, bibliotecário de referencia do Instituto Universitário de Córdoba, ArgentinaTradução de Elieser Marques
(Fonte: http://www.library.usina.edu.au/papers/famouslb.htm)
terça-feira, 29 de julho de 2008
Protocolos Ficcionais - Umberto Eco

“De qualquer modo, não deixamos de ler histórias de ficção porque nelas que procuramos uma fórmula para dar sentido a nossa existência. Afinal, ao longo de nossa vida buscamos uma história de nossas origens que nos diga por que nascemos por que vivemos. Às vezes procuramos uma história cósmica, a história do universo, ou nossa história pessoal. Às vezes, nossa história pessoal coincide com a história do universo.
Aconteceu comigo, conforme atesta a seguinte narrativa natural:
Há alguns meses fui convidado a visitar o Museu da Ciência de La Corunã, na Galícia. Ao final da visita, o curador anunciou que tinha uma surpresa para mim e me conduziu ao planetário. Um planetário sempre é um lugar sugestivo de estar num deserto sob um céu estrelado. Mas naquela noite algo especial me aguardava.
De repente, a sala ficou inteiramente às escuras, e ouvi um lindo acalanto de Manuel de Falla. Lentamente (embora um pouco mais depressa do que na realidade, já que a apresentação durou ao todo quinze minutos) o céu sobre a minha cabeça se pôs a rodar. Era o céu que aparecera sobre a minha cidade natal – Alessandria, na Itália – na noite de 5 para 6 de janeiro de 1932, quando nasci. Quase hiper-realisticamente vivenciei a primeira noite de minha vida.
Vivenciei-a pela primeira vez, pois não tinha visto essa primeira noite. Provavelmente, nem minha mãe a viu, exausta como estava depois de me dar à luz; mas talvez meu pai a tenha visto a sair para o terraço um pouco agitado com o fato maravilhoso (ao menos para ele) que testemunhara e ajudara a produzir.
O planetário usava o artifício mecânico que se pode encontrar em muitos lugares. Outras pessoas talvez tenham passado por uma experiência semelhante. Mas vocês hão de me perdoar que durante aqueles quinze minutos tive a impressão de ser o único homem desde do início dos tempos que havia tido o privilégio de encontrar com seu próprio começo. Eu estava tão feliz que tive a sensação – quase o desejo – de que podia, deveria morrer naquele exato momento e que qualquer outro momento seria inadequado. Teria morrido alegremente, pois vivera a mais bela história que li em toda a minha vida. Talvez eu tivera encontrado a história que todos nós procuramos nas páginas dos livros e nas telas dos cinemas: uma história na qual a estrela e eu éramos protagonistas. Era ficção porque a história fora reinventada pelo curador, era História porque recontava o que aconteceu no cosmos num momento do passado; era real porque eu era real e não uma personagem de romance. Por um instante, fui leitor-modelo do Livro dos Livros.
Aconteceu comigo, conforme atesta a seguinte narrativa natural:
Há alguns meses fui convidado a visitar o Museu da Ciência de La Corunã, na Galícia. Ao final da visita, o curador anunciou que tinha uma surpresa para mim e me conduziu ao planetário. Um planetário sempre é um lugar sugestivo de estar num deserto sob um céu estrelado. Mas naquela noite algo especial me aguardava.
De repente, a sala ficou inteiramente às escuras, e ouvi um lindo acalanto de Manuel de Falla. Lentamente (embora um pouco mais depressa do que na realidade, já que a apresentação durou ao todo quinze minutos) o céu sobre a minha cabeça se pôs a rodar. Era o céu que aparecera sobre a minha cidade natal – Alessandria, na Itália – na noite de 5 para 6 de janeiro de 1932, quando nasci. Quase hiper-realisticamente vivenciei a primeira noite de minha vida.
Vivenciei-a pela primeira vez, pois não tinha visto essa primeira noite. Provavelmente, nem minha mãe a viu, exausta como estava depois de me dar à luz; mas talvez meu pai a tenha visto a sair para o terraço um pouco agitado com o fato maravilhoso (ao menos para ele) que testemunhara e ajudara a produzir.
O planetário usava o artifício mecânico que se pode encontrar em muitos lugares. Outras pessoas talvez tenham passado por uma experiência semelhante. Mas vocês hão de me perdoar que durante aqueles quinze minutos tive a impressão de ser o único homem desde do início dos tempos que havia tido o privilégio de encontrar com seu próprio começo. Eu estava tão feliz que tive a sensação – quase o desejo – de que podia, deveria morrer naquele exato momento e que qualquer outro momento seria inadequado. Teria morrido alegremente, pois vivera a mais bela história que li em toda a minha vida. Talvez eu tivera encontrado a história que todos nós procuramos nas páginas dos livros e nas telas dos cinemas: uma história na qual a estrela e eu éramos protagonistas. Era ficção porque a história fora reinventada pelo curador, era História porque recontava o que aconteceu no cosmos num momento do passado; era real porque eu era real e não uma personagem de romance. Por um instante, fui leitor-modelo do Livro dos Livros.
Aquele foi um bosque da ficção que eu gostaria de nunca ter deixado.
Mas como a vida é cruel, para vocês e para mim, aqui estou.”
Fonte: ECO, Humberto. Seis passeios pelos bosques da ficção. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.
Mas como a vida é cruel, para vocês e para mim, aqui estou.”
Fonte: ECO, Humberto. Seis passeios pelos bosques da ficção. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.
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sexta-feira, 25 de julho de 2008
Biblioteca Secreta

Uma biblioteca secreta, escondida dentro da oficial. Assim é o Inferno, acervo oculto que resguarda livros tidos como imorais, malditos, proibidos. Na Biblioteca Nacional (BN), a maior do país, o Inferno era, há muito, esparramado. Mais limbo, até: feito de livros como que invisíveis, intencionalmente de fora dos registros, escondidos em prateleiras convencionais. Pois agora, finalmente, o Inferno está virando coleção. Por lá, já estão obras como O menino do Gouveia, considerado o primeiro conto homoerótico brasileiro. E uma edição de Minha luta, o livro proibido de Adolf Hitler. Se não tivessem sido incorporados ao acervo secreto, teriam queimado no fogo da censura. O Inferno os salvou. Mas só agora, pouco a pouco, têm conseguido deixar a clandestinidade. Até o dia 22 de agosto, parte do Inferno da BN pode ser visto pelo público, na mostra "Homoerotismo: prazer entre iguais". A exposição reúne cerca de 20 livros – uma primeira amostragem do que seria o Inferno restaurado.
Obras Raras e Homoerotismo
Exposição de livros da Divisão de Obras Raras de 07 de julho a 22 de agosto de 2008
Exposição de livros da Divisão de Obras Raras de 07 de julho a 22 de agosto de 2008
quinta-feira, 24 de julho de 2008
quinta-feira, 17 de julho de 2008
terça-feira, 15 de julho de 2008
O Nascimento do prazer - Clarice Lispector
O prazer nascendo dói tanto no peito que se prefere sentir a habituada dor ao insólito prazer. A alegria verdadeira não tem explicação possível, não tem a possibilidade de ser compreendida - e se parece com o início de uma perdição irrecuperável. Esse fundir-se total é insuportavelmente bom - como se a morte fosse o nosso bem maior e final, só que não é a morte, é a vida incomensurável que chega a se parecer com a grandeza da morte. Deve-se deixar-se inundar pela alegria aos poucos - pois é a vida nascendo. E quem não tiver força, que antes cubra cada nervo com uma película protetora, com uma película de morte para poder tolerar a vida. Essa película pode consistir em qualquer ato formal protetor, em qualquer silêncio ou em várias palavras sem sentido.
Pois o prazer não é de se brincar com ele.
Ele e nós.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Livro: A Cegueira e o Saber - Affonso Romano de Sant'Anna
Ler (ou reler) as "crônicas culturais" de Affonso , como ele mesmo as denomina, sem ter que esperar por elas em jornais ou revistas, é um renovado prazer propiciado por este livro. A reconhecida lucidez do poeta e professor de literatura serve de leme para quem se interessa por "entender a ´contemporaneidade´ e rever a tradição". Nas seis primeiras crônicas, que dão título ao livro, o autor seleciona lendas, mitos e textos literários sobre o "intrigante tópico da cegueira e do (não) saber", como o Ensaio sobre a cegueira, de Saramago, Em terra de cego, conto de H. G. Wells, A carta roubada, de Poe, A nova roupa do imperador, de Andersen, entre outros, para apresentar os vários aspectos do ver e do não-ver - a cegueira como uma praga temporária, a visão arrogante que não enxerga o óbvio, o pacto social em torno do não-ver, a sabedoria que ilumina a vida interior, o desafio de ver o mundo com novos olhos. O estilo agradável, lúcido e didático de Affonso Romano de Sant´Anna conduzirá o leitor a um prazeroso mergulho em suas crônicas, uma após outra, descobrindo os percalços de uma carreira de escritor às voltas com a folha em branco ou com as recusas dos editores à publicação. Como surge uma obra literária? Como fazer emergir a poesia? Como publicar e ter sucesso? Estas são algumas das muitas questões que o autor considera "perguntas simples, respostas complexas". Para auxiliá-lo nas respostas, apresenta aos leitores o trabalho do escritor italiano, Mario Baudino, com o livroA grande recusa, que conta a história de rejeições, por parte das editoras, a grandes escritores, como Scott Fitzgerald, James Joyce, D. H. Lawrence, Hemingway e muitos outros. "E, entre tantos casos da literatura moderna, dois se tornaram célebres: as recusas de Em busca do tempo perdido, de Proust, e O Gattopardo, de Tomasi de Lampedusa." Esta descoberta certamente levará o leitor/escritor a "se espantar e até se sentir estimulado a continuar recebendo negativas sem tanto sofrimento". Há, ainda, dois aspectos do livro de Affonso Romano de Sant´Anna que merecem ser realçados. Primeiramente, por não se considerar um crítico literário, sua evidente intenção é despertar a sensibilidade e a lucidez dos leitores em relação aos autores que apresenta em suas crônicas, o que ele faz com indiscutível delicadeza, prenunciando o prazer dessas leituras. O outro aspecto é a sua indisfarçável paixão por viagens, que contagia o leitor com as vivas descrições dos locais que simplesmente visita ou para onde vai declamar seus poemas, como na crônica No Chile de Neruda. E, em algum momento, ensina que "a arte de viajar tem que envolver todos os sentidos. Por isso é que a sensualidade e o amor podem transformar a arte de viajar numa arte maior".
Link com alguns textos do livro:
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Seminário Latino-Americano Arquitetura e Documentação
O encontro é promovido pela Escola de Arquitetura da UFMG e será realizado entre 10 e 12 de setembro, na sede do Crea-MG. O objetivo do seminário é discutir a rica relação entre a arquitetura e a documentação, além da situação da pesquisa na área da História da Arquitetura e do Urbanismo na América Latina, que nos últimos anos tem passado por mudanças significativas, retomando a consulta a fontes primárias e refazendo versões tradicionais da historiografia dominante.
Outras informações: http://www.forumpatrimonio.com.br/2008/
terça-feira, 8 de julho de 2008
Exposição Bossa na OCA
A cinqüentona bossa nova toma um banho de luz para virar protagonista de uma espécie de parque temático no Ibirapuera a partir desta semana: são duas grandes exposições que vão ocupar a Oca e o Pavilhão da Bienal. Hoje, abre para o público Bossa na Oca, projeto hi-tech, que integra o evento Itaúbrasil. Na próxima segunda, a Rádio Eldorado comemora seu cinqüentenário com a mostra Bossa 50.Com curadoria do artista multimídia Marcello Dantas e do videomaker Carlos Nader, Bossa na Oca - que vai ficar dois meses em cartaz e tem entrada franca às terças - é interativa e quase toda virtual. Utilizando alta tecnologia em todos os aspectos, a mostra reúne documentários inéditos, imagens históricas, projeções holográficas, iluminação e montagem modernas, dialogando com a estética da bossa nova e com a do espaço da Oca (tem até uma praia artificial). Tudo isso, claro, banhado o tempo todo por muita música prazerosa, que é, afinal, a matéria-prima de todo o projeto.
Os documentários em curta-metragem prometem abordagens inusitadas sobre o tema e serão exibidos em dez painéis de placas de vidro. Um desses filmes traz Tom e Vinicius contando como fizeram Orfeu da Conceição. Outro tem Nara Leão e João do Vale em imagens raras do show Opinião.
Além de imagens em movimento, há também fotos raras e 94 gravações dos clássicos da bossa nova, que o público pode ouvir em jukeboxes estilizados em forma de LP. São espécies de Ipods em que se escolhe o que ouvir com simples toques manuais nas telas, que trarão informações e imagens dos discos relacionados à gravação selecionada. Tanto nas estações interativas dos jukeboxes como no espaço das placas de vidro, o sistema de som é localizado, ou seja, só pode ser ouvido no ponto situado na linha das telas, não vaza para fora.
O evento promove até um encontro virtual entre ídolos como Tom Jobim, Frank Sinatra e Ella Fitzgerald, entre outros, tendo Johnny Alf ao piano. Sua imagem projetada sobre o instrumento, este real, tem um efeito interessante. Esse encontro, para o qual foi montado um palco com pufes na platéia, é realizado por meio de uma técnica holográfica (a Eyeliner), que o grupo virtual Gorillaz utiliza em suas apresentações. Segundo Dantas, é a primeira vez que essa tecnologia será vista ao vivo no Brasil.
Confira os destaques da exposição:
Beco das Garrafas
O famoso templo da bossa foi remontado em um palco. Um piano (com um copo de uísque para Vinicius) e um banquinho dividem espaço com imagens holográficas de músicos como Ella Fitzgerald e Frank Sinatra. A cada 15 minutos, eles executam, juntos, "Garota de Ipanema", graças à tecnologia "eyeliner" (a mesma usada pelo grupo virtual Gorillaz).
O famoso templo da bossa foi remontado em um palco. Um piano (com um copo de uísque para Vinicius) e um banquinho dividem espaço com imagens holográficas de músicos como Ella Fitzgerald e Frank Sinatra. A cada 15 minutos, eles executam, juntos, "Garota de Ipanema", graças à tecnologia "eyeliner" (a mesma usada pelo grupo virtual Gorillaz).
Praia de Copacabana
A areia e o clássico calçadão preto-e-branco de pedras portuguesas (em formato semicirular) representam a praia de Copacabana (RJ). A montagem ocupa cerca de 800 m2 do subsolo da Oca. Uma iluminação feita nas paredes simula a passagem do dia para a noite.
A areia e o clássico calçadão preto-e-branco de pedras portuguesas (em formato semicirular) representam a praia de Copacabana (RJ). A montagem ocupa cerca de 800 m2 do subsolo da Oca. Uma iluminação feita nas paredes simula a passagem do dia para a noite.
Projeção do Mar
O teto da Oca recebe uma enorme projeção do mar, feita por um projetor de 42 mil lumens, que garante uma potente definição e alto brilho na imagem -um VJ costuma utilizar projetores de, no máximo, 4.000 lumens em apresentações. A imagem pode ser vista no último andar, em um sofá, enquanto uma vitrola executa canções da bossa nova.
O teto da Oca recebe uma enorme projeção do mar, feita por um projetor de 42 mil lumens, que garante uma potente definição e alto brilho na imagem -um VJ costuma utilizar projetores de, no máximo, 4.000 lumens em apresentações. A imagem pode ser vista no último andar, em um sofá, enquanto uma vitrola executa canções da bossa nova.
Vinicius de Moraes
O curta-metragem inédito de Miguel Faria Jr., "Vinicius de Moraes", com dez minutos de duração, é exibido na parede semiconvexa do museu. Criado especialmente para a exposição, o filme conta com imagens que não entraram no longa "Vinicius", do mesmo diretor. O som sai de luminárias, dispostas ao lado de 30 poltronas.
O curta-metragem inédito de Miguel Faria Jr., "Vinicius de Moraes", com dez minutos de duração, é exibido na parede semiconvexa do museu. Criado especialmente para a exposição, o filme conta com imagens que não entraram no longa "Vinicius", do mesmo diretor. O som sai de luminárias, dispostas ao lado de 30 poltronas.
Local: Pavilhão da OCA - Parque do Ibirapuera - SP
Preço(s):R$ 20,00.
Data(s):De 08 de julho até 07 de stembro de 2008.
Horário(s):Terça a domingo, das 10h às 21h.
Data(s):De 08 de julho até 07 de stembro de 2008.
Horário(s):Terça a domingo, das 10h às 21h.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Globais?
A globalização que começou nas Grandes Navegações alcançou todos os países que fazem parte da esfera capitalista e administram as relações comerciais no mundo. Tentam administrar um capital exorbitante e invisível que pode acabar com a economia de um país em desenvolvimento, quando este, passa a ser visto pelo resto do mundo como um País de risco para investimentos. Somos lesados pela falta de um dinheiro que nem existe.
Vive-se da cultura do efêmero, onde até a moda é passageira, mas é na maioria das vezes resgatada, o modo de vestir é regatado, como se isto fosse um resgate do modo de viver das pessoas que viveram em outros tempos. Podemos afirmar, que a informação é sempre nova, se para cada um, ela traz um sentido diferente. A questão passa a ficar complicada por causa do grande volume informacional produzido atualmente. E pensar que um dia ele pode ser condensado em uma Enciclopédia, e hoje, é mudado a cada segundo e a nossa capacidade de absorção é a mesma e conseqüentemente o nosso tempo também para acompanhar estas mudanças.
Na sociedade de consumo em que vivemos, hoje, acredita-se que ser cidadão é poder consumir todos os produtos que são oferecidos. É usar o capital na compra de bens simbólico, um capital que ele vendeu a sua força de trabalho para conseguir, ganhando menos do que realmente vale e gerando lucros para o empregador. Realmente é irônico ser cidadão por este ponto de vista, pois se trabalha para se ter capital e é aplicado no capitalismo novamente. É acreditar também que se exerce somente a cidadania no dia em que se vota. É esquecer que cidadania é muito mais do que isto. É ter participação coletiva nos espaços públicos em que convivemos. É lembrar da música: "... a gente quer ter voz ativa e no nosso destino mandar
[1]".
Campanhas publicitárias já anunciaram que somos "cidadãos do mundo". É um modo de resgatar situações que só eram imaginadas na literatura. Mas é só não nos esquecermos que antes de estarmos inseridos no mundo, somos um cidadão local, inserido com a nossa cultura, o nosso modus vivendi, o nosso grupo de convívio, o nosso pertencimento. Onde assim espera-se que indivíduos exerçam a sua cidadania.
Vive-se da cultura do efêmero, onde até a moda é passageira, mas é na maioria das vezes resgatada, o modo de vestir é regatado, como se isto fosse um resgate do modo de viver das pessoas que viveram em outros tempos. Podemos afirmar, que a informação é sempre nova, se para cada um, ela traz um sentido diferente. A questão passa a ficar complicada por causa do grande volume informacional produzido atualmente. E pensar que um dia ele pode ser condensado em uma Enciclopédia, e hoje, é mudado a cada segundo e a nossa capacidade de absorção é a mesma e conseqüentemente o nosso tempo também para acompanhar estas mudanças.
Na sociedade de consumo em que vivemos, hoje, acredita-se que ser cidadão é poder consumir todos os produtos que são oferecidos. É usar o capital na compra de bens simbólico, um capital que ele vendeu a sua força de trabalho para conseguir, ganhando menos do que realmente vale e gerando lucros para o empregador. Realmente é irônico ser cidadão por este ponto de vista, pois se trabalha para se ter capital e é aplicado no capitalismo novamente. É acreditar também que se exerce somente a cidadania no dia em que se vota. É esquecer que cidadania é muito mais do que isto. É ter participação coletiva nos espaços públicos em que convivemos. É lembrar da música: "... a gente quer ter voz ativa e no nosso destino mandar
[1]".
Campanhas publicitárias já anunciaram que somos "cidadãos do mundo". É um modo de resgatar situações que só eram imaginadas na literatura. Mas é só não nos esquecermos que antes de estarmos inseridos no mundo, somos um cidadão local, inserido com a nossa cultura, o nosso modus vivendi, o nosso grupo de convívio, o nosso pertencimento. Onde assim espera-se que indivíduos exerçam a sua cidadania.
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Aforismos
"Mas não se esqueça:
Assim como não se deve misturar bebidas,
misturar pessoas também pode dar ressaca."
__Martha Medeiros
Seminário CPDOC - Quando o campo é o arquivo - 2008
A primeira edição do seminário (2004) teve como objetivo reunir trabalhos sobre a constituição e organização de arquivos de antropólogos, de instituições de antropologia e o uso desses documentos na análise e pesquisa antropológicas. Um dos resultados foi a publicação de um número temático da revista Estudos Históricos sobre "Antropologia e Arquivos", em 2005. Para 2008, a segunda edição do seminário propõe a entrada em outro campo: o audiovisual.
De que maneira a experiência etnográfica vem sendo transformada em documentos visuais? Quais são os efeitos dessas transformações na produção do conhecimento antropológico e nas vidas dos sujeitos que se tornam objetos de novos olhares? De que maneiras documentos visuais mantidos em acervos, coleções e arquivos têm sido utilizados, reapropriados e reproduzidos por populações tradicionais? Que poéticas, políticas e debates têm suscitado? Essas são algumas questões que o Seminário Quando o campo é o arquivo deste ano pretende levantar. O objetivo do evento é refletir sobre o uso de fontes arquivísticas na pesquisa antropológica e sua relação com a produção etnográfica.
Quando o campo é o arquivo - 2008
Datas: 2 e 3 de dezembro de 2008
Mais informações e inscrições: http://www.cpdoc.fgv.br/campo-arquivo
Museu do Livro
A prefeitura de Lajeado, no Vale do Taquari (RS), inaugurou ontem o Museu do Livro, no pórtico de entrada do Parque Histórico Municipal.
O local funcionará como acervo histórico e disponibilizará cerca de 2 mil livros, entre eles obras datadas de 1832 e livros didáticos usados no início do século passado. Parte do material foi doado pela comunidade e por historiadores e outros são oriundos do acervo da Biblioteca Municipal.
- Pelo material encontrado no museu, as pessoas poderão realizar pesquisas - comenta a titular da Secretaria de Cultura e Turismo (Secultur), Adriana de Carvalho.
A cerimônia de inauguração ocorreu às 10h. Na ocasião, os historiadores Wolfgang Collishonn e José Alfredo Schieroldt foram nomeados padrinhos do museu.
- As obras são uma forma de analisar e resgatar antigos hábitos. Um livro que hoje não tenha muito significado pode ser de muito valor no futuro e, por isso, a importância de um local adequado e seguro para a sua preservação. Povo que preserva a história tem sensibilidade para a cultura - comenta Collishonn.
Fonte: Jornal Zero Hora
O local funcionará como acervo histórico e disponibilizará cerca de 2 mil livros, entre eles obras datadas de 1832 e livros didáticos usados no início do século passado. Parte do material foi doado pela comunidade e por historiadores e outros são oriundos do acervo da Biblioteca Municipal.
- Pelo material encontrado no museu, as pessoas poderão realizar pesquisas - comenta a titular da Secretaria de Cultura e Turismo (Secultur), Adriana de Carvalho.
A cerimônia de inauguração ocorreu às 10h. Na ocasião, os historiadores Wolfgang Collishonn e José Alfredo Schieroldt foram nomeados padrinhos do museu.
- As obras são uma forma de analisar e resgatar antigos hábitos. Um livro que hoje não tenha muito significado pode ser de muito valor no futuro e, por isso, a importância de um local adequado e seguro para a sua preservação. Povo que preserva a história tem sensibilidade para a cultura - comenta Collishonn.
Fonte: Jornal Zero Hora
quarta-feira, 2 de julho de 2008
UFMG cede veículo do Projeto Carro-Biblioteca
O automóvel antigo será repassado para a Fundação Municipal de Cultura.
Escrever com o Google Earth
Já havia imaginado ver os edifícios do alto e visualizar letras do alfabeto?
Pois é, esta é a última novidade do Google Earth.
Confira o link: http://www.geogreeting.com/view.html?yknyBosUoCmBoFoBUmywUonspsmsyCaU
Pois é, esta é a última novidade do Google Earth.
Confira o link: http://www.geogreeting.com/view.html?yknyBosUoCmBoFoBUmywUonspsmsyCaU
terça-feira, 1 de julho de 2008
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